RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Líder do Governo Lula no Senado é alvo de operação da Polícia Federal em investigação sobre o Banco Master

Publicados

AGRONEGÓCIO

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) uma nova etapa da Operação Compliance Zero, investigação que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. Entre os alvos da ação está o líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que teve mandado de busca e apreensão cumprido pelos agentes federais.

A informação foi divulgada inicialmente pela CNN Brasil e posteriormente confirmada à agência Reuters por uma fonte com conhecimento direto da operação. Até o momento, os detalhes sobre o conteúdo das buscas e a eventual relação do senador com os fatos investigados não foram oficialmente divulgados pelas autoridades.

Operação Compliance Zero

A nova fase da Operação Compliance Zero amplia as investigações conduzidas pela Polícia Federal relacionadas ao Banco Master. O inquérito busca esclarecer possíveis práticas irregulares e identificar eventuais responsabilidades de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao caso.

Segundo fontes ligadas à investigação, os mandados foram autorizados pela Justiça com o objetivo de reunir documentos, registros eletrônicos e outras provas consideradas relevantes para o andamento das apurações.

Leia Também:  Carta do Pantanal defende plano integrado de desenvolvimento sustentável
Repercussão política

A inclusão do nome de Jaques Wagner entre os alvos da operação gera forte repercussão no cenário político nacional. O senador é uma das principais lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) e ocupa posição estratégica na articulação entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.

Até a publicação desta matéria, nem o parlamentar nem sua assessoria haviam se manifestado oficialmente sobre a operação.

Investigações seguem em andamento

A Polícia Federal também não divulgou detalhes adicionais sobre os desdobramentos da ação. Como o processo tramita sob investigação, novas informações poderão surgir à medida que as apurações avancem.

O caso passa a ser acompanhado de perto por agentes políticos e pelo mercado, devido à relevância institucional do senador e à dimensão das investigações envolvendo o Banco Master.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Tarifaço vigora a partir de hoje e põe o agro no centro de disputa que vai além do comércio

Publicados

em

Por

A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros entra em vigor nesta quarta-feira (22.07) colocando cadeias do agronegócio no centro de uma disputa que começou longe das lavouras. Mais do que corrigir supostos desequilíbrios comerciais, a medida é utilizada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, como instrumento de pressão política sobre o Brasil, tendo como pano de fundo temas como regulação das plataformas digitais, sistemas de pagamento (o nosso Pix), propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol.

A sobretaxa será cobrada dos importadores norte-americanos e se soma às tarifas que já incidiam sobre cada mercadoria. Na prática, o custo adicional pode reduzir a competitividade dos produtos brasileiros, provocar o cancelamento de encomendas e pressionar empresas exportadoras a renegociar preços.

A investigação que deu origem à medida foi aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O governo dos Estados Unidos acusa o Brasil de adotar práticas que restringiriam o comércio, especialmente no ambiente digital.

O próprio documento que oficializou a tarifa, porém, deixa claro que a legislação permite atingir setores que não tenham relação direta com as práticas questionadas. A justificativa é que uma tarifa abrangente amplia o poder de negociação dos Estados Unidos e cria pressão para que o país investigado modifique suas políticas.

É nesse ponto que o agronegócio passa a funcionar como instrumento de barganha. Enquanto parte da investigação trata de plataformas digitais e meios de pagamento, segmentos como máquinas agrícolas, papel, açúcar e outros produtos agroindustriais ficaram sujeitos à cobrança. Pedidos para retirar esses setores da medida foram rejeitados, embora não haja relação direta entre a produção dessas mercadorias e as regras brasileiras para empresas de tecnologia.

Leia Também:  Coamo anuncia investimento de R$ 3 bilhões em porto próprio em Santa Catarina

O etanol é a exceção mais evidente, porque aparece diretamente no contencioso comercial. Produtores norte-americanos alegam enfrentar dificuldades de acesso ao mercado brasileiro e pressionam pela redução das tarifas aplicadas pelo Brasil ao biocombustível importado. A sobretaxa sobre o produto brasileiro, portanto, também atende a interesses da indústria de etanol dos Estados Unidos.

O desenho das exceções mostra que Washington procurou preservar mercadorias consideradas necessárias à própria economia. Produtos que poderiam causar desabastecimento, pressionar a inflação ou que não são produzidos em quantidade suficiente pelos Estados Unidos foram poupados. Já cadeias nas quais há concorrência com produtores norte-americanos ou capacidade de exercer pressão sobre Brasília permaneceram expostas.

Para pesquisadores das áreas de comércio e regulação digital, as críticas às regras brasileiras para plataformas também revelam uma disputa por soberania regulatória. O governo norte-americano sustenta que decisões judiciais e novas obrigações impostas às empresas de tecnologia ameaçam a liberdade de expressão. Especialistas brasileiros contestam essa interpretação e afirmam que o país está estabelecendo responsabilidades semelhantes às já adotadas em outros mercados, especialmente na União Europeia.

Nessa leitura, os Estados Unidos procuram proteger empresas de tecnologia sediadas no país contra controles nacionais sobre conteúdo, concorrência, uso de dados e funcionamento dos algoritmos. O Brasil também seria estratégico por seu tamanho e pela influência que suas decisões regulatórias podem exercer sobre outros países da América Latina. Trata-se, contudo, de uma interpretação sobre os interesses envolvidos, e não da justificativa formal apresentada pelo USTR.

Leia Também:  Açúcar oscila entre pressão global e suporte cambial, e etanol reage com volatilidade no Brasil e exterior

Para o agro, a consequência mais imediata não é apenas a cobrança na alfândega. A redução das compras norte-americanas pode alcançar indústrias, usinas, fabricantes de máquinas e fornecedores de matérias-primas. Dependendo da duração da medida, o efeito poderá chegar ao produtor por meio de menor demanda, pressão sobre preços e adiamento de investimentos.

O governo brasileiro contesta as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos e considera que temas internos, como decisões judiciais e regulação de empresas, não devem ser utilizados para impor sanções comerciais. As negociações continuam, mas Washington sinalizou que pretende manter a cobrança enquanto não houver mudanças nas políticas questionadas.

A entrada em vigor da tarifa, portanto, é apenas o começo do impasse. O que está em discussão não é somente quanto os Estados Unidos comprarão do Brasil, mas até que ponto o acesso ao maior mercado consumidor do mundo será usado para influenciar decisões regulatórias brasileiras. Nesse confronto, o agronegócio tornou-se um dos principais pontos de pressão — mesmo quando pouco tem a ver com a origem da disputa.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA