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Mercado de Fertilizantes: Preços Reagem com Retorno da Índia e Restrições na China

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O mercado global de fertilizantes apresenta sinais de estabilização e recuperação pontual após um período de incertezas. Impulsionado pela volta estratégica de grandes players mundiais e por restrições na oferta asiática, o setor busca um novo ponto de equilíbrio. Segundo análises da Agrinvest Commodities, o cenário atual intercala a reação nos nitrogenados com a firmeza nos preços de fosfatados e potássicos.

Recuperação dos Nitrogenados e o Impacto no Brasil

O segmento de nitrogenados encontrou um suporte importante recentemente. A interrupção na sequência de quedas nos preços internacionais foi motivada, principalmente, pelo retorno da Índia às compras de ureia.

No cenário nacional, esse movimento refletiu diretamente nas cotações. Após a ureia ultrapassar a barreira dos US$ 400 por tonelada (CFR), houve um alívio nas margens domésticas. Atualmente, o custo do ponto de nitrogênio favorece o uso da ureia em comparação ao sulfato de amônio, mesmo com o desafio logístico de fretes e custos de nacionalização mais elevados.

Fosfatados: Oferta Restrita Sustenta Cotações

Diferente da volatilidade vista em outros setores, os fosfatados mantêm uma tendência de maior firmeza. Esse comportamento é resultado de uma combinação de fatores externos:

  • Restrições de exportação na China: Medidas impostas para 2026 limitam a oferta global.
  • Matéria-prima valorizada: O enxofre operando acima de US$ 500 por tonelada eleva o custo de produção.
  • Cortes na produção: Anúncios recentes de redução de oferta ajudam a segurar os preços, compensando uma demanda doméstica que ainda se mostra contida.
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Potássio: Acordo Chinês e Expectativas para o KCl

No mercado de potássio (KCl), a referência de preços segue sólida após a consolidação do contrato firmado pela China. No Brasil, o produto permanece negociado entre US$ 360 e US$ 370 por tonelada (CFR).

Com estoques mais enxutos, o mercado agora volta suas atenções para as negociações da Índia. O desfecho do próximo acordo indiano é visto como o principal gatilho para definir a dinâmica de preços nos próximos meses, podendo consolidar o atual viés de alta ou trazer novos ajustes ao setor.

Perspectivas para o Agronegócio

Apesar dos sinais de recuperação, o ambiente para o produtor e para os importadores ainda é de cautela. O excesso de oferta global em algumas frentes e a seletividade dos compradores indicam que o mercado brasileiro seguirá monitorando de perto a sustentabilidade dessas altas frente ao cenário macroeconômico internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.

A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.

Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.

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Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.

No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.

A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.

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A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.

Fonte: Pensar Agro

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