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Itaú BBA e Rehagro lançam curso gratuito sobre sustentabilidade e adequação socioambiental no agronegócio

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O Itaú BBA, por meio da Academia Agro, anunciou o lançamento da trilha “Sustentabilidade no Campo: Do Conceito à Ação”, desenvolvida em parceria com a Rehagro, instituição de ensino especializada em educação para o agronegócio. A formação reúne cartilhas em PDF e videoaulas temáticas voltadas à capacitação socioambiental de produtores rurais, com foco na adequação legal, segurança jurídica e competitividade no setor.

Curso aborda agricultura de baixo carbono e políticas públicas do agro

Com 25 horas de duração, o curso foi elaborado exclusivamente pela Rehagro para a Academia Agro do Itaú BBA e traz uma abordagem prática sobre os principais desafios da sustentabilidade no agronegócio. Entre os temas abordados estão:

  • Panorama global do agro e sociedade climática
  • Emissões de gases de efeito estufa
  • Fundamentos da Agricultura de Baixo Carbono (ABC)
  • Marco legal e políticas públicas voltadas à sustentabilidade
  • Transição energética e segurança alimentar
  • Acordos internacionais e iniciativas do setor privado

As videoaulas são ministradas pelos professores Artur Falcette, Thais Palumbo e Pedro Puttini, e os participantes recebem certificado de conclusão ao final da trilha.

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Plataforma é gratuita e aberta a produtores e profissionais do setor

O curso é direcionado a produtores rurais, clientes ou não do Itaú BBA, além de profissionais do agronegócio, como consultores, agrônomos, técnicos, equipes de cooperativas e agroindústrias. Todo o conteúdo está disponível gratuitamente na plataforma da Academia Agro, que oferece outras formações sobre gestão, finanças e inovação no campo.

Desde 2019, com a criação da área de Consultoria Agro, o Itaú BBA tem investido na geração de conhecimento e em análises de cenário voltadas ao setor. Em 2022, com o lançamento da Academia Agro, o banco reforçou sua atuação como parceiro estratégico da cadeia agropecuária, incentivando o desenvolvimento de boas práticas de governança e sustentabilidade.

ESG como oportunidade de negócios no agronegócio

Segundo Pedro Fernandes, diretor de Agronegócio do Itaú BBA, a capacitação em sustentabilidade é um diferencial competitivo cada vez mais importante.

“Quando elevamos o padrão ambiental e a produtividade por meio de capacitação, o ESG deixa de ser obrigação e se torna uma oportunidade real de negócios. Esse movimento fortalece a reputação do produtor, amplia o acesso a mercados certificados e consolida o banco como especialista em Agro e parceiro da transição climática, impulsionando a descarbonização do setor e a expansão do financiamento verde”, afirma.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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