AGRONEGÓCIO
Mercado de arroz segue parado no Brasil, com pouca liquidez e pressão de estoques elevados
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O mercado brasileiro de arroz encerrou mais uma semana com pouca movimentação e liquidez mínima, sem indícios de reversão no curto prazo. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, o setor segue sem força compradora, com preços apenas nominais e negociações pontuais.
“As negociações continuam pontuais e sem força, com preços estritamente nominais e sem qualquer sinal consistente de reversão no curto prazo”, destacou o especialista.
Preços seguem estáveis e pressionados pelo excesso de oferta
Os valores do arroz padrão indústria permanecem entre R$ 48 e R$ 50 por saca de 50 kg, enquanto o grão nobre é negociado entre R$ 55 e R$ 57. A estagnação dos preços é resultado do excesso de oferta interna, demanda fraca e da lentidão do varejo na recomposição de estoques.
A média da saca no Rio Grande do Sul — principal estado produtor — foi cotada a R$ 52,54 no dia 11 de dezembro, sem variação em relação à semana anterior. Na comparação com o mês passado, houve queda de 2,24%, e frente a 2024, a desvalorização chega a 48,46%.
Exportações seguem firmes e são principal sustentação do mercado
Apesar do cenário interno desaquecido, as exportações continuam sendo o principal fator de sustentação do setor. O câmbio, com o dólar cotado em torno de R$ 5,40, mantém a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional, especialmente nos portos do Rio Grande do Sul, onde o arroz em casca é negociado abaixo de US$ 11 por saca.
“Essa condição mantém as exportações como o eixo central de sustentação operacional do setor”, observou Oliveira.
Nos últimos dias, foram embarques relevantes:
- 17,4 mil toneladas de arroz em casca para a Venezuela;
- 28,8 mil toneladas destinadas ao México;
- 27 mil toneladas de quebrados para o Senegal;
- 27 mil toneladas de casca novamente para a Venezuela.
Além disso, a segunda quinzena de dezembro deve registrar o envio de mais 27 mil toneladas de arroz em casca para a Costa Rica.
Fluxo externo ajuda a aliviar estoques, mas impacto interno é limitado
Mesmo com o ritmo firme das exportações, o impacto sobre o mercado doméstico é restrito. A presença de importações contínuas, o baixo consumo interno e o alto volume de estoques mantêm o ambiente de pressão sobre preços e margens industriais.
“Do ponto de vista macroestrutural, o mercado segue sem gatilhos reais de mudança”, avaliou o consultor.
Setor enfrenta margens negativas e falta de estímulo
Para Evandro Oliveira, o mercado de arroz enfrenta um cenário estruturalmente desafiador, no qual as exportações não conseguem corrigir o desequilíbrio interno. A combinação de altos custos de produção, endividamento, burocracia e concorrência desleal com importados mantém o ambiente sem espaço para reações sustentáveis.
“A pressão combinada de custos, endividamento, burocracia e concorrência desleal com importados mantém o ambiente carregado e sem espaço para reações sustentáveis”, concluiu.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Com prazo do ITR no fim, produtores pedem mais 15 dias para declarar
A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) pediu à Receita Federal que prorrogue por 15 dias o prazo de entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026. A entidade afirma ter recebido relatos de travamentos, lentidão e dificuldade para concluir o envio. Até agora, o pedido não mudou o calendário: o prazo termina nesta quarta-feira (30.09), às 23h59, no horário de Brasília.
A solicitação foi encaminhada por ofício na segunda-feira (28). Segundo a Faep, parte dos problemas atingiu proprietários de imóveis rurais com mais de 100 hectares, que inicialmente precisavam preencher a declaração pelo serviço online. Inconsistências em dados cadastrais que não eram recuperados pelo sistema dificultaram a conclusão do procedimento, afirma a entidade.
Em 21 de setembro, a Receita passou a permitir que esses contribuintes também utilizassem o Programa ITR 2026, instalado no computador. Para a federação, a abertura dessa alternativa a poucos dias do vencimento reforça a necessidade de conceder mais tempo a quem encontrou dificuldades na plataforma.
“Os produtores precisam de condições para cumprir essa obrigação. A lentidão no sistema e a mudança nas opções de entrega nos últimos dias justificam a prorrogação”, afirmou o presidente da Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Enquanto não houver anúncio oficial de prorrogação, o produtor deve considerar o prazo de 30 de setembro. Quem ainda não entregou a declaração pode consultar as orientações para declarar o ITR e evitar multa publicadas ontem pelo Pensar Agro (clique aqui).
A entrega fora do prazo sujeita o contribuinte a multa de 1% ao mês ou fração de atraso sobre o imposto devido, respeitado o mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence nesta quarta-feira. A Receita ainda não anunciou mudança para nenhum desses vencimentos.
Fonte: Pensar Agro
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