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Insumos agrícolas entram em alerta global com pressão de oferta e custos elevados

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O mercado global de ingredientes ativos para defensivos agrícolas entra em uma nova fase, na qual o foco deixa de ser apenas o preço e passa a envolver fatores como disponibilidade de produtos, momento de compra e gestão de riscos. A avaliação é do executivo sênior de agronegócios Sebastian Camba, que destaca uma mudança relevante na dinâmica do setor, com impactos diretos para produtores e distribuidores.

No segmento de herbicidas, os preços seguem em trajetória de alta, impulsionados principalmente pelo aumento dos custos. A valorização do petróleo eleva despesas com energia e logística, enquanto a demanda permanece aquecida, influenciada pelo calendário de plantio na China e pela temporada agrícola internacional.

Além disso, restrições ambientais vêm limitando a produção, levando empresas a reduzir vendas e, em alguns casos, suspender cotações. Muitos fabricantes já operam com pedidos comprometidos até meados ou final de maio, caracterizando um mercado mais controlado, embora não necessariamente mais caro.

Entre os inseticidas, o cenário é ainda mais pressionado. O aumento dos custos de insumos básicos, a oferta restrita e a demanda sazonal resultam em elevações generalizadas nos preços, além de maior pressão sobre prazos de entrega e seletividade na aceitação de novos pedidos. O movimento indica que o setor já entrou em um novo ciclo de preços elevados.

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Um exemplo é o clorantraniliprole, que registrou alta de 25% no preço FOB na China em apenas três semanas, evidenciando a intensidade das pressões no mercado.

Já os fungicidas apresentam maior estabilidade em comparação aos demais segmentos, embora com sinais de pressão crescente. Ajustes graduais nos preços das matérias-primas, estoques baixos e pedidos estendidos até maio indicam um mercado menos volátil, porém com fundamentos ainda tensionados.

As negociações também se tornam mais diretas, refletindo um ambiente de maior cautela na cadeia.

Três fatores estruturais explicam o atual cenário de alerta no mercado de insumos agrícolas: os impactos geopolíticos sobre energia e logística, as restrições produtivas na China e a estratégia das fabricantes de priorizar pedidos existentes e controlar preços.

Esse conjunto de elementos resulta em um ambiente com maior controle da oferta e aumento do risco na cadeia de suprimentos, em que a decisão mais estratégica passa a ser o momento da compra, e não apenas o custo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ibovespa recua após feriado enquanto bolsas globais oscilam com tensões no Oriente Médio

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Bolsas globais hoje: Wall Street sobe, Europa recua e Ásia fecha mista

Os mercados internacionais operam sem direção única nesta quarta-feira (22), refletindo um cenário de cautela global diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Nos Estados Unidos, os índices futuros indicavam abertura em alta em Dow Jones Industrial Average, com avanço de 0,66%, enquanto o S&P 500 subia 0,68% e o Nasdaq Composite avançava 0,86%, impulsionado principalmente por ações de tecnologia.

Na Europa, o tom era mais negativo. O STOXX Europe 600 recuava 0,14%, aos 615,16 pontos. Em Paris, o CAC 40 caía 0,3%, enquanto o DAX e o FTSE 100 operavam próximos da estabilidade.

Na Ásia, o fechamento foi misto. O Hang Seng caiu 1,22%, aos 26.163 pontos. Já na China continental, os índices tiveram alta: o Shanghai Composite subiu 0,52%, aos 4.106 pontos, e o CSI 300 avançou 0,66%, aos 4.799 pontos.

No Japão, o Nikkei 225 registrou alta de 0,4%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 0,46%.

Ibovespa hoje: índice abre em queda após feriado

No Brasil, o Ibovespa iniciou o pregão em baixa nesta quarta-feira, refletindo ajustes após o feriado de Tiradentes e acompanhando o cenário externo mais cauteloso.

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Por volta das 10h10, o principal índice da bolsa brasileira recuava 0,29%, aos 195.571,93 pontos.

Já o Ibovespa Futuro operava em queda de 0,62% no contrato mais curto, indicando viés negativo no curto prazo.

Tensões geopolíticas e ADRs pressionam o mercado brasileiro

O movimento de queda no Brasil é influenciado por fatores externos e ajustes técnicos. Entre os principais pontos de pressão estão:

  • Desempenho negativo dos ADRs de empresas brasileiras negociadas nos EUA na véspera
  • Incertezas sobre um possível cessar-fogo envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Clima global de maior aversão ao risco

Com uma agenda econômica doméstica mais fraca, o mercado brasileiro segue altamente dependente do cenário internacional.

Destaques corporativos movimentam o mercado

Apesar do dia mais fraco em indicadores econômicos, algumas empresas chamam atenção dos investidores:

  • Movida: registrou lucro líquido de R$ 124,6 milhões no primeiro trimestre, alta de 59% na comparação anual, superando expectativas
  • IRB(Re): reportou lucro de R$ 11,5 milhões em fevereiro, com piora no resultado de underwriting
  • Positivo Tecnologia: fechou contrato de financiamento de até R$ 300 milhões com o BNDES
  • Energisa: assinou memorando com o Itaú Unibanco para entrada do banco como sócio minoritário na Denerge
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Mercado segue atento ao cenário internacional

O retorno das negociações após o feriado ocorre em um ambiente de cautela, com investidores monitorando:

  • Desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio
  • Direção das bolsas globais
  • Fluxo de capital estrangeiro

Com isso, a tendência é de manutenção da volatilidade no curto prazo, enquanto o mercado aguarda sinais mais claros sobre o cenário externo e seus impactos na economia global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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