AGRONEGÓCIO
Imposto Territorial Rural 2025: Prazo para Declaração Encerra em 30 de Setembro
AGRONEGÓCIO
O prazo para a entrega da Declaração do Imposto Territorial Rural (ITR) de 2025 vai até 30 de setembro. Proprietários de imóveis rurais precisam se atentar às novidades na legislação, sob risco de multas e impedimentos legais. Segundo o IBGE, o Brasil possui mais de 5,1 milhões de imóveis rurais, movimentando uma parte significativa da economia nacional.
Georreferenciamento e atualização cadastral: principais novidades
De acordo com Renato Vieira de Avila, advogado especializado em direito tributário:
“Em 2025, algumas alterações tornam o processo mais complexo. Entre elas, destaca-se a obrigatoriedade do georreferenciamento para propriedades com mais de 25 hectares, medida prevista na Lei nº 10.267/2001, que garante precisão na identificação das propriedades e evita conflitos fundiários.”
Além disso, a declaração deve conter informações detalhadas sobre áreas produtivas, edificações, benfeitorias, reservas legais e áreas de preservação permanente, reforçando a transparência e o controle sobre os imóveis rurais.
Propriedades em fronteiras exigem atenção especial
Imóveis localizados a até 150 km da fronteira precisam passar pelo processo de ratificação junto ao INCRA, comprovando autorização pública para compra e venda. O prazo para regularização desta documentação foi estendido até 2030, oferecendo mais segurança jurídica aos proprietários.
Evitando problemas fiscais antes do prazo final
Segundo levantamento da Receita Federal, em 2024 foram registradas mais de 4,8 milhões de declarações de ITR, com arrecadação aproximada de R$ 1,2 bilhão. Para 2025, a expectativa é de aumento no número de declarações devido às novas exigências de georreferenciamento e atualização cadastral.
Vieira de Avila recomenda:
“Um planejamento adequado e a conferência de todos os documentos antes da entrega da declaração são fundamentais para evitar problemas fiscais e garantir que a propriedade esteja regularizada.”
Importância da declaração para a regularização e comercialização de imóveis
O ITR incide sobre a propriedade rural, calculado com base no valor da terra e nas características produtivas do imóvel. A correta declaração é essencial não apenas para evitar penalidades, mas também para vender ou regularizar imóveis, especialmente em um mercado rural cada vez mais valorizado.
“O mercado de imóveis rurais no Brasil continua aquecido. Com o prazo da declaração se encerrando em 30 de setembro de 2025, regularizar e atualizar a documentação, incluindo o georreferenciamento, é imperativo para evitar problemas com o fisco e garantir segurança jurídica nas transações”, conclui Vieira de Avila.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Uso de satélite para barrar crédito rural gera novo debate no setor
A nova regra que condiciona o acesso ao crédito rural ao monitoramento ambiental por satélite abriu uma frente de tensão entre produtores, Congresso e governo federal. Desde 1º de abril, bancos que operam recursos do Plano Safra passaram a consultar automaticamente dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes da liberação dos financiamentos agropecuários.
O centro da discussão está nos chamados “falsos positivos”, situações em que alterações na cobertura vegetal identificadas pelo sistema acabam sendo interpretadas como desmatamento irregular, mesmo quando decorrem de atividades produtivas permitidas ou manejos regulares dentro da propriedade.
Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), produtores vêm relatando dificuldades para acessar crédito em casos envolvendo limpeza de pastagem, manejo agrícola, renovação de áreas produtivas e até colheita de florestas plantadas, como eucalipto.
A preocupação do setor é que o sistema utilizado para monitoramento identifica mudanças na vegetação, mas não consegue, sozinho, diferenciar imediatamente uma atividade legal de um desmatamento irregular.
Com isso, o bloqueio ao crédito pode ocorrer antes mesmo de qualquer análise individualizada do caso. Isso inverte o ônus da prova e obriga o produtor a comprovar posteriormente que a alteração apontada pelo satélite não configura infração ambiental. O processo pode envolver laudos técnicos, documentos fundiários, análises ambientais e procedimentos administrativos que levam semanas ou meses.
O problema ganha peso porque o crédito rural continua sendo peça central do financiamento agropecuário brasileiro, especialmente em um momento de juros elevados, aumento do endividamento e custos ainda pressionados.
Dados citados pela consultoria Datagro mostram que mais de 5,4 milhões de apontamentos positivos estavam registrados no sistema Prodes até outubro de 2025. Parte dessas ocorrências, segundo o setor, pode estar associada justamente a interpretações equivocadas do monitoramento remoto.
As novas exigências estão previstas nas Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, do Conselho Monetário Nacional (CMN), dentro do processo de endurecimento das regras ambientais para concessão de crédito rural.
A justificativa oficial é impedir que propriedades com irregularidades ambientais tenham acesso a recursos públicos subsidiados.
O avanço das restrições provocou reação imediata no Congresso Nacional. Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária protocolaram projetos para suspender os efeitos das resoluções até que sejam criados mecanismos considerados mais precisos de validação ambiental.
As propostas também tentam impedir embargos automáticos baseados exclusivamente em imagens de satélite e estabelecer critérios técnicos mais claros para restrições ao financiamento rural.
Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o principal problema está na automatização do processo sem análise técnica prévia. “O monitoramento ambiental é necessário e irreversível. O problema começa quando um apontamento preliminar feito por satélite passa a produzir efeito imediato sobre o crédito sem uma verificação individualizada da situação da propriedade”, afirma.
Segundo Rezende, a insegurança aumenta porque o produtor depende do financiamento para manter o calendário agrícola e não consegue esperar meses por uma solução administrativa. “O crédito rural não financia apenas expansão. Ele financia custeio, compra de insumos, operação da safra e fluxo de caixa da propriedade. Quando o recurso trava por causa de um possível falso positivo, o impacto econômico acontece imediatamente dentro da porteira”, diz.
Ele avalia que o avanço das exigências ambientais tende a se intensificar nos próximos anos, principalmente pela pressão de bancos, mercados importadores e sistemas internacionais de rastreabilidade.
“A questão ambiental passou a fazer parte da análise de risco do crédito rural. Isso já não é mais uma discussão apenas regulatória. O produtor vai precisar cada vez mais de documentação organizada, regularidade ambiental e segurança jurídica para acessar financiamento e mercado”, afirma.
O episódio evidencia uma mudança estrutural no agro brasileiro. Critérios ambientais deixaram de afetar apenas fiscalização e passaram a interferir diretamente na capacidade de financiar produção, renegociar dívidas e manter competitividade no mercado internacional.
Fonte: Pensar Agro
-
ACRE5 dias atrásCOMUNICADO
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeito de Rio Branco participa da posse da diretoria da Associação de Moradores do Bela Vista
-
AGRONEGÓCIO4 dias atrásAgro digital: Cerradão leva 4G ao campo com a TIM e transforma produção de açúcar e etanol no Triângulo Mineiro
-
AGRONEGÓCIO6 dias atrásAbate recorde e rebanho de 17 milhões consolidam potência pecuária
-
AGRONEGÓCIO6 dias atrásFenagen 2026 é apresentada na Nacional Hereford e Braford e reforça critérios técnicos de julgamento
-
AGRONEGÓCIO6 dias atrásConfinamento de bovinos em 2026 exige planejamento e controle sanitário para elevar eficiência na pecuária de corte
-
ESPORTES7 dias atrásCorinthians perde para o Mirassol e se complica no Brasileirão
-
ACRE6 dias atrásGovernadora Mailza visita hospital referência em Plácido de Castro e reforça compromisso com a saúde

