AGRONEGÓCIO
Mercados globais operam com cautela; energia avança e tecnologia recua, enquanto Ibovespa acompanha volatilidade internacional
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Cautela domina Wall Street e pressiona o setor de tecnologia
As bolsas de valores internacionais encerraram as últimas sessões com forte volatilidade, refletindo a combinação de incertezas sobre os rumos da política monetária global e preocupações com o alto custo dos investimentos em inteligência artificial (IA).
Em Nova York, os principais índices registraram queda: o S&P 500 recuou cerca de 1,2%, o Dow Jones caiu 0,5%, e o Nasdaq perdeu 1,8%, puxado por uma nova onda de realização de lucros em grandes empresas de tecnologia. O movimento também foi influenciado pela expectativa de novos dados econômicos dos Estados Unidos, que podem indicar os próximos passos do Federal Reserve (Fed).
Mesmo com o cenário de aversão ao risco, ações ligadas ao setor de energia e petróleo registraram ganhos. A recuperação do preço do barril, impulsionada por restrições comerciais envolvendo a Venezuela e tensões geopolíticas, trouxe algum equilíbrio aos mercados.
Futuros americanos indicam tentativa de recuperação
Após as perdas da véspera, os contratos futuros das bolsas de Nova York indicam uma leve recuperação nesta quinta-feira (18). O S&P 500 sobe 0,4%, o Dow Jones avança 0,12%, e o Nasdaq se recupera 0,7%, em meio à expectativa de novos indicadores econômicos e possível desaceleração da inflação americana.
Segundo analistas, o movimento de correção é pontual e ainda não representa uma mudança de tendência, já que os investidores permanecem atentos a riscos fiscais e à desaceleração econômica global.
Bolsas asiáticas oscilam com tensões regionais e crise no setor imobiliário
Na Ásia, os mercados encerraram o pregão em direções distintas. O índice Nikkei, do Japão, recuou 1,03%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, teve leve alta de 0,12%. Em Xangai, o SSEC avançou 0,16%, e o CSI300 caiu 0,59%.
Investidores migraram para setores defensivos, como bancos, defesa e energia, após a aprovação pelos Estados Unidos de um pacote bilionário de armas para Taiwan — o maior da história —, o que elevou as tensões regionais. Por outro lado, ações do setor de tecnologia e imobiliário voltaram a cair, pressionadas pela crise de endividamento da incorporadora Vanke.
Em outras praças asiáticas, o Kospi, de Seul, caiu 1,53%, o Taiex, de Taiwan, recuou 0,21%, e o Straits Times, de Cingapura, teve baixa de 0,11%. Em Sydney, o S&P/ASX 200 subiu 0,03%, sustentado por empresas de mineração e energia.
Europa mostra resiliência, mas mantém tom de prudência
As bolsas europeias operam com leve alta nesta quinta-feira, sustentadas pelo bom desempenho de ações de varejo e energia. O índice STOXX 600 registra ganhos moderados, à espera de novas sinalizações dos bancos centrais europeus sobre os juros.
Segundo analistas, o avanço é limitado pela preocupação com o enfraquecimento do consumo no continente e pelos impactos das tensões comerciais entre EUA e China.
Ibovespa acompanha exterior e reflete fatores domésticos
No Brasil, o Ibovespa iniciou o pregão desta quinta-feira (18) em leve baixa, acompanhando o movimento de cautela internacional. O principal índice da B3 operava próximo dos 157.300 pontos, pressionado pela realização de lucros e pelo cenário político doméstico.
Investidores acompanham as novas projeções do Banco Central para o PIB e a inflação, além de discussões em Brasília que podem afetar o ritmo das reformas econômicas.
Entre os destaques corporativos, ações da BB Seguridade, Prio e Guararapes registram movimentações relevantes após anúncios de dividendos e recompras de ações. A Cemig também anunciou a distribuição de R$ 417 milhões em dividendos, reforçando a atratividade do setor elétrico.
Commodities e criptoativos ganham força
O petróleo opera em alta, com o WTI sendo negociado a US$ 56,74 e o Brent a US$ 60,61 por barril. A recuperação é impulsionada por restrições comerciais e tensões geopolíticas, especialmente na América do Sul e Oriente Médio.
Entre os metais, o ouro e a prata seguem valorizados, com investidores buscando proteção em meio à instabilidade dos mercados de ações. No mercado de criptoativos, o Bitcoin se mantém próximo de US$ 87 mil, refletindo o comportamento de cautela e a busca por diversificação de portfólio.
Perspectivas para o fim do ano
Especialistas destacam que, apesar da volatilidade recente, o cenário pode favorecer uma recuperação gradual até o fim do ano, especialmente em setores menos expostos à tecnologia e IA. As expectativas para 2026 apontam para um ambiente mais seletivo, no qual estratégias de stock picking podem ganhar relevância.
O mercado deve seguir atento à política monetária internacional e às sinalizações fiscais nos principais países, fatores que devem definir o ritmo de retomada global nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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