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Mercado de Milho no Sul e no Brasil: Cotações Sofrem Influência de Liquidez, Dólar e Clima

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O mercado de milho brasileiro apresenta movimentação desigual, com baixa liquidez no Sul, variações nos preços futuros e influência direta do câmbio e das condições climáticas sobre as negociações.

Baixa Liquidez Persiste no Sul e em Mato Grosso do Sul

O mercado físico do milho na Região Sul e em Mato Grosso do Sul segue restrito, com negociações pontuais e postura cautelosa entre compradores e vendedores, de acordo com levantamento da TF Agroeconômica.

No Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 54,00 e R$ 72,00 por saca, dependendo da região e dos custos logísticos. O preço médio estadual caiu 0,89%, de R$ 59,34 para R$ 58,81 por saca, pressionando o mercado spot. Compradores priorizam estoques próprios e aquisições imediatas, enquanto produtores avançam gradualmente nas vendas. As lavouras tardias ainda enfrentam restrições climáticas pontuais, apesar das chuvas recentes, e há monitoramento de casos de cigarrinha.

Em Santa Catarina, o mercado mantém liquidez restrita. Pedidos chegam a R$ 75,00 por saca, enquanto ofertas giram em torno de R$ 65,00. No Planalto Norte, negociações ocorrem entre R$ 70,00 e R$ 75,00, com retenção de estoques sustentando a oferta ajustada e indústrias comprando apenas no curto prazo.

No Paraná, indicações de venda aproximam-se de R$ 70,00 por saca, enquanto compradores trabalham em torno de R$ 60,00 CIF. A colheita da primeira safra alcançou 42% da área, com 93% das lavouras em boas condições, e a segunda safra já tem 45% da área semeada, segundo o Deral.

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Em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 53,00 e R$ 55,00 por saca. O setor de bioenergia absorve parte da oferta, mas o volume disponível e a necessidade de geração de caixa mantêm o mercado pressionado.

Futuros do Milho Apresentam Leve Alta nas Bolsas

Na quinta-feira (26), os contratos futuros de milho abriram o dia em leve alta na Bolsa de Chicago (CBOT) e na B3, acompanhando a valorização da soja e do farelo, além da possibilidade de chuvas atrasarem a colheita da soja e o plantio do milho no Brasil.

Em Chicago, por volta das 10h02 (horário de Brasília), os preços eram:

  • Março/26: US$ 4,31 (+1,25 ponto)
  • Maio/26: US$ 4,43 (+1,25 ponto)
  • Julho/26: US$ 4,51 (+1,25 ponto)
  • Setembro/26: US$ 4,53 (+0,75 ponto)

Na B3, os vencimentos flutuavam entre R$ 68,08 e R$ 70,83 às 10h14. Março/26 era negociado a R$ 70,83 (+0,41%), maio/26 a R$ 70,32 (+0,31%), julho/26 a R$ 68,53 (+0,15%) e setembro/26 a R$ 68,08 (+0,04%).

Pressão do Dólar e Clima Afetam Preços no Mercado Nacional

Apesar da abertura positiva, o fechamento de quarta-feira mostrou recuo nas cotações da B3, influenciado pela queda do dólar, que reduz a competitividade do milho brasileiro nos portos. O andamento do plantio da safrinha, atrasado devido ao excesso de chuvas na região central, e a colheita dentro da média histórica da primeira safra contribuíram para limitar maiores oscilações.

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Os principais vencimentos na B3 fecharam em baixa:

  • Março/26: R$ 70,54 (-R$ 0,16 no dia e -R$ 0,41 na semana)
  • Maio/26: R$ 70,10 (-R$ 0,19 no dia e -R$ 0,29 na semana)
  • Julho/26: R$ 68,43 (-R$ 0,12 no dia e -R$ 0,22 na semana)

Em Chicago, os futuros encerraram o dia em alta, sustentados pela demanda estável por etanol e expectativas firmes de exportação: março/26 subiu 0,64% (2,75 cents por bushel) a 430,50 cents, e maio/26 avançou 0,80% (3,50 cents) para 442,00 cents. A produção de etanol nos EUA recuou levemente para 1,11 milhão de barris por dia, mas permanece acima do registrado no ano passado, mantendo a demanda interna aquecida.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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