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Mercado de milho no Brasil registra negócios lentos e leve alta nos preços

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Negócios com milho avançam lentamente no mercado brasileiro

O mercado brasileiro de milho apresentou ritmo mais lento de negociações ao longo da semana. De acordo com análise da Safras Consultoria, produtores têm adotado postura mais cautelosa na fixação de ofertas, enquanto compradores demonstram prudência na aquisição de novos lotes.

Esse cenário resulta em menor volume de negócios, mesmo com preços apresentando leve valorização em algumas regiões do país.

Clima e atraso na soja impactam plantio da safrinha

As atenções do mercado seguem voltadas para as condições climáticas, que influenciam diretamente o avanço da colheita da safra de verão e o plantio da segunda safra de milho (safrinha).

Como a colheita de soja permanece atrasada em diversas regiões do Brasil, o plantio do milho safrinha também acaba sendo postergado em várias áreas produtoras. Esse atraso gera preocupação entre agentes do mercado, pois pode afetar o potencial produtivo da segunda safra.

Fretes elevados e cenário internacional afetam negociações

Outro fator que pesa nas decisões de comercialização é a elevação dos custos de frete, apontada como ponto de atenção por produtores e compradores.

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Além disso, a volatilidade do dólar e de outros ativos globais, intensificada pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, também contribuiu para um ambiente de maior cautela no mercado durante a semana.

Mercado internacional sustenta preços do milho

No cenário externo, os preços do milho apresentaram maior firmeza na Bolsa de Mercadorias de Chicago ao longo da semana.

Mesmo diante de perspectivas de aumento da produção e dos estoques globais para a safra 2025/26, a ausência de novidades relevantes sobre a safra dos Estados Unidos e a alta expressiva do petróleo contribuíram para sustentar as cotações do cereal no mercado internacional.

Preços do milho no mercado interno

No Brasil, o valor médio da saca de milho foi cotado em R$ 66,27 no dia 12 de março, alta de 0,65% em relação aos R$ 65,87 registrados na semana anterior.

Confira algumas cotações regionais:

  • Cascavel (PR): R$ 64,00 por saca – estável
  • Campinas/CIF (SP): R$ 76,00 – sem alterações
  • Mogiana (SP): R$ 70,00 – estável
  • Rondonópolis (MT): R$ 56,00 – sem mudanças
  • Erechim (RS): R$ 64,50 – alta de 0,78%
  • Uberlândia (MG): R$ 66,00 – alta de 1,56%
  • Rio Verde (GO): R$ 62,00 – estável
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Exportações brasileiras de milho crescem em março

As exportações de milho do Brasil somaram US$ 72,504 milhões em março, considerando os primeiros cinco dias úteis do mês, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

No período, foram embarcadas 311,135 mil toneladas, com média diária de 62,227 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 233,00.

Na comparação com março de 2025, houve:

  • alta de 31,6% no valor médio diário exportado;
  • crescimento de 35,7% na quantidade média diária embarcada;
  • queda de 3% no preço médio da tonelada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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