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illycaffè anuncia finalistas do Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy 2025 com três produtores brasileiros

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A illycaffè divulgou os 27 finalistas do Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy 2025, evento que chega à sua décima edição e homenageia o legado de Ernesto Illy, filho do fundador da empresa. A premiação reconhece produtores que combinam alta qualidade do café com práticas sustentáveis e regenerativas, reforçando o compromisso da marca com qualidade sustentável.

Nesta edição, três cafeicultores brasileiros estão entre os finalistas, competindo com produtores de oito outros países: Costa Rica, El Salvador, Etiópia, Guatemala, Honduras, Índia, Nicarágua e Ruanda.

Cerimônia em Roma e critérios de seleção

O anúncio dos vencedores será feito em 6 de novembro, em Roma, na sede da FAO. Os produtores concorrerão ao título de Best of the Best e ao prêmio Coffee Lovers’ Choice, que será definido por votação dos consumidores após degustações às cegas.

Os finalistas foram escolhidos com base em:

  • Qualidade da safra 2024/2025
  • Práticas de sustentabilidade
  • Parâmetros técnicos de avaliação nos laboratórios da illycaffè

Segundo Andrea Illy, presidente da empresa, o prêmio reflete a importância de alinhar qualidade e sustentabilidade:

“A agricultura regenerativa aumenta a resiliência das culturas, melhora as colheitas e reduz impactos ambientais. Com este prêmio, agradecemos aos produtores que fornecem à illy o melhor café do mundo, temporada após temporada.”

Produtores brasileiros entre os finalistas

Os três produtores brasileiros finalistas são:

  • Fazenda Nova Esperança – Leda Terezinha Castellani Pereira Lima
  • Fazenda Sequoia – Fazenda Sequoia Minas
  • Fazenda Serra de São Bento – Dimas Mendes Bastos
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Finalistas internacionais

Os demais finalistas vêm de países como Costa Rica, El Salvador, Etiópia, Guatemala, Honduras, Índia, Nicarágua e Ruanda, totalizando 27 produtores que se destacaram pelo cuidado na produção e pelo respeito à sustentabilidade.

Os cafés serão avaliados por um júri internacional multidisciplinar, formado por chefs, jornalistas, provadores e especialistas do setor, que definirão o Best of the Best.

Prêmio Coffee Lovers’ Choice e participação dos consumidores

Além da avaliação técnica, os consumidores terão a oportunidade de votar em seus cafés favoritos por meio de degustações às cegas organizadas antes da cerimônia. O café mais votado receberá o prêmio Coffee Lovers’ Choice, incentivando a participação do público na escolha dos destaques do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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