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Mercado de arroz enfrenta ciclo de baixa e pressão sobre preços pode se prolongar

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O mercado brasileiro de arroz segue sob forte pressão baixista, impulsionado pela ampla oferta disponível e pela demanda interna ainda fraca. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, “os preços do arroz em casca continuam em queda, refletindo a dificuldade das indústrias em escoar o grão beneficiado no mercado interno”.

Estratégias divergentes entre produtores

Essa dinâmica tem gerado um impasse entre compradores e produtores. Oliveira destaca que há duas estratégias predominantes no campo: enquanto alguns produtores adotam postura cautelosa e retêm estoques à espera de melhores preços, outros liberam lotes adicionais para gerar caixa e garantir o custeio da safra 2025/26.

No entanto, a retenção de estoques pode se tornar arriscada, elevando o risco de prolongamento do ciclo de baixa para os preços do arroz em 2026.

Exportações ainda insuficientes para equilibrar o mercado

No setor de exportações, há movimentação, mas os volumes ainda são insuficientes para compensar o excesso interno. O line up mais recente aponta embarques de 11 mil toneladas de arroz quebrado para os Países Baixos e 27 mil toneladas de arroz em casca para a Costa Rica, com saída prevista até o fim do mês. “Apesar de positivos, esses volumes não conseguem equilibrar o excesso de produto no mercado interno”, observa Oliveira.

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Papel da política pública e perspectivas para o setor

Segundo o consultor, o mercado de arroz vive um momento decisivo: a continuidade da pressão baixista pode prolongar o período de margens reduzidas, enquanto instrumentos de política pública e a manutenção das exportações, mesmo que em volumes limitados, surgem como medidas essenciais para amenizar impactos imediatos e evitar uma crise estrutural mais profunda na cadeia orizícola.

Preços praticados no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, a média da saca de 50 quilos de arroz (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou o dia 21 de julho em R$ 69,18, queda de 0,81% em relação à semana anterior. Em comparação ao mês anterior, houve alta de 1,07%, mas em relação a 2024, o recuo acumulado atinge 41,81%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de grãos deve crescer 11,9% na safra 2024/25 e atingir novo recorde no Brasil

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Safra brasileira de grãos caminha para novo recorde histórico

A produção brasileira de grãos na safra 2024/25 deve alcançar um novo recorde, com crescimento estimado em 11,9% em relação ao ciclo anterior. De acordo com dados da Conab, o volume total deve atingir patamar histórico, impulsionado principalmente pela recuperação da produtividade e pela expansão da área cultivada.

O resultado reflete condições climáticas mais favoráveis em comparação à safra passada, além de investimentos em tecnologia e manejo por parte dos produtores.

Expansão da área plantada contribui para aumento da produção

A área total destinada ao cultivo de grãos também apresenta crescimento, reforçando o potencial produtivo do país.

Esse avanço é puxado principalmente por culturas estratégicas, como:

  • Soja
  • Milho
  • Algodão

A ampliação da área, aliada a ganhos de produtividade, sustenta a expectativa de uma safra robusta e com forte impacto no abastecimento interno e nas exportações.

Soja lidera produção nacional e mantém protagonismo

A soja segue como principal cultura do país, com participação significativa no volume total produzido.

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A expectativa é de recuperação na produtividade, após desafios climáticos enfrentados no ciclo anterior. Esse desempenho reforça o papel do Brasil como um dos maiores produtores e exportadores globais da commodity.

Milho apresenta recuperação e reforça oferta interna

A produção de milho também deve crescer na safra 2024/25, impulsionada pelo bom desenvolvimento da segunda safra (safrinha).

A combinação de clima mais favorável e maior área plantada contribui para elevar a oferta do cereal, que é fundamental tanto para o mercado interno quanto para exportação.

Algodão e outras culturas também registram avanço

Além de soja e milho, outras culturas importantes, como o algodão, também apresentam perspectiva de crescimento.

O avanço dessas cadeias produtivas amplia a diversificação da produção agrícola brasileira e fortalece a posição do país no comércio internacional.

Condições climáticas favorecem desenvolvimento das lavouras

O clima tem sido um fator decisivo para o bom desempenho da safra atual. Em comparação ao ciclo anterior, marcado por irregularidades climáticas, a safra 2024/25 apresenta maior regularidade nas chuvas e melhores condições para o desenvolvimento das culturas.

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Esse cenário contribui diretamente para o aumento da produtividade média das lavouras.

Impactos positivos para o mercado interno e exportações

O crescimento da produção deve gerar efeitos relevantes em toda a cadeia do agronegócio:

  • Maior disponibilidade de produtos no mercado interno
  • Potencial de redução de preços em alguns segmentos
  • Aumento das exportações
  • Fortalecimento da balança comercial

Com maior oferta, o Brasil tende a consolidar ainda mais sua posição como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

Perspectivas: safra robusta reforça protagonismo do agronegócio

A expectativa de uma produção recorde reforça o papel estratégico do agronegócio na economia brasileira.

Com ganhos de produtividade, expansão de área e clima favorável, o setor segue como um dos principais motores de crescimento do país, com impactos positivos sobre renda, emprego e comércio exterior.

A consolidação desses resultados ao longo da safra dependerá da manutenção das condições climáticas e do cenário de mercado nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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