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Construção participativa molda diretrizes do Plano de Contingência Socioambiental do TJAC

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A prevenção e preparação voltadas à redução de riscos futuros funcionam como instrumento para o fortalecimento institucional

Nessa segunda-feira, 3, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) deu início a primeira etapa da construção participativa do Plano de Contingência Socioambiental. A atividade foi fomentada pela Subsecretaria de Transformação Organizacional e realizada na Escola do Poder Judiciário (Esjud).

Na abertura, o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, falou sobre a importância do envolvimento das equipes para mapeamento das especificidades territoriais e manutenção da continuidade dos serviços jurisdicionais. “Se não tivermos um plano de ação, podemos ser pegos de surpresa. É preciso antecipar, para não só reagir. Vamos identificar riscos e estabelecer protocolos. Mais do que se preocupar com os prédios, a nossa proposta é o fortalecimento da cultura de prevenção e cooperação interinstitucional”.

A iniciativa atende às diretrizes da Resolução n.º 646/2025 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A professora doutora Alessandra Brito explicou que a oficina foi estruturada em quatro módulos: Fundamentos e Resolução CNJ n.º 646/2025; Diagnóstico das Ameaças Climáticas no Acre; Plano de Contingência do TJAC; e Discussões. O objetivo é subsidiar a elaboração de medidas para enfrentar as principais ameaças e vulnerabilidades identificadas, contemplando ações de diagnóstico e planejamento; infraestrutura e edificações do Poder Judiciário; sistemas digitais e tecnológicos; além da atuação judicial e do atendimento à população em situações de emergência climática.

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Inicialmente, a consultora enfatizou o aumento dos gases do efeito estufa, que geram prejuízos ambientais e humanos: “Mesmo se a gente parasse totalmente a emissão de efeitos estufa hoje, a humanidade seguiria décadas sofrendo efeitos anteriores”. Então, a abordagem seguiu considerando também enchentes, alagamentos, estiagens, queimadas, incêndios florestais e demais eventos climáticos extremos.

Na última semana, o TJAC instituiu o Comitê Permanente de Gerenciamento do Plano de Contingência, por meio da Portaria nº 3167/2026. Portanto, a elaboração do plano é o primeiro passo de efetividade dessa demanda.

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC participa da inauguração da Escola Estadual de Defesa do Consumidor

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Órgão realizará formações com intuito de difundir conhecimentos para ampliar a garantia de direitos e estabelecer relações mais justas na área

O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participou nesta sexta-feira, 18, da inauguração da Escola Estadual de Defesa do Consumidor. O local tem o objetivo de contribuir com a disseminação de conhecimento na área para ampliar a garantia de direitos.

A escola é um órgão vinculado ao Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor do Acre (Procon/AC), com a missão de formar cidadãs e cidadãos informados, conscientes e protegidos. Entre os assuntos que devem ser abordados na instituição estão: educação financeira, consumo consciente, superendividamento e segurança no consumo. Além disso, a proposta da escola também é criar canais de diálogo com empresas e fornecedores para a construção de relações mais pacíficas e articuladas à política de defesa desses direitos.

Paralelamente, o Judiciário do Acre tem uma atuação que, além dos julgamentos, visa educar, conscientizar e promover mediação e conciliação para resolver essas questões por meio de soluções pacíficas. Esse trabalho é realizado por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec).

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Para o presidente do TJAC, ambientes educacionais são essenciais para a prevenção e a construção de uma sociedade mais consciente de seus direitos. “A proteção dos direitos do consumidor é uma missão que todas as instituições de Estado têm que ter com as pessoas que buscam um produto ou um serviço. E nós temos essa responsabilidade de atender bem, de conscientizar para que as pessoas sejam consideradas e respeitadas. O Tribunal de Justiça vê com bons olhos a instituição de uma escola de defesa do consumidor como mais um instrumento para consolidar direitos das cidadãs e dos cidadãos, para que tenham autonomia, capacidade de analisar tudo que está à sua disposição”, comentou Nogueira.

A presidente do Procon/AC, Alana Albuquerque, agradeceu pelas parcerias que possibilitaram concretizar a escola e ressaltou a importância de instalar uma unidade educacional: “Defender o consumidor também é orientar, educar e conscientizar. Essa é uma estrutura para ser referência. A informação é a melhor forma de proteger o consumidor. Um consumidor informado conhece seus direitos e tem relações mais justas. Prevenir e proteger o consumo por meio da educação. Essa escola representa investimento em cidadania”.

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Durante o ato, ainda foi assinado um protocolo de intenções com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para o aperfeiçoamento e a difusão de conhecimentos na área. Após a cerimônia de inauguração, o secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, palestrou sobre a história da defesa do consumidor no Brasil e também sobre o percurso de criação dessas escolas. Em seu discurso, ele teceu uma crítica aos sistemas de apostas online, que geram superendividamento, prejudicando a vida das pessoas.

“Criar um espaço para divulgar conhecimento, divulgar informação e permitir que consumidores tenham acesso a essas informações é permitir que eles possam proteger a si mesmos; é quando a gente cria pessoas inteiras, cidadãs que vão contribuir com o crescimento e o desenvolvimento do nosso país. O Procon/AC vai ser ponto de debate de temas que incomodam o consumidor brasileiro, como são as apostas de cotas fixas, as bets, especialmente as irregulares, que tanto têm afetado e prejudicado a vida do consumidor, porque têm a ver com fraude, com golpe, com engano do consumidor, com lavagem de dinheiro”.

Fotos Gleilson Miranda / Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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