AGRONEGÓCIO
Minerva Foods impulsiona capacitação de mais de 30 mil colaboradores com plataforma global de aprendizagem corporativa
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A Minerva Foods, uma das líderes em exportação de carne bovina na América do Sul, está reforçando sua estratégia de desenvolvimento de pessoas por meio de uma plataforma global de aprendizagem corporativa. A iniciativa já impacta mais de 30 mil colaboradores distribuídos em diversos países e integra tecnologia, cultura organizacional e performance operacional.
A solução, chamada Minerva Co, foi desenvolvida em parceria com a Edusense, unidade do DOT Digital Group, e já registra mais de 37 mil acessos e índice de engajamento de 85% nos primeiros cinco meses de operação.
Aprendizagem como diferencial competitivo no setor de alimentos
Em um cenário de forte competitividade global, margens pressionadas e exigências regulatórias crescentes, a capacitação de equipes passou a ser tratada como fator estratégico para a sustentabilidade dos negócios.
Segundo a empresa, o objetivo da plataforma é transformar a cultura de aprendizagem e conectar desenvolvimento humano diretamente à estratégia corporativa.
“A Minerva é uma empresa global, com realidades muito distintas. Precisávamos construir uma solução que tivesse valor real para o colaborador e criasse uma cultura de aprendizagem onde ela ainda não existia”, explica Carlos Eduardo, Global Corporate Learning Coordinator da Minerva Foods.
Diagnóstico revelou desafios culturais e de engajamento
Antes da implementação, a companhia realizou um estudo com mais de 1.000 colaboradores em 13 países e 30 áreas de atuação.
O levantamento identificou um desalinhamento entre percepção de líderes e colaboradores sobre desenvolvimento profissional. Enquanto gestores acreditavam em baixo interesse por capacitação, colaboradores apontavam falta de incentivo, tempo e acesso como principais barreiras.
O diagnóstico também mostrou que o desafio ia além da oferta de treinamentos, envolvendo cultura, comunicação e experiência de aprendizagem.
“Não era apenas conteúdo, mas a forma como a aprendizagem estava estruturada. Era necessário redesenhar toda a jornada”, destaca Carlos Eduardo.
Tecnologia e experiência como pilares da plataforma
A Edusense foi responsável pelo desenvolvimento da Minerva Co com foco em experiência do usuário e acessibilidade para diferentes perfis de colaboradores.
“A aprendizagem precisa ser relevante e integrada ao dia a dia. Não adianta ter conteúdo se o acesso não é simples”, afirma Vinicius Arakaki, cofundador da Edusense.
Entre os diferenciais da plataforma estão:
- Acesso mobile otimizado para equipes operacionais
- Estrutura adaptada para diferentes níveis de formação
- Ambientes físicos de apoio nas unidades industriais (“Salas Minerva Co”)
- Experiência integrada entre carreira, aprendizado e desempenho
Plataforma estrutura trilhas estratégicas de capacitação
A Minerva Co foi organizada em um ecossistema de aprendizagem conectado aos objetivos do negócio, com trilhas específicas de desenvolvimento:
- Escola de nova jornada: Integração de novos colaboradores, trainees e vendedores.
- Escola de negócios: Formação técnica e estratégica para áreas-chave da companhia.
- Escola de liderança: Desenvolvimento de gestores com foco em performance e gestão de equipes.
- Escola de eficiência operacional: Capacitação em metodologias como Lean Six Sigma, produtividade e qualidade.
- Power skills: Desenvolvimento de competências comportamentais, emocionais e sociais.
A estrutura conecta aprendizagem, carreira e performance, criando um fluxo contínuo de desenvolvimento dentro da organização.
Resultados iniciais mostram alta adesão global
Em apenas cinco meses, a plataforma já apresenta resultados expressivos:
- 37.954 acessos registrados
- 85% de engajamento dos usuários
- Presença ativa em 18 países
Os indicadores reforçam a adesão da iniciativa e sua capacidade de integração entre diferentes culturas e operações globais.
Cultura de aprendizagem como ativo estratégico
Além dos resultados quantitativos, a Minerva Co busca consolidar uma cultura de aprendizagem contínua, baseada em protagonismo e aplicação prática do conhecimento no dia a dia.
“O objetivo é gerar impacto real no negócio. Quando o colaborador percebe valor, o engajamento acontece naturalmente”, afirma Carlos Eduardo.
Tendência no setor de alimentos
O projeto reforça uma tendência crescente no agronegócio e na indústria de alimentos: a transformação da educação corporativa em ferramenta estratégica de competitividade.
Ao integrar tecnologia, gestão de pessoas e performance operacional, iniciativas como a da Minerva Foods demonstram como o desenvolvimento humano se tornou um dos principais pilares para sustentar crescimento global em setores altamente competitivos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas
A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.
O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.
A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.
Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.
No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.
Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.
A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.
O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.
As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.
Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.
Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.
A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.
Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.
A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.
No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.
Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.
O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.
Fonte: Pensar Agro
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