AGRONEGÓCIO
Instituto de Pesca reforça compromisso com inovação e sustentabilidade no setor aquícola em 2026
AGRONEGÓCIO
Instituto de Pesca inicia 2026 reafirmando sua missão
O Instituto de Pesca (IP-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, inicia 2026 reafirmando sua missão de promover soluções científicas, tecnológicas e inovadoras para o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva da pesca e da aquicultura.
A instituição reforça seu compromisso com a geração de conhecimento científico e com o fortalecimento do setor, atuando diretamente para ampliar a segurança alimentar, a geração de renda e o uso responsável dos recursos naturais.
Atuação regional e impacto social
Com presença em diversas regiões do estado, o Instituto de Pesca conduz pesquisas que abrangem toda a cadeia produtiva, desde a produção até o consumo de alimentos aquáticos.
Essas ações beneficiam pescadores artesanais, aquicultores, técnicos, gestores públicos e instituições sociais, transformando resultados científicos em tecnologias, orientações técnicas e inovações que chegam tanto a laboratórios e universidades quanto à mesa do consumidor.
Valorização da pesca artesanal
Na pesca artesanal, o Instituto atua em estudos e monitoramentos que valorizam o conhecimento tradicional e incentivam o uso sustentável dos recursos pesqueiros.
As iniciativas da instituição visam manter a atividade como fonte de alimento, trabalho e identidade cultural, integrando preservação ambiental e inclusão social. O objetivo é garantir que as comunidades pesqueiras continuem prosperando de forma responsável.
Pesquisas fortalecem a aquicultura sustentável
Na aquicultura, as pesquisas do IP contribuem para aprimorar os sistemas produtivos e aumentar a eficiência e a qualidade dos produtos.
O trabalho técnico e científico promove práticas sustentáveis, melhora a competitividade dos produtores e estimula a expansão de uma produção equilibrada, atendendo às exigências ambientais e às demandas por segurança alimentar.
Foco em inovação e aproveitamento integral do pescado
Entre as principais frentes da instituição estão a valorização do pescado como alimento saudável e acessível, a melhoria dos processos produtivos e o aproveitamento integral dos recursos, reduzindo desperdícios e promovendo eficiência econômica e ambiental.
Essas iniciativas fortalecem o consumo consciente e destacam o pescado como alimento estratégico para a saúde e o desenvolvimento sustentável.
Pesquisa aplicada orienta políticas públicas e inclusão produtiva
As pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesca também subsidiam políticas públicas e ações de desenvolvimento regional, contribuindo para a inclusão produtiva e o fortalecimento das economias locais.
Com foco em sistemas alimentares mais justos e resilientes, a instituição reforça sua atuação na preservação dos recursos hídricos e na promoção de modelos produtivos sustentáveis.
Parcerias e inovação orientam os próximos passos
Ao integrar ciência, produção e sociedade, o Instituto reafirma seu papel como referência em pesquisa aplicada e inovação, unindo tradição e conhecimento técnico para enfrentar os desafios contemporâneos da sustentabilidade, segurança alimentar e mudanças climáticas.
Segundo o vice-coordenador do Instituto, Eduardo de Medeiros Ferraz, em 2026 a instituição seguirá “comprometida com sua missão, ampliando parcerias, disseminando conhecimento e desenvolvendo programas que gerem impactos positivos para o setor produtivo e para a população”.
“Nosso objetivo é fortalecer o pescado como um aliado da saúde, da economia e do meio ambiente”, conclui Ferraz.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Carne, café e soja terão que comprovar origem a partir de 30 de dezembro
Produtores, cooperativas e exportadores brasileiros que abastecem o mercado europeu têm menos de três meses para revisar as informações de origem dos produtos sujeitos ao Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR). A aplicação começa em 30 de dezembro para grandes e médios operadores abrangidos pela norma. A preparação exige identificar as áreas de produção, conferir fornecedores e reunir evidências de regularidade.
O regulamento alcança bovinos, cacau, café, óleo de palma, borracha, soja, madeira e determinados derivados. Para entrar no mercado europeu, os produtos incluídos precisam atender a dois critérios: estar livres de desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020 e ter sido produzidos conforme a legislação aplicável no país de origem.
Isso significa que uma autorização de supressão de vegetação concedida no Brasil não afasta, por si só, o critério europeu. O comprador responsável pela entrada da mercadoria no bloco terá de verificar tanto a legalidade da produção quanto o histórico da área.
A localização é uma das informações centrais. Para produtos agrícolas, o regulamento exige a geolocalização das áreas onde a matéria-prima foi produzida. Quando um lote reúne produção de diferentes propriedades, as respectivas origens precisam ser identificadas.
Na pecuária, a exigência envolve os estabelecimentos onde os bovinos foram mantidos. A organização dos dados, portanto, precisa alcançar as etapas anteriores ao fornecimento para o abate, conforme os requisitos aplicáveis ao produto.
O Cadastro Ambiental Rural (CAR) pode integrar o conjunto de informações utilizado na comprovação. Sua apresentação, entretanto, precisa estar acompanhada de dados e evidências verificáveis sobre a área, a produção e sua conformidade. Divergências entre coordenadas, documentos e registros dos fornecedores podem dificultar a análise.
A obrigação de realizar a chamada diligência devida, processo de coleta de informações e avaliação de riscos, recai principalmente sobre o operador que introduz o produto no mercado europeu pela primeira vez ou o exporta da União Europeia. O produtor brasileiro que fornece a uma empresa responsável pela exportação pode receber pedidos de informações necessários ao cumprimento dessas obrigações.
Essa diferença também importa para os prazos. A maior parte dos micro e pequenos operadores abrangidos terá até 30 de junho de 2027, mas isso não assegura automaticamente um prazo adicional ao pequeno produtor brasileiro. Quem abastece um comprador sujeito às regras em dezembro precisa organizar os dados conforme as necessidades dessa cadeia.
Há uma exceção no calendário: micro e pequenos operadores já alcançados pelo regulamento europeu da madeira deverão cumprir a EUDR a partir de 30 de dezembro de 2026.
O Brasil está classificado pela Comissão Europeia como país de risco padrão. Por isso, os produtos brasileiros não recebem, de forma geral, a simplificação da diligência reservada às origens de baixo risco. O operador deve avaliar as informações e adotar medidas para reduzir eventuais riscos de descumprimento.
Quando os dados obrigatórios não podem ser obtidos, o produto não pode ser colocado no mercado europeu pelo operador sujeito à regra. Os documentos da diligência devem ser conservados por cinco anos.
A lista de produtos também merece atenção. Segundo a Comissão Europeia, itens acrescentados ao alcance da norma em 2026, como café solúvel, determinados derivados do óleo de palma e línguas bovinas congeladas, estarão sujeitos às exigências a partir de 30 de dezembro de 2027.
Para preparar os próximos embarques, o primeiro passo é confirmar com o comprador quais produtos e operações estão abrangidos. Depois, conferir as localizações, relacionar cada fornecimento à sua origem e organizar o histórico das áreas e os documentos de legalidade. A revisão antecipada permite identificar lacunas antes que elas comprometam a comercialização.
Fonte: Pensar Agro
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