RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Manejo inadequado continua reduzindo produtividade de pastagens no Brasil

Publicados

AGRONEGÓCIO

Falhas de manejo impactam desempenho animal e custos da pecuária

Estudos técnicos realizados no país indicam que falhas de manejo seguem sendo uma das principais causas da perda de produtividade das pastagens. Problemas na implantação, no manejo inicial e no pastejo comprometem o aproveitamento das forrageiras, reduzem ganhos de peso e produção de leite, além de elevar o custo por hectare na pecuária.

Potencial genético das forrageiras exige manejo específico

Pesquisas mostram que muitas perdas estão relacionadas ao descompasso entre o potencial genético das cultivares e práticas de manejo inadequadas ou genéricas. Forrageiras tropicais, desenvolvidas para alta produtividade e melhor valor nutricional, necessitam de ajustes específicos para expressar plenamente seus atributos.

Um estudo conduzido pelo Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), em Uberlândia, evidenciou que o manejo do pastejo do capim Mavuno influencia diretamente a estrutura do dossel, a proporção de folhas e a qualidade da forragem. O levantamento também apontou as alturas mais adequadas para sistemas de lotação contínua.

Implantação correta é decisiva para desempenho das pastagens

De forma geral, os trabalhos reforçam que a correta implantação da pastagem, com atenção à fertilidade e à correção do solo, é determinante para o desempenho das forrageiras. A ausência de análise química limita o desenvolvimento radicular e reduz a eficiência do uso de fertilizantes. Erros na fase inicial comprometem a rebrota, diminuem a vida útil do pasto e aceleram a degradação.

Leia Também:  Comissão aprova prorrogação do georreferenciamento rural para 2030
Empresas reforçam assistência técnica para reduzir perdas

Segundo avaliação da Wolf Sementes, esses problemas persistem devido à subestimação do manejo desde a implantação. Para o capim Mavuno, a empresa recomenda solos devidamente corrigidos, preparo adequado da área e ajustes precisos de pastejo. Com base nesse cenário, a Wolf Sementes passou a oferecer orientação técnica pós-compra, acompanhando os clientes desde o plantio até períodos críticos, como a seca, com o objetivo de ampliar a eficiência produtiva no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Seminário define plano para cadeia que produz 432 milhões de litros de leite

Publicados

em

Por

Juína (730 km da capital, Cuiabá), em Mato Grosso, vai reunir produtores, cooperativas, pesquisadores e representantes do poder público entre os dias 5 e 7 de agosto, discutir medidas de recuperação e modernização da cadeia leiteira. O 5º Seminário para Desenvolvimento Agropecuário de Mato Grosso será realizado na Câmara Municipal e terminará com a deliberação do Plano de Desenvolvimento da Bovinocultura de Leite do Estado.

O encontro ocorre em um momento de perda de espaço da atividade mato-grossense. O Estado produziu 432,5 milhões de litros de leite em 2024, queda de 5,2% em relação ao ano anterior, segundo o levantamento anual mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume colocou Mato Grosso na 14ª posição nacional, com participação de aproximadamente 1,2% na produção brasileira.

A redução contrasta com o desempenho do país. A produção nacional alcançou o recorde de 35,7 bilhões de litros em 2024, avanço de 1,4%. O valor gerado nas propriedades chegou a R$ 87,5 bilhões. O Brasil é o terceiro maior produtor mundial, possui mais de 1 milhão de propriedades leiteiras e mantém a atividade em 98% dos municípios, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A diferença de desempenho mostra o tamanho do desafio mato-grossense. Enquanto o país aumentou a captação formal de leite em 8,5% em 2025, atingindo o recorde de 27,5 bilhões de litros, Mato Grosso registrou redução de 13,2 milhões de litros entregues a estabelecimentos submetidos à inspeção sanitária. Foi a maior queda absoluta entre os Estados pesquisados pelo IBGE naquele ano.

Mesmo sendo líder nacional no rebanho bovino e no abate de gado, Mato Grosso ainda possui participação limitada na produção de leite. A distância entre as propriedades, o custo do transporte, a falta de estruturas de resfriamento, a baixa presença de laticínios em algumas regiões e a dificuldade de acesso à assistência técnica reduzem a competitividade da atividade.

Leia Também:  Startup brasileira transforma resíduo do babaçu em proteína vegetal e cria nova fonte de renda na Amazônia

Esses problemas atingem principalmente a agricultura familiar, para a qual o leite representa uma fonte regular de renda durante o ano. Diferentemente das lavouras anuais e da pecuária de corte, a atividade gera entrada financeira frequente, mas também exige manejo diário, alimentação adequada, controle sanitário e estrutura para conservar o produto até a coleta.

O primeiro dia do seminário será concentrado na inspeção sanitária e na abertura de mercados. A programação discutirá a estruturação dos Serviços de Inspeção Municipal (SIM), a formação de consórcios entre prefeituras e a adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA).

A integração ao SISBI-POA pode alterar o alcance comercial das pequenas agroindústrias. Um estabelecimento registrado apenas no serviço municipal normalmente fica limitado à venda dentro do próprio município. Quando o serviço de inspeção demonstra equivalência e passa a integrar o sistema nacional, os produtos dos estabelecimentos habilitados podem ser comercializados em todo o país.

A medida é especialmente importante para queijos, manteiga, iogurtes e outros derivados. A industrialização permite agregar valor ao leite e reduzir a dependência da venda da matéria-prima, mas exige controle de qualidade, instalações adequadas, programas de autocontrole e regularização sanitária.

No segundo dia, os debates serão voltados ao cooperativismo, ao crédito rural e à assistência técnica. A programação inclui alternativas de financiamento para pequenos produtores, crédito assistido, manejo nutricional, qualidade das pastagens, bem-estar animal, controle da mastite e prevenção de resíduos de antibióticos no leite.

Leia Também:  Comissão aprova prorrogação do georreferenciamento rural para 2030

Também serão discutidos os programas de compra pública de alimentos. Por meio dessas políticas, cooperativas e agricultores familiares podem fornecer leite e derivados para escolas, unidades assistenciais e outros órgãos públicos, desde que atendam às exigências sanitárias.

O último dia tratará dos gargalos de laboratório, transporte, armazenamento e captação. A falta de análises rápidas pode atrasar a identificação de problemas de qualidade, enquanto longas distâncias entre as propriedades e os laticínios elevam o custo da coleta e aumentam o risco de perda do produto.

O plano será estruturado em 11 eixos: cooperativismo e crédito rural; financiamento da produção; assistência técnica e extensão rural; capacitação profissional; pesquisa e inovação; sanidade animal; qualidade do leite; logística e armazenamento; agroindustrialização e agregação de valor; comercialização; e sucessão familiar. A proposta é reunir ações para recuperar a produção, ampliar a eficiência das propriedades e fortalecer a indústria de lácteos no Estado.

A participação poderá ser presencial, na Câmara Municipal de Juína, ou virtual, por meio de transmissão ao vivo pela internet. Os participantes, inclusive os que acompanharem remotamente, terão direito a manifestação e certificado.

O evento é uma iniciativa da Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária em Mato Grosso, do Consórcio Público Intermunicipal Vale do Juruena, do Conselho Regional de Medicina Veterinária, da Superintendência Federal do Desenvolvimento Agrário e do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso.

Serviço

Evento: 5º Seminário para Desenvolvimento Agropecuário de Mato Grosso – Bovinocultura de Leite
Data: 5 a 7 de agosto de 2026
Local: Câmara Municipal de Juína (MT)
Participação: presencial ou virtual, com transmissão ao vivo e direito a manifestação
Certificado: disponível aos participantes
Inscrições, programação e transmissão clique aqui

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA