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Goiás inicia período de semeadura do feijão-comum nesta terça-feira (21/10)

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Início da semeadura do feijão-comum em Goiás

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) informa que o período de semeadura do feijão-comum começa nesta terça-feira, 21 de outubro, um dia após o término do vazio sanitário da cultura. Conforme a Instrução Normativa nº 3/2024, o calendário de semeadura vai até 30 de junho de 2026 e abrange 57 municípios do estado.

O objetivo é controlar pragas, como a mosca-branca e o vírus do mosaico-dourado do feijoeiro, responsáveis por perdas significativas na produção.

Previsão de safra e desempenho da cultura

Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado em 14 de outubro, a produção estadual de feijão-comum para a safra 2025/2026 está estimada em 274,3 mil toneladas, representando crescimento de 2,5% em relação à safra anterior.

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destaca o impacto do trabalho da agência no desempenho da cultura:

“Goiás tem se destacado na produção e produtividade de feijão, graças ao trabalho da defesa agropecuária e ao compromisso dos produtores em seguir as medidas necessárias para garantir a qualidade do produto e fortalecer a economia agrícola do Estado.”

Comprovação da cultivar e fiscalização

De acordo com o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Barros de Macedo, as lavouras plantadas após 14 de junho devem utilizar cultivares de ciclo curto, permitindo a colheita até 19 de setembro, antes do próximo vazio sanitário.

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Durante fiscalizações, o produtor deve manter a nota fiscal da semente utilizada para comprovar a cultivar semeada.

O coordenador do Programa Estadual de Prevenção e Controle de Pragas para a Cultura do Feijoeiro Comum, Maxwell Carvalho de Oliveira, reforça que a IN nº 3/2024 também determina o cadastro obrigatório das áreas de feijão, independentemente do município ou da safra. Para efeitos de registro, a unidade de produção (UP) é considerada a área contígua semeada em intervalo máximo de 15 dias.

O cadastro deve ser realizado no Sistema de Defesa Agropecuário de Goiás (Sidago), disponível no site da Agrodefesa goias.gov.br/agrodefesa, em até 15 dias após a semeadura. O registro só será validado após geração do boleto e confirmação do pagamento da taxa.

Municípios com semeadura obrigatória

O calendário de semeadura e vazio sanitário é obrigatório em 57 municípios: Abadiânia, Água Fria de Goiás, Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Alto Paraíso de Goiás, Alvorada do Norte, Anhanguera, Barro Alto, Bela Vista de Goiás, Buritinópolis, Cabeceiras, Caldas Novas, Caldazinha, Campinaçu, Campo Alegre de Goiás, Catalão, Cavalcante, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Colinas do Sul, Corumbá de Goiás, Corumbaíba, Cristalina, Cumari, Damianópolis, Davinópolis, Flores de Goiás, Formosa, Gameleira de Goiás, Goiandira, Iaciara, Ipameri, Leopoldo de Bulhões, Luziânia, Mimoso de Goiás, Niquelândia, Nova Aurora, Nova Roma, Orizona, Ouvidor, Padre Bernardo, Pires do Rio, Planaltina, Santa Rita do Novo Destino, Santo Antônio do Descoberto, São João d’ Aliança, São Miguel do Passa Quatro, Silvânia, Sítio d’Abadia, Teresina de Goiás, Três Ranchos, Uruaçu, Urutaí, Valparaíso, Vianópolis, Vila Boa e Vila Propício.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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