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Mancha Crioula 2026 reúne genética premiada em leilão especial em Guaíba

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O tradicional Remate Mancha Crioula volta a reunir genética selecionada em Guaíba (RS) entre os dias 5 e 7 de fevereiro de 2026, destacando cavalos da raça Crioula com pelagens manchadas Tobiana, Oveira e Bragada. O leilão, organizado pela Trajano Silva Remates, será realizado no dia 6 de fevereiro às 20h e contará com 24 lotes de animais avaliados positivamente em morfologia e função.

Exposição e julgamentos valorizam genética da raça Crioula

O Mancha Crioula combina leilão, julgamentos técnicos e exposições com foco na valorização da morfologia e funcionalidade dos animais. Durante os três dias de evento, haverá programação diversificada, incluindo:

  • Exposição dos animais participantes
  • Julgamentos de morfologia e funcionalidade
  • Atividades culturais e eventos paralelos
  • Interação entre criadores e público

Segundo o leiloeiro e diretor da Trajano Silva Remates, Marcelo Silva, mais de 50 animais estão inscritos para a exposição de 2026. “Para o leilão temos 24 lotes, além de lotes sobressalentes. Uma oferta realmente muito especial este ano”, destaca.

Estrutura do evento e experiência para o público

O evento será realizado na sede do Sindicato Rural de Guaíba, que receberá um novo visual graças ao apoio da prefeitura local. Marcelo Silva reforça que o espaço será aconchegante e voltado também para o convívio das famílias, incentivando a participação de criadores e visitantes.

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Destaques do leilão: genética premiada

Entre os lotes ofertados, dois animais se destacam:

  • Marconi Xerife: garanhão picaço bragado, finalista em morfologia. Filho do Campeão Potranco Maior da Expointer 2015, JA Mate Amargo, e irmão paterno de animais como Xeque Mate da Boa Vista e Mais Um Numerário. Sua mãe também foi finalista na Expointer e no Freio de Ouro.
  • Marconi Xeque Mate-Te: finalista em morfologia e filho de Xeque Mate da Boa Vista, cavalo com duas rosetas na Expointer e 117 filhos premiados. Sua mãe foi Grande Campeã e Melhor Exemplar da raça na Expointer, com sete filhos e 17 netos premiados em morfologia e funcionalidade.
Leilão presencial e transmissões online

O leilão será presencial, no Sindicato Rural de Guaíba, com transmissão ao vivo pelo Trajano Web e Lance Rural no YouTube. Além disso, na quinta-feira, 5 de fevereiro, ocorrerá o leilão virtual de Coberturas do Mancha Crioula, também transmitido pelas duas plataformas, oferecendo mais oportunidades de participação para criadores de todo o país.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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