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Licenciamento de veículos cai em outubro, mas setor mantém alta no acumulado do ano, aponta Anfavea

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O total de veículos licenciados no país — incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus — alcançou 260.717 unidades em outubro, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O volume representa recuo de 1,6% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram emplacadas 264.949 unidades, mas indica alta de 7,2% frente a setembro.

No acumulado entre janeiro e outubro, o setor soma 2.171.654 veículos licenciados, um crescimento de 2,2% na comparação com igual período de 2024.

Automóveis e comerciais leves avançam no acumulado, apesar de recuo mensal

Os licenciamentos de automóveis e comerciais leves chegaram a 248.083 unidades em outubro, queda de 0,8% na comparação anual. Em relação a setembro, o segmento também apresentou alta de 7,2%.

No acumulado do ano, foram 2.057.264 unidades licenciadas, aumento de 2,7% ante os dez primeiros meses de 2024.

Caminhões seguem pressionados por crédito restrito

O mercado de caminhões registrou queda de 12,7% em outubro frente ao mesmo mês do ano passado, com 10.664 unidades emplacadas. No comparativo com setembro, houve alta de 8%.

Entre janeiro e outubro, o segmento soma 94.730 caminhões, recuo de 8,3% no comparativo anual.

Emplacamentos de ônibus recuam no mês, mas acumulado segue positivo

A venda de ônibus caiu 23,5% na comparação anual, somando 1.970 unidades em outubro. Na relação com setembro, houve leve alta de 0,8%.

No acumulado do ano, o setor apresenta crescimento de 7,2%, com 19.660 unidades licenciadas.

Exportações reduzem ritmo em outubro

A receita obtida com exportações de veículos automotores e máquinas agrícolas fabricadas no Brasil somou US$ 1 bilhão em outubro, queda de 14,5% frente ao mesmo período de 2024. Em relação a setembro, também houve recuo significativo, de 22,2%.

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Apesar da retração mensal, o acumulado do ano registra US$ 11,9 bilhões, crescimento expressivo de 31,6% em comparação ao ano anterior.

Produção de veículos mantém estabilidade e avança no acumulado

A produção total de veículos chegou a 247.770 unidades em outubro, retração de 0,5% em relação ao mesmo mês de 2020, mas com aumento de 1,8% sobre setembro.

A produção de veículos leves somou 235.476 unidades, expansão de 1,5% ante outubro de 2024 e de 2,2% no comparativo mensal.

No acumulado do ano, foram produzidas 2.234.395 unidades, alta de 5,2%. Os veículos leves somam 2.099.439 unidades, avanço de 6,2%.

Setor automotivo registra leve aumento no emprego

O número de trabalhadores na indústria automotiva atingiu 110.910 postos em outubro, alta de 3,3% na comparação anual. Frente a setembro, houve leve recuo de 0,4%, segundo a Anfavea.

Crescimento moderado marca o desempenho do setor em 2025

Apesar dos avanços pontuais, a Anfavea destaca que o setor enfrenta desafios para sustentar o ritmo de crescimento dos últimos anos. Em outubro, o mercado interno registrou seu melhor resultado em 12 meses, mas ainda apresentou queda anual de 1,6%.

A média diária de vendas segue inferior à de 2024 pelo terceiro mês consecutivo. O programa Carro Sustentável evitou retração mais intensa no varejo, com 155 mil unidades vendidas desde seu lançamento e alta de 20,5% entre os modelos participantes.

No acumulado do ano, as vendas totais crescem 2,2%, impulsionadas por alta de 9,9% nas vendas diretas, enquanto o varejo recua 3,3%, pressionado pelos juros elevados.

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Importados apresentam desempenho desigual ao longo do ano

As vendas de veículos importados caíram 1,3% em outubro ante 2024. Mesmo assim, o acumulado soma 402,1 mil unidades, alta de 8,9%.

Os modelos vindos da China tiveram forte crescimento de 52,9%, enquanto os da Argentina recuaram 5,2% nos dez primeiros meses de 2025.

Produção impactada por paralisação e queda na fabricação de caminhões

A produção total poderia ter sido maior, mas foi afetada pela paralisação de uma fábrica de motores após danos causados por uma tempestade.

Ao todo, 247,8 mil unidades saíram das linhas de montagem em outubro, número semelhante ao registrado em setembro e ao de outubro de 2024.

O desempenho dos caminhões continua sendo um dos principais entraves do setor, com a queda na produção dos últimos três meses equivalendo a quase um mês inteiro de operação em condições normais.

Exportações recuam em outubro, mas tendência anual continua positiva

As 40,6 mil unidades exportadas em outubro representam queda de 22,7% em relação a setembro. A redução está ligada à instabilidade no comércio com a Colômbia, que suspendeu temporariamente o acordo de livre comércio, levando a uma redução de 92% nos envios ao país.

Segundo a Anfavea, após negociações com o governo brasileiro, associadas e entidades do setor, o acordo foi renovado por mais um ano, o que deve normalizar os embarques. No acumulado de 2025, as exportações somam 471,4 mil unidades, aumento de 43,8%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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