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Mercado do açúcar oscila entre recuperação e queda nas bolsas internacionais; etanol mantém estabilidade em São Paulo

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Recuperação inicial do açúcar nas bolsas internacionais

Os preços do açúcar registraram um movimento de recuperação nas bolsas internacionais no início da semana, revertendo parte das perdas recentes. Na terça-feira (3), tanto em Nova York quanto em Londres, as cotações apresentaram avanços consistentes, conforme dados do Cepea/Esalq.

Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto subiram em todos os principais vencimentos. O contrato março/26 avançou 0,37 centavo, encerrando o dia cotado a 14,63 centavos de dólar por libra-peso. Já o vencimento maio/26 subiu 0,40 centavo, para 14,18 cents/lbp, enquanto julho/26 e outubro/26 fecharam a 14,17 e 14,48 cents/lbp, respectivamente.

Em Londres, o açúcar branco também reagiu positivamente. O contrato março/26 fechou a US$ 417,60 por tonelada, com alta de US$ 12,40, e o maio/26 subiu para US$ 421,60/t. Os contratos agosto/26 e outubro/26 também acompanharam o movimento, encerrando a US$ 414,20 e US$ 410,50/t.

Pressão de superoferta global derruba preços no dia seguinte

Entretanto, o movimento de alta foi interrompido rapidamente. Na quarta-feira (4), o mercado do açúcar voltou a cair, pressionado por um cenário de superoferta global. Em Nova York, o contrato com vencimento em março/26 recuou 0,34%, cotado a 14,58 cents/lbp, acumulando perdas que levaram o produto às mínimas de dois meses e meio.

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Em Londres, a queda foi ainda mais expressiva: o contrato equivalente atingiu US$ 414,90/t, o menor valor em cinco anos. Consultorias como Green Pool, StoneX e Covrig Analytics apontam sobras globais que variam entre 2,74 e 4,7 milhões de toneladas para a safra 2025/26.

O principal fator de pressão vem da Índia, cuja produção cresceu 22% entre outubro e janeiro, alcançando 15,9 milhões de toneladas. Com uma safra projetada de 31 milhões de toneladas e menor destinação de cana para etanol, o país asiático tende a aumentar suas exportações, elevando a competição internacional — especialmente com o Brasil.

Brasil: usinas ajustam produção e direcionam mais cana para etanol

No Brasil, a produção acumulada no Centro-Sul cresceu 0,9% até dezembro, mantendo o mix açucareiro em 50,82%. Contudo, há expectativa de mudança. Segundo análise da Czarnikow, as usinas ainda estão atrasadas nas operações de hedge para a próxima safra (2026/27), que começa em abril, e devem direcionar maior parcela da cana para o etanol.

A consultoria reduziu a estimativa de participação do açúcar no mix, passando de 50,5% para 48,3%, o que pode resultar em queda de até 700 mil toneladas na oferta do adoçante, mesmo com aumento da moagem.

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Durante a Conferência de Dubai, Guilherme Nastari, da Datagro, projetou uma moagem de 628 milhões de toneladas para 2026/27, reforçando o foco crescente no etanol.

Etanol mostra estabilidade após meses de alta

O mercado de etanol hidratado mantém estabilidade em São Paulo após meses de valorização. Segundo o Cepea, o Indicador Semanal fechou a R$ 3,0885 por litro, praticamente estável. Já o Indicador Diário de Paulínia (SP) apontou leve alta de 0,22%, com o biocombustível negociado a R$ 3.160,00 por metro cúbico.

A estabilização reflete um momento de oferta restrita durante a entressafra, enquanto distribuidoras operam com estoques adquiridos no fim de 2025. A expectativa é de aquecimento nas vendas com a retomada das aulas e a aproximação do Carnaval, períodos de maior consumo.

Perspectivas para o setor

O mercado do açúcar segue volátil, alternando entre movimentos de recuperação e pressão por superoferta, influenciado por fatores externos, como o desempenho da Índia e as estratégias das usinas brasileiras. Já o etanol, beneficiado pela expectativa de maior produção e consumo doméstico, tende a se firmar como alternativa mais competitiva para o setor sucroenergético.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço dos legumes sobe até 14,3% no Sudeste e lidera alta dos alimentos em maio, revela estudo

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As temperaturas mais baixas registradas em maio impactaram a produção agrícola e provocaram forte alta nos preços das hortaliças em todo o Brasil. Levantamento da Neogrid mostra que os legumes lideraram a inflação dos alimentos no mês, com avanço médio de 15,1% no país e de 14,3% na Região Sudeste, refletindo os efeitos da sazonalidade e da menor oferta de produtos.

O estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões” aponta que o preço médio da categoria passou de R$ 6,89 para R$ 7,93 entre abril e maio, consolidando os legumes como o principal responsável pela pressão sobre o orçamento das famílias.

Clima mais frio reduz oferta de hortaliças

Segundo Marcelo Alves, gerente executivo de Dados da Neogrid, as condições climáticas exerceram influência direta sobre o comportamento dos preços.

De acordo com o especialista, o frio reduz a produtividade e desacelera o desenvolvimento de diversas culturas, diminuindo a disponibilidade de produtos no mercado e elevando os preços ao consumidor.

Além dos impactos na produção, Alves destaca que uma gestão mais eficiente da cadeia de abastecimento torna-se ainda mais importante em períodos de maior volatilidade.

Segundo ele, ferramentas de previsão de demanda e maior visibilidade dos estoques ajudam supermercados e distribuidores a realizar reposições mais precisas, reduzindo perdas, desperdícios e rupturas no abastecimento.

Leite em pó e feijão também registram alta

Além dos legumes, outras categorias importantes da cesta de consumo apresentaram aumento de preços em maio.

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O leite em pó registrou alta de 9%, passando de R$ 40,47 para R$ 44,10. O feijão avançou 5%, enquanto o molho de tomate teve elevação de 3,3% e a água mineral subiu 3,5% no período.

Os resultados reforçam a pressão exercida por produtos básicos sobre a inflação dos alimentos.

Ovos, café, óleo de soja e carne suína ficam mais baratos

Em contrapartida, algumas categorias contribuíram para aliviar os gastos das famílias.

Os ovos apresentaram a maior redução do mês, com queda de 6,5%, fazendo o preço médio por unidade recuar de R$ 0,97 para R$ 0,90.

Também registraram redução de preços:

  • Massas alimentícias secas: -3,0%;
  • Café em pó e em grãos: -2,5%;
  • Carne suína: -1,4%;
  • Açúcar: -1,1%;
  • Óleo de soja: -0,9%.

Entre esses produtos, o óleo de soja foi o único a apresentar queda em todas as regiões brasileiras.

Legumes acumulam alta de mais de 44% em 2026

No acumulado entre dezembro de 2025 e maio de 2026, os legumes permanecem como a categoria com maior valorização no varejo alimentar.

Os preços avançaram 44,2% no período, passando de R$ 5,50 para R$ 7,93.

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Na sequência aparecem:

  • Feijão: 26,5%;
  • Leite UHT: 23,9%;
  • Carne bovina: 6%;
  • Ovos: 6%.

O levantamento evidencia como fatores climáticos continuam exercendo forte influência sobre os preços dos alimentos frescos.

El Niño pode ampliar volatilidade dos preços

Segundo a Neogrid, o mercado segue atento às projeções climáticas para os próximos meses, especialmente diante da possibilidade de consolidação do fenômeno El Niño.

Caso o aquecimento do Oceano Pacífico provoque alterações significativas no regime de chuvas e nas temperaturas, novas oscilações poderão atingir a produção agrícola, principalmente nas cadeias de hortifrútis e lácteos.

Nesse cenário, o fortalecimento da logística, do planejamento de estoques e da gestão da cadeia de abastecimento será fundamental para reduzir os impactos sobre o consumidor.

Sudeste registra maior pressão sobre hortaliças

Na Região Sudeste, os legumes lideraram as altas de preços em maio, com avanço de 14,3%.

Também apresentaram elevação:

  • Feijão: 6,3%;
  • Farinha de mandioca: 4,5%;
  • Leite em pó: 2,9%;
  • Molho de tomate: 2,7%.

Entre as maiores quedas registradas na região estão os ovos (-7,8%), massas alimentícias secas (-2,9%), café (-2,7%), óleo de soja (-2,7%) e leite UHT (-2,6%), amenizando parcialmente a pressão inflacionária sobre a cesta de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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