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Itaú BBA financia projeto da Adecoagro para recuperar 4 mil hectares de terras degradadas no Mato Grosso do Sul

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O Itaú BBA concluiu a primeira liberação de recursos do 2º leilão do Programa Eco Invest Brasil, iniciativa do governo federal voltada à recuperação de terras degradadas dentro do Programa Caminho Verde Brasil. A operação, realizada em parceria com a Adecoagro — uma das maiores produtoras globais de alimentos e energia renovável — marca o início de uma nova fase do programa de investimentos sustentáveis.

Projeto transforma pastagens degradadas em áreas agrícolas sustentáveis

O projeto apoiado pelo financiamento prevê a conversão de cerca de 4 mil hectares de pastagens degradadas localizadas no bioma Mata Atlântica, em áreas produtivas com práticas agrícolas sustentáveis.

Segundo o Itaú BBA, a iniciativa visa gerar resultados em três frentes principais: ganhos ambientais, desenvolvimento econômico local e fortalecimento da cadeia agroindustrial regional.

Os R$ 100 milhões liberados pelo banco correspondem a 51% do investimento total planejado pela Adecoagro. Os recursos serão aplicados em preparo do solo, plantio, manejo sustentável e aquisição de insumos voltados ao cultivo de cana-de-açúcar.

Práticas de agricultura regenerativa e tecnologia ambiental

A iniciativa adota um modelo de agricultura regenerativa, priorizando o uso de bioinsumos, controle biológico de pragas e tecnologias de monitoramento ambiental.

Essas práticas têm como objetivo aumentar a eficiência produtiva, reduzir impactos e restaurar a qualidade do solo.

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Além disso, um diagnóstico técnico detalhado identificou o nível de degradação da área, que será monitorada ao longo dos próximos anos para medir os efeitos das práticas sustentáveis implementadas.

Itaú BBA reforça compromisso com o financiamento verde

Para o diretor de Agronegócio do Itaú BBA, Pedro Fernandes, a operação representa um marco na consolidação do Eco Invest como um instrumento financeiro para transformar o campo brasileiro:

“Ao estruturar este financiamento, direcionamos recursos para uma iniciativa com impactos mensuráveis e alinhada às melhores práticas socioambientais. É um exemplo de como mecanismos financeiros inovadores podem acelerar a transição sustentável do agronegócio brasileiro”, destacou.

O banco vê o Eco Invest como uma oportunidade para fomentar a ciência e a inovação, ao permitir a avaliação contínua dos resultados das práticas agrícolas sustentáveis em larga escala.

Programa Eco Invest mobilizou mais de R$ 30 bilhões em 2025

De acordo com o Tesouro Nacional, o Programa Eco Invest Brasil mobilizou, em 2025, mais de R$ 30 bilhões em investimentos destinados à restauração produtiva de 1,4 milhão de hectares.

O montante posiciona a iniciativa como a maior do mundo em recuperação produtiva de terras degradadas.

Para o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, a parceria entre o setor público e o sistema financeiro é essencial para expandir o alcance de projetos sustentáveis:

“Ao direcionar capital para iniciativas que unem produtividade e sustentabilidade, criamos condições para fortalecer as cadeias agroprodutivas e aumentar a competitividade do Brasil”, afirmou.

Adecoagro reforça modelo de produção sustentável e de longo prazo

O vice-presidente de Açúcar, Etanol e Energia da Adecoagro no Brasil, Renato Junqueira Santos Pereira, destacou que o projeto reforça o compromisso da empresa com a produção sustentável e o equilíbrio ambiental.

“Buscamos atender à demanda global por alimentos e energia de forma competitiva, garantindo que a produção caminhe junto com a preservação da biodiversidade. Assim geramos valor econômico e ambiental de longo prazo”, explicou.

Financiamento verde impulsiona desenvolvimento local e preservação ambiental

A operação atende integralmente aos critérios de elegibilidade do Eco Invest, respeitando as salvaguardas socioambientais do Tesouro Nacional. Além da recuperação de áreas degradadas, o projeto contempla geração de empregos locais, inclusão produtiva e monitoramento contínuo dos impactos ambientais e sociais.

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Com essa primeira operação, o Itaú BBA inaugura oficialmente a execução do 2º leilão do Eco Invest, reforçando o papel do sistema financeiro na mobilização de capital para o desenvolvimento sustentável e competitivo do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com prazo do ITR no fim, produtores pedem mais 15 dias para declarar

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A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) pediu à Receita Federal que prorrogue por 15 dias o prazo de entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026. A entidade afirma ter recebido relatos de travamentos, lentidão e dificuldade para concluir o envio. Até agora, o pedido não mudou o calendário: o prazo termina nesta quarta-feira (30.09), às 23h59, no horário de Brasília.

A solicitação foi encaminhada por ofício na segunda-feira (28). Segundo a Faep, parte dos problemas atingiu proprietários de imóveis rurais com mais de 100 hectares, que inicialmente precisavam preencher a declaração pelo serviço online. Inconsistências em dados cadastrais que não eram recuperados pelo sistema dificultaram a conclusão do procedimento, afirma a entidade.

Em 21 de setembro, a Receita passou a permitir que esses contribuintes também utilizassem o Programa ITR 2026, instalado no computador. Para a federação, a abertura dessa alternativa a poucos dias do vencimento reforça a necessidade de conceder mais tempo a quem encontrou dificuldades na plataforma.

“Os produtores precisam de condições para cumprir essa obrigação. A lentidão no sistema e a mudança nas opções de entrega nos últimos dias justificam a prorrogação”, afirmou o presidente da Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

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Enquanto não houver anúncio oficial de prorrogação, o produtor deve considerar o prazo de 30 de setembro. Quem ainda não entregou a declaração pode consultar as orientações para declarar o ITR e evitar multa publicadas ontem pelo Pensar Agro (clique aqui).

A entrega fora do prazo sujeita o contribuinte a multa de 1% ao mês ou fração de atraso sobre o imposto devido, respeitado o mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence nesta quarta-feira. A Receita ainda não anunciou mudança para nenhum desses vencimentos.

Fonte: Pensar Agro

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