AGRONEGÓCIO
Mercado da soja registra variações regionais e ajustes antes de novo relatório do USDA
AGRONEGÓCIO
Rio Grande do Sul mantém otimismo moderado
O mercado da soja no Rio Grande do Sul apresentou nesta quinta-feira (8) um cenário de otimismo moderado, segundo a TF Agroeconômica.
- Preços para pagamento em 08/08 (entrega julho até 07/08): R$ 141,80/saca (+1,29%) no porto.
- Cotações no interior: R$ 133,00 em Cruz Alta (pagamento 29/08); R$ 132,00 em Passo Fundo (fim de agosto) e em Ijuí (29/08); R$ 132,00 em Santa Rosa/São Luiz (11/09).
- Preços de pedra: Panambi manteve R$ 122,00/saca ao produtor.
Santa Catarina registra aquecimento nas negociações
O estado apresentou preços estáveis e maior dinamismo no mercado, especialmente em Palma Sola e Rio do Sul. Apesar disso, a agricultura catarinense acumulou queda de 14% no índice de quantum em 2024, com a soja entre os principais produtos responsáveis.
- Porto de São Francisco: R$ 138,83/saca (-1,52%).
Paraná tem queda pontual nos preços e recorde nas exportações de farelo
As cotações no estado apresentaram pequenas variações:
- Paranaguá: R$ 140,50 (-0,90%)
- Cascavel: R$ 126,80 (+0,05%)
- Maringá: R$ 127,43 (+0,23%)
- Ponta Grossa: R$ 128,98 (+0,57%) – no balcão, R$ 118,00
- Pato Branco: R$ 138,83 (-1,52%)
Mato Grosso do Sul mantém preços firmes
Mesmo com negócios mais moderados, a demanda sustenta as cotações:
Dourados, Campo Grande e Sidrolândia: R$ 121,58 (variações entre -0,15% e +0,26%)
- Maracaju: R$ 121,58 (-0,15%)
- Chapadão do Sul: R$ 119,70 (+0,72%)
- Mato Grosso enfrenta queda na produção e gargalos logísticos
O mercado segue atento à combinação de menor produção e problemas de armazenagem:
- Campo Verde: R$ 122,69 (+0,46%)
- Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sorriso: R$ 117,27 (-0,42%)
- Primavera do Leste: R$ 117,27 (+4,40%)
- Rondonópolis: R$ 122,69 (+0,02%)
Chicago: soja devolve parte dos ganhos e atua de forma lateral
Na manhã desta sexta-feira (8), a soja recuava levemente na Bolsa de Chicago, após alta expressiva no dia anterior. Por volta das 7h25 (horário de Brasília):
- Setembro: US$ 9,72/bushel (-1 ponto)
- Novembro: US$ 9,92/bushel (-1 ponto)
A queda reflete ajustes antes do novo relatório mensal de oferta e demanda do USDA, previsto para a próxima semana. Na sessão anterior, o avanço de mais de 1% foi impulsionado pela forte demanda externa, com números acima do esperado para as duas safras.
Quinta-feira fechou com alta em Chicago
Na sessão anterior, a soja encerrou em alta:
- Setembro: +0,91% (US$ 974,00)
- Novembro: +0,97% (US$ 993,75)
- Farelo (setembro): +1,28%
- Óleo: -0,41%
O impulso veio das vendas para exportação, que cresceram 30% na semana, ultrapassando 1 milhão de toneladas. Destinos não revelados lideraram as compras, com 179,2 mil toneladas.
Apesar do bom desempenho, a ausência da China nas negociações e as novas tarifas impostas pelos EUA, somadas à pressão política para que países como Índia e China deixem de importar petróleo russo, limitam ganhos mais robustos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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