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Mercado de trigo no Sul segue firme com oferta limitada e preços sustentados na entressafra

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O mercado de trigo na região Sul do Brasil mantém um quadro de firmeza nos preços, sustentado pela oferta ajustada e pela necessidade de importações durante o período de entressafra. Levantamentos recentes da TF Agroeconômica indicam que o equilíbrio entre compras pontuais e vendedores firmes nas pedidas continua determinando a dinâmica do setor.

Oferta limitada e cautela nas negociações

No Rio Grande do Sul, os moinhos seguem adotando uma postura conservadora, realizando aquisições apenas para atender demandas imediatas. A cobertura atual da indústria está estimada até meados de maio, o que reforça a cautela nas negociações.

Os preços indicados giram em torno de R$ 1.260,00 por tonelada para trigos de qualidade inferior, podendo chegar a R$ 1.300,00 no interior. Já os produtores mantêm pedidas mais elevadas, entre R$ 1.350,00 e R$ 1.400,00 por tonelada.

A demanda por farinha segue enfraquecida, limitando o ritmo de comercialização. Como resultado, a moagem permanece em níveis baixos na maior parte das indústrias, com exceção de moinhos ligados a cooperativas, que operam com maior estabilidade por conta do acesso antecipado à matéria-prima.

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Estoques insuficientes elevam dependência externa

As estimativas apontam para cerca de 260 mil toneladas disponíveis no estado — volume considerado insuficiente para atender à demanda até a próxima colheita, prevista para outubro. Esse cenário reforça a necessidade de importações e mantém os preços próximos à paridade internacional.

No mercado de balcão, o movimento é de alta. Em Panambi, por exemplo, o preço pago ao produtor registrou avanço de 5,15%, passando de R$ 59,00 para R$ 62,04 por saca.

Santa Catarina e Paraná seguem tendência de firmeza

Em Santa Catarina, o mercado apresenta maior volume de ofertas interestaduais, especialmente provenientes do Rio Grande do Sul e do Paraná. O trigo local é negociado ao redor de R$ 1.300,00 por tonelada FOB, enquanto lotes de outros estados chegam a R$ 1.400,00 por tonelada.

No mercado de balcão catarinense, os preços permaneceram estáveis na maioria das regiões, com exceção de Joaçaba, onde houve valorização para R$ 64,00 por saca.

Já no Paraná, a base de preços varia entre R$ 1.400,00 e R$ 1.450,00 por tonelada. Foram registradas ofertas a R$ 1.400,00 FOB e negociações a R$ 1.450,00 CIF na região dos Campos Gerais.

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Para os meses de maio e junho, os moinhos indicam preços mais baixos, entre R$ 1.350,00 e R$ 1.370,00 CIF. A retração reflete a redução nas paridades de importação, influenciada pela valorização do real frente ao dólar.

Perspectiva segue dependente do mercado externo

O atual cenário reforça que, até a chegada da nova safra, o mercado brasileiro de trigo seguirá dependente do produto importado. A combinação de estoques limitados, demanda moderada e câmbio continuará sendo determinante para a formação dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Algodão dispara e atinge maior preço em dois anos, impulsionado pelo petróleo e mercado externo

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O mercado de algodão iniciou o segundo trimestre de 2026 com forte valorização, alcançando o maior patamar de preços em dois anos. De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o indicador do algodão em pluma do Cepea/Esalq chegou a 81,91 centavos de dólar por libra-peso, nível não registrado desde o fim de março de 2024.

A recente alta marca uma virada relevante no comportamento do mercado, após um ciclo de queda observado ao longo de 2024 e 2025. Naquele período, as cotações chegaram a recuar abaixo de 70 centavos de dólar por libra-peso e atingiram níveis inferiores a 63 centavos no final de 2025.

Recuperação ganha força em 2026

A retomada dos preços começou a ganhar consistência ao longo do primeiro trimestre de 2026, impulsionada principalmente pela valorização dos contratos na bolsa de Nova York e pela alta do petróleo no mercado internacional.

O avanço do petróleo tem papel estratégico nesse movimento, já que eleva o custo das fibras sintéticas, tornando o algodão mais competitivo no mercado global. Esse fator tem sustentado a demanda pela fibra natural, contribuindo para a recuperação das cotações.

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Oferta restrita e demanda aquecida sustentam preços

Segundo o Cepea, desde março os vendedores adotaram uma postura mais firme nas negociações, acompanhando o cenário internacional mais favorável. Ao mesmo tempo, a indústria têxtil nacional e as tradings voltadas à exportação ampliaram o ritmo de compras, reforçando a demanda.

Esse equilíbrio entre oferta mais restrita e consumo aquecido tem dado suporte ao atual patamar de preços, consolidando o movimento de valorização no curto prazo.

Margens do produtor ganham fôlego

Com a alta recente, o cenário tende a ser mais positivo para os produtores brasileiros. O avanço das cotações reduz a pressão sobre as margens da cultura, especialmente em um contexto de custos ainda elevados.

A perspectiva, segundo analistas, é de que o mercado continue atento aos desdobramentos do petróleo e ao comportamento da demanda global, fatores que devem seguir como principais direcionadores dos preços do algodão nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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