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Mercados Globais Avançam com Otimismo Econômico; Ibovespa Sobe e Wall Street Mantém Ritmo Moderado
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Ibovespa inicia o dia em alta e acompanha o cenário positivo internacional
O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, opera em alta nesta quarta-feira (29), impulsionado pelo otimismo nos mercados internacionais e por expectativas favoráveis em relação à economia global. Por volta do meio da manhã, o índice avançava cerca de 0,6%, sendo negociado próximo dos 185.900 pontos.
O movimento reflete a melhora no sentimento dos investidores, com destaque para a percepção de maior estabilidade econômica e redução das pressões inflacionárias. Além disso, o mercado brasileiro acompanha o desempenho das bolsas internacionais e as sinalizações de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.
Wall Street mantém tom moderado após decisão do Fed
Em Wall Street, o dia é de cautela e ajustes pontuais. Após o Federal Reserve decidir manter as taxas de juros inalteradas, os principais índices operam com leve alta. O Dow Jones avança cerca de 0,02%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq registram pequenas oscilações positivas, apoiados por resultados de grandes empresas de tecnologia.
O presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que as taxas estão “em um bom patamar”, reforçando a visão de que a política monetária seguirá estável no curto prazo. A fala trouxe certo alívio aos investidores, que agora voltam as atenções para novos dados de emprego e consumo nos Estados Unidos.
Europa acompanha ritmo positivo, mas mantém cautela
As principais bolsas da Europa também iniciaram o dia em alta, refletindo o otimismo com os balanços corporativos e a estabilidade dos juros globais. O CAC 40, de Paris, e o FTSE 100, de Londres, registram ganhos moderados, enquanto o Euro Stoxx 50 mantém trajetória positiva.
Apesar disso, analistas destacam que persistem preocupações com tensões geopolíticas, especialmente envolvendo Estados Unidos e Irã, o que pode trazer volatilidade nos próximos dias.
Mercados asiáticos fecham em alta com impulso da China
Na Ásia, as bolsas encerraram o pregão em campo positivo, com destaque para os avanços na China e em Hong Kong. O índice Hang Seng subiu cerca de 0,5%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,8%.
O movimento foi impulsionado pela decisão das autoridades chinesas de flexibilizar regras para o setor imobiliário, eliminando parte das exigências conhecidas como as “três linhas vermelhas”. A medida animou investidores e elevou as ações de construtoras e do setor de bebidas alcoólicas, que registraram forte valorização ao longo do dia.
Em outras praças asiáticas, o Nikkei, do Japão, teve leve alta de 0,03%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,98%. Já o Taiex, de Taiwan, encerrou em queda de 0,82%, e Sydney teve recuo leve de 0,07%.
Ouro se valoriza e reforça busca por ativos de proteção
O ouro segue em trajetória de alta, com valorização acima de 2% e cotação próxima de US$ 5.543 por onça-troy. O metal precioso tem sido procurado como ativo de proteção, em meio à volatilidade dos mercados e à expectativa de manutenção das taxas de juros por mais tempo nos Estados Unidos.
Perspectivas seguem favoráveis, mas com atenção a riscos
O cenário global segue favorável, com os investidores equilibrando otimismo e cautela. A política monetária dos grandes bancos centrais continua sendo o principal ponto de atenção, ao lado dos balanços corporativos e das tensões geopolíticas.
No Brasil, o desempenho do Ibovespa tende a seguir atrelado ao comportamento dos mercados internacionais e às expectativas para a economia local, enquanto o mercado de commodities segue sustentando parte da confiança dos investidores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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