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Mercados da China e Hong Kong avançam após prorrogação de trégua comercial entre EUA e China

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Os mercados acionários da China e de Hong Kong fecharam em alta nesta terça-feira, impulsionados pela decisão de estender por mais 90 dias a trégua tarifária entre Estados Unidos e China. A medida fortalece a confiança dos investidores em um cenário marcado pela volatilidade nos setores de alimentos, agropecuária e combustíveis.

Confiança do investidor cresce com a prorrogação da trégua comercial

A extensão da trégua comercial, anunciada na segunda-feira, era esperada pelos agentes financeiros. Segundo Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management, essa decisão tranquiliza o mercado diante das negociações que ainda devem durar meses. Além disso, os investidores já começaram a redirecionar a atenção para eventos globais, como a cúpula entre EUA e Rússia.

Mercados chineses sob influência das negociações tarifárias e da inflação global

Nos últimos dias, as bolsas chinesas mostraram tendência de alta ao precificar avanços nas negociações comerciais que buscam reduzir tarifas que impactam diretamente a cadeia produtiva da agropecuária e o custo dos combustíveis. Essa evolução também reflete o impacto da inflação global sobre o preço dos alimentos e insumos.

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Desempenho dos principais índices asiáticos nesta terça-feira
  • Xangai (SSEC): alta de 0,50%, a 3.665 pontos
  • CSI300 (Xangai e Shenzhen): alta de 0,52%, a 4.143 pontos
  • Hong Kong (Hang Seng): alta de 0,25%, a 24.969 pontos
  • Tóquio (Nikkei): alta de 2,15%, a 42.718 pontos
  • Seul (Kospi): queda de 0,53%, a 3.189 pontos
  • Taiwan (Taiex): alta de 0,09%, a 24.158 pontos
  • Cingapura (Straits Times): queda de 0,28%, a 4.220 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): alta de 0,41%, a 8.880 pontos

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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