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Imunocastração ganha espaço na suinocultura brasileira e impulsiona produtividade com foco em bem-estar animal

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A suinocultura brasileira vive um momento de forte expansão no mercado internacional e, junto com o avanço das exportações, cresce também a adoção de tecnologias voltadas à eficiência produtiva e ao bem-estar animal. Entre elas, a imunocastração vem se consolidando como uma das principais estratégias modernas de manejo nas granjas.

O método, que substitui a castração cirúrgica por uma solução imunológica, vem ampliando espaço no setor por contribuir para melhores índices zootécnicos, maior qualidade da carne e ganhos operacionais na produção de suínos.

Exportações recordes fortalecem modernização da suinocultura

O avanço da tecnologia ocorre em um cenário altamente positivo para a cadeia suinícola brasileira.

As exportações de carne suína do Brasil atingiram recorde histórico em março de 2026, somando aproximadamente 153,8 mil toneladas embarcadas, crescimento de 32,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O desempenho reforça a competitividade da proteína brasileira no mercado internacional e amplia a pressão por sistemas produtivos cada vez mais eficientes, sustentáveis e alinhados às exigências globais.

Imunocastração melhora desempenho e qualidade da carne

A imunocastração atua por meio da aplicação de vacina que reduz temporariamente a produção de hormônios reprodutivos nos animais.

Na prática, a tecnologia permite substituir a castração cirúrgica tradicional, trazendo benefícios produtivos e operacionais importantes para as granjas.

Entre os principais ganhos observados estão:

  • melhora na conversão alimentar;
  • aumento do percentual de carne na carcaça;
  • redução de perdas produtivas;
  • maior uniformidade dos lotes;
  • melhoria da qualidade da carne;
  • previsibilidade no manejo.
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Especialistas destacam que o método também contribui diretamente para o bem-estar animal, tema cada vez mais valorizado por consumidores e importadores internacionais.

Tecnologia avança em sistemas produtivos modernos

Segundo Dalvan Veit, gerente técnico de suínos da Zoetis Brasil, o crescimento das exportações brasileiras exige sistemas produtivos mais organizados e eficientes.

“O Brasil tem um papel estratégico no mercado global de carne suína, e, diante do crescimento das exportações, é cada vez mais importante contar com tecnologias que garantam previsibilidade, bem-estar animal e ganhos de produtividade ao longo de toda a cadeia”, afirma.

De acordo com ele, a imunocastração contribui para maior consistência nos resultados produtivos e melhor adaptação às exigências internacionais.

“Soluções como a imunocastração permitem ao produtor atender às exigências dos mercados com mais qualidade, competitividade e eficiência operacional”, destaca.

Vacina amplia adoção da estratégia no Brasil

A utilização da imunocastração vem sendo impulsionada pelo avanço de soluções comerciais específicas para o setor.

Entre elas está a vacina Vivax®, da Zoetis, aplicada em duas doses subcutâneas na base do pescoço, com intervalo mínimo de quatro semanas entre as aplicações.

O protocolo varia conforme sexo e período até o abate:

  • machos recebem a segunda dose entre 3 e 10 semanas antes do abate;
  • fêmeas entre 4 e 10 semanas antes do abate.

Segundo a empresa, a tecnologia já está registrada em mais de 70 países e presente nos cinco continentes.

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Mais de 225 milhões de animais já receberam a tecnologia

A adoção da imunocastração em larga escala vem reforçando a confiança do setor na tecnologia.

De acordo com a Zoetis, mais de 225 milhões de animais abatidos no Brasil já utilizaram o sistema, consolidando a solução como uma das mais difundidas na suinocultura moderna.

“Esse nível de adoção global reforça a segurança, a eficácia e a previsibilidade da tecnologia na prática”, afirma Dalvan Veit.

Bem-estar animal ganha importância no mercado internacional

Além dos ganhos produtivos, o avanço da imunocastração acompanha uma tendência crescente de valorização do bem-estar animal nos mercados consumidores.

Importadores internacionais têm ampliado exigências relacionadas à sustentabilidade, rastreabilidade e práticas de manejo mais éticas dentro da cadeia de proteína animal.

Nesse cenário, tecnologias que conciliam produtividade e redução de impacto sobre os animais tendem a ganhar cada vez mais espaço na produção brasileira.

Suinocultura brasileira acelera inovação no campo

A evolução da imunocastração reflete um movimento mais amplo de modernização da suinocultura nacional, que busca integrar:

  • ciência;
  • biotecnologia;
  • manejo de precisão;
  • sustentabilidade;
  • eficiência produtiva.

Com demanda global aquecida e pressão crescente por produtividade e qualidade, o setor deve continuar ampliando investimentos em tecnologias voltadas ao ganho de eficiência e competitividade internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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