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Leilão de bezerros Brahman cresce 42% e confirma valorização da pecuária de corte em 2026

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O Leilão Produção Terra Verde/Edição Gado de Corte registrou forte valorização na comercialização de bezerros em 2026, com crescimento de 42% no faturamento em relação à edição anterior. O resultado reforça o aquecimento do mercado de reposição e a valorização de animais com genética superior, especialmente da raça Brahman.

Realizado em 27 de maio, em Marília (SP), o evento confirmou médias de preços acima da cotação de mercado, com destaque para categorias de bezerros cruzados e puros de raças voltadas à produção de carne de qualidade.

Bezerros atingem preços acima da média do mercado de reposição

Entre os destaques do leilão, os bezerros meio-sangue Brahman alcançaram média de R$ 4.890,00, enquanto os bezerros Nelore foram negociados a R$ 4.700,00.

No segmento de fêmeas, as bezerras meio-sangue Brahman registraram média de R$ 3.900,00, e as Nelore ficaram em R$ 3.700,00.

O valor por quilo também chamou atenção, variando entre R$ 19,00 e R$ 20,00/kg, patamar quase 50% acima da cotação média do bezerro no mercado, segundo referência do Cepea/Esalq.

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Todos os animais comercializados tinham entre 8 e 9 meses de idade, com forte presença de compradores dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Genética superior impulsiona valorização da pecuária

De acordo com o criador Guilherme Bendilatti, os resultados refletem uma tendência consistente de valorização da genética bovina de alto desempenho.

“Hoje, mais do que apenas produzir, é fundamental produzir com eficiência, e o mercado valoriza muito isso. Como a raça Brahman comprovou ter alta qualidade de carcaça, os bezerros cruzados da raça têm alcançado grande valorização”, afirmou.

Segundo o pecuarista, proprietário da Fazenda Terra Verde, a seleção genética de Brahman e Nelore é realizada há mais de 30 anos, com foco em rendimento e qualidade de carcaça.

A raça Brahman se destaca no Brasil por liderar indicadores de Área de Olho de Lombo (AOL), métrica diretamente relacionada ao rendimento de cortes nobres. O touro Mr SEC Kimme detém a maior medida registrada no país.

Perspectivas para 2026 seguem positivas no mercado de reposição

A expectativa do setor é de continuidade na valorização dos bezerros ao longo de 2026, sustentada por demanda firme por carne bovina e pelo avanço das exportações.

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Segundo Bendilatti, fatores como possível aumento do consumo interno, influenciado por grandes eventos globais, também podem contribuir para a sustentação dos preços.

“Com as exportações crescentes, a demanda pelo bezerro de qualidade superior seguirá firme. O mercado de genética também acompanha esse movimento, com aumento nas vendas de sêmen de corte e maior procura pela raça Brahman no Brasil e no exterior”, destacou.

O criador também ressalta o papel estratégico da genética na pecuária moderna e assumiu, em 2026, a presidência da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB), reforçando o protagonismo da raça no cenário nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tarifas dos EUA podem atingir 21% das exportações brasileiras e acendem alerta para indústria e agronegócio

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A proposta do governo dos Estados Unidos de ampliar tarifas sobre produtos brasileiros voltou a elevar a tensão nas relações comerciais entre os dois países. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), cerca de 21% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano poderão ser impactadas caso a medida seja efetivamente implementada.

A avaliação foi apresentada nesta terça-feira (2) pelo secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, após a divulgação de uma recomendação do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros.

A investigação conduzida pelo governo norte-americano cita supostas práticas comerciais consideradas desleais e aborda temas que vão desde comércio digital até questões relacionadas ao combate ao desmatamento ilegal.

Setores exportadores estão entre os mais expostos

De acordo com o governo brasileiro, os segmentos que poderão sofrer os maiores impactos incluem máquinas e equipamentos, plásticos, madeira, papel e papel-cartão, calçados, ferro fundido, além da cadeia de pescados, especialmente peixes e crustáceos.

Embora os produtos agropecuários não estejam entre os principais alvos da nova proposta, representantes do setor acompanham com atenção os desdobramentos da investigação, já que qualquer ampliação das barreiras comerciais entre Brasil e Estados Unidos pode gerar reflexos sobre fluxos de exportação, investimentos e competitividade.

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Os Estados Unidos permanecem como um dos principais destinos das exportações brasileiras, especialmente para produtos industrializados, celulose, madeira processada, café, suco de laranja, carnes e itens de maior valor agregado.

Governo aposta no diálogo para evitar sobretaxas

Segundo Márcio Elias Rosa, o governo brasileiro continuará atuando diplomaticamente para impedir a adoção das novas tarifas. Os Estados Unidos têm prazo até 15 de julho para definir eventuais medidas de resposta dentro do processo de investigação comercial aberto contra o Brasil.

“O caminho é o diálogo e a negociação”, tem sido a posição defendida pelo governo federal desde o início das discussões.

Durante a coletiva, Rosa também afirmou que o sistema de pagamentos instantâneos Pix não integra qualquer negociação com os Estados Unidos.

A declaração ocorre após representantes norte-americanos apontarem o avanço do Pix como um possível fator de concorrência para empresas internacionais do setor de meios de pagamento.

Alckmin critica proposta norte-americana

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, classificou a recomendação do USTR como inadequada e reforçou que o Brasil buscará todos os canais diplomáticos para evitar a aplicação das tarifas.

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Segundo Alckmin, o histórico das relações comerciais entre os dois países demonstra complementaridade econômica e espaço para cooperação, não para ampliação de barreiras.

Comércio exterior segue no radar do agronegócio

Para o agronegócio brasileiro, a evolução das negociações será acompanhada de perto. O setor responde por parcela significativa da geração de divisas do país e depende de um ambiente comercial estável para manter sua competitividade internacional.

Especialistas destacam que eventuais restrições adicionais ao comércio podem gerar impactos indiretos sobre logística, investimentos, câmbio e confiança dos mercados, fatores que influenciam diretamente a rentabilidade das cadeias produtivas exportadoras.

Nos próximos dias, a expectativa é de intensificação das conversas entre autoridades brasileiras e norte-americanas em busca de uma solução negociada que preserve o fluxo comercial entre as duas maiores economias das Américas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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