AGRONEGÓCIO
Mercado de trigo segue travado no Sul do Brasil; baixa oferta, clima e câmbio sustentam expectativa sobre preços
AGRONEGÓCIO
O mercado brasileiro de trigo continua operando com baixa liquidez neste início de julho. As negociações permanecem pontuais nos principais estados produtores da Região Sul, enquanto compradores e vendedores mantêm posições divergentes em relação aos preços. A cautela dos moinhos, aliada à oferta restrita e às incertezas sobre a próxima safra, mantém o mercado lateralizado.
Além do cenário doméstico, agentes acompanham atentamente a evolução das lavouras no Hemisfério Norte. Os contratos futuros do trigo nas bolsas internacionais apresentam oscilações moderadas, refletindo o bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, as condições climáticas na Europa e os riscos ainda existentes na região do Mar Negro. O comportamento do dólar frente ao real também continua influenciando a competitividade do cereal importado e a formação dos preços internos.
Rio Grande do Sul mantém mercado lento e atenção se volta para a nova safra
Segundo levantamento da TF Agroeconômica, o mercado gaúcho segue praticamente parado, com os grandes moinhos fora das compras e negociações ocorrendo apenas de forma pontual.
As referências permanecem próximas de R$ 1.420 por tonelada entregue nos moinhos, variando conforme distância, qualidade e prazo de pagamento. Grande parte da indústria já está abastecida para julho, direcionando agora o foco para as necessidades de agosto.
Enquanto isso, cresce a preocupação com a próxima safra. Entre os fatores que elevam a cautela estão:
- possibilidade de influência do fenômeno El Niño;
- elevados custos de produção;
- preços considerados pouco atrativos ao produtor;
- risco de maior incidência de giberela e da micotoxina DON.
Cooperativas das regiões Central e Noroeste avaliam reduzir em até 40% a área destinada ao trigo, embora a decisão definitiva ainda dependa das condições climáticas nas próximas semanas.
A Emater-RS projeta produção próxima de 2,2 milhões de toneladas, volume significativamente inferior às cerca de 3,8 a 4 milhões de toneladas obtidas na safra anterior. Caso a estimativa se confirme, o estado poderá registrar déficit próximo de 1,9 milhão de toneladas, aumentando a necessidade de importações.
No mercado de balcão, o preço médio avançou para R$ 70,02 por saca, indicando sustentação das cotações ao produtor.
Santa Catarina registra mercado equilibrado e compras apenas para reposição
Em Santa Catarina, a indústria moageira continua relativamente abastecida e realiza aquisições apenas para completar estoques.
Foi registrado negócio envolvendo trigo melhorador para entrega futura ao redor de R$ 1.450 por tonelada FOB, enquanto as demais negociações permanecem limitadas.
As referências seguem próximas de R$ 1.350 FOB, alcançando aproximadamente R$ 1.500 CIF nos moinhos localizados na região leste do estado. Entretanto, a baixa reação do mercado de farinhas continua restringindo maior valorização do cereal.
No mercado de balcão, os preços permaneceram estáveis em municípios como Canoinhas, Rio do Sul, Joaçaba e Xanxerê, enquanto Chapecó e São Miguel do Oeste registraram leves altas.
Paraná enfrenta oferta reduzida e produtores resistem a baixar preços
No Paraná, o mercado também segue com poucas negociações.
Foram registrados negócios no Sudoeste do estado ao redor de R$ 1.450 por tonelada CIF, enquanto em Curitiba houve comercialização de trigo paraguaio equivalente a aproximadamente R$ 1.570 CIF.
A oferta disponível continua limitada, e os vendedores mantêm postura firme nas negociações. Os moinhos, por outro lado, evitam aceitar as pedidas mais elevadas, reduzindo ainda mais o ritmo das transações.
Para a safra nova, praticamente não há negócios fechados. As indicações para entregas entre agosto e setembro permanecem próximas de R$ 1.400 por tonelada CIF, mas compradores e produtores ainda aguardam maior definição sobre produtividade e qualidade das lavouras.
Mercado acompanha clima, câmbio e oferta global
Além do comportamento da safra brasileira, o mercado acompanha diariamente o desempenho das bolsas internacionais. As cotações futuras do trigo permanecem sensíveis às previsões climáticas nas principais regiões produtoras do Hemisfério Norte, especialmente nos Estados Unidos, Canadá, União Europeia e países do Mar Negro.
No Brasil, o câmbio continua exercendo papel estratégico. Um dólar mais valorizado aumenta o custo das importações e tende a oferecer suporte às cotações domésticas, principalmente em estados deficitários. Já momentos de apreciação do real podem ampliar a competitividade do trigo importado, limitando altas no mercado interno.
Para as próximas semanas, analistas avaliam que os preços deverão continuar sustentados pela oferta restrita disponível, embora a liquidez permaneça baixa até que haja maior definição sobre o potencial produtivo da nova safra brasileira e sobre o comportamento do mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado de frango e ovos inicia julho com demanda mais fraca; carne de frango recua e setor acompanha comportamento do consumo
O mercado brasileiro de proteínas avícolas iniciou julho em um cenário de cautela. Enquanto os preços da carne de frango encerraram junho em queda, refletindo o enfraquecimento da demanda na segunda quinzena do mês, o mercado de ovos registrou médias mensais superiores às de maio, apesar da perda de força nas cotações nos últimos dias de junho.
Levantamentos do Cepea mostram que ambos os segmentos passaram por mudanças no comportamento do consumo ao longo do mês, com o desaquecimento das vendas pressionando os preços e exigindo maior flexibilidade por parte dos agentes do mercado.
Carne de frango perde força no fim de junho
Após dois meses consecutivos de valorização, os preços médios da carne de frango recuaram em junho. O movimento foi provocado principalmente pela desaceleração das vendas na segunda metade do mês, período em que o consumo perdeu ritmo e reduziu o poder de negociação da indústria.
Segundo o Cepea, embora o volume comercializado tenha sido considerado satisfatório ao longo de junho, ficou abaixo do observado nos meses anteriores. Com a diminuição da procura, frigoríficos e distribuidores adotaram uma postura mais flexível nas negociações para manter a liquidez dos estoques e evitar o acúmulo de produtos.
Apesar desse cenário, as perspectivas para o início de julho são mais positivas. O pagamento dos salários, tradicionalmente concentrado nos primeiros dias do mês, tende a estimular o consumo das famílias, favorecendo uma recuperação da demanda e oferecendo sustentação às cotações da carne de frango no mercado interno.
Mercado de ovos fecha junho com média positiva
No segmento de ovos, o comportamento foi diferente. Mesmo com a queda das cotações registrada durante a segunda quinzena de junho, os preços mais elevados praticados no início do mês garantiram médias mensais superiores às de maio na maior parte das regiões monitoradas pelo Cepea.
O resultado interrompe dois meses consecutivos de retração nas médias mensais, demonstrando que o mercado ainda conseguiu preservar parte da valorização acumulada no começo do período.
Entretanto, o setor iniciou julho em um ambiente menos favorável. Os preços seguem enfraquecidos, refletindo a redução da demanda típica desta época do ano.
Julho será decisivo para o comportamento das proteínas avícolas
Produtores e agentes da cadeia acompanham atentamente a evolução das vendas nas próximas semanas. Além do efeito positivo esperado com a entrada dos salários na economia, o mercado também monitora o impacto das férias escolares, período que tradicionalmente reduz parte do consumo doméstico de ovos e influencia o ritmo das negociações.
Para o setor avícola, a combinação entre demanda, oferta e comportamento do consumidor será determinante para definir a trajetória dos preços ao longo de julho. Caso o consumo reaja conforme esperado nos primeiros dias do mês, a carne de frango poderá recuperar parte das perdas recentes. Já no mercado de ovos, a manutenção das cotações dependerá de uma retomada consistente das vendas, diante de um período sazonalmente mais desafiador para o consumo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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