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Monitoramento digital na pecuária cresce 162% e impulsiona gestão de bovinos no Brasil

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A adoção de tecnologias de monitoramento e identificação animal vem acelerando a transformação digital na pecuária brasileira. Dados da MSD Saúde Animal apontam que o número de propriedades que utilizam o sistema SenseHub cresceu 162% entre 2023 e 2025, alcançando mais de 900 fazendas no país e mais de 165 mil animais monitorados.

O avanço indica uma mudança estrutural no manejo bovino, que deixa de depender exclusivamente da observação visual e passa a incorporar sensores, conectividade e análise de dados em tempo real.

Pecuária entra na era da tomada de decisão baseada em dados

O uso de tecnologias como coleiras inteligentes, identificadores eletrônicos (RFID) e balanças automatizadas permite o acompanhamento individualizado do rebanho, com coleta contínua de informações sobre saúde, reprodução, comportamento e desempenho produtivo.

Segundo a diretora da unidade de ruminantes da MSD Saúde Animal, Laura Villarreal, a tecnologia vai além da automação e se torna uma ferramenta estratégica de gestão.

“A tecnologia no campo não serve apenas para automatizar processos, mas para aprimorar a tomada de decisão, baseando-a em evidências e não em suposições”, afirma.

Crescimento também avança em volume de animais monitorados

Além da expansão no número de propriedades, o uso da plataforma também cresce em escala. Entre 2024 e 2025, houve aumento de 34% no total de animais acompanhados pelo sistema da companhia no Brasil.

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O sistema permite análises detalhadas sobre indicadores como estresse térmico, desempenho reprodutivo, rotina de ordenha e padrões de comportamento, contribuindo para decisões mais precisas dentro das fazendas.

Tecnologia melhora eficiência e rastreabilidade da produção

A digitalização do manejo também atende às exigências crescentes dos mercados internacionais, especialmente em relação à rastreabilidade e segurança da cadeia produtiva.

De acordo com a MSD Saúde Animal, o uso de dados estruturados permite maior controle sanitário e melhora o desempenho produtivo dos rebanhos, com impactos diretos na rentabilidade.

Identificação animal e suporte técnico ampliam adoção

A companhia também atua na produção de sistemas de identificação animal, com mais de 500 milhões de dispositivos fabricados anualmente e presença em mais de 26 países.

Para apoiar a implementação das tecnologias nas fazendas, a empresa mantém equipes técnicas e programas de Customer Success, com foco na capacitação dos produtores para interpretação dos dados gerados.

Treinamentos contínuos são realizados para garantir o uso adequado das ferramentas e transformar informações em decisões práticas no campo.

Sustentabilidade e produtividade como pilares da pecuária digital

Segundo a empresa, o avanço das soluções digitais no campo está diretamente relacionado a três pilares: bem-estar animal, eficiência produtiva e sustentabilidade.

“Os produtores entenderam isso e, cada vez mais, buscam ferramentas para otimizar a gestão, a produção e, consequentemente, a rentabilidade do negócio”, destaca Laura Villarreal.

Com isso, a pecuária brasileira avança para um modelo mais tecnificado, no qual dados e conectividade passam a ser elementos centrais da gestão rural.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 preocupa setor suinícola e pode elevar custos de produção, alerta presidente da ACCS

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A proposta de substituição da escala de trabalho 6×1 pelo modelo 5×2 continua gerando debates entre representantes do setor produtivo brasileiro. No agronegócio, especialmente nas cadeias ligadas à produção animal, a medida é vista com preocupação devido à necessidade de operações contínuas ao longo de todo o ano.

O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, avalia que a alteração poderá gerar impactos significativos nos custos operacionais das empresas, afetando diretamente a competitividade da produção nacional.

Segundo o dirigente, atividades como a suinocultura, que exigem monitoramento permanente dos animais, manejo diário e funcionamento ininterrupto das estruturas produtivas, enfrentariam desafios adicionais para adequar suas equipes ao novo regime de trabalho.

Produção animal exige operação contínua

A preocupação do setor está relacionada à necessidade de manter a mesma capacidade operacional em atividades que funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana.

Na avaliação da ACCS, a redução da jornada exigiria a contratação de novos trabalhadores para suprir a demanda de horas produtivas, elevando despesas com salários, encargos trabalhistas e gestão de pessoal.

Para os produtores, especialmente os de menor porte, o aumento dos custos poderá representar uma pressão adicional em um cenário já marcado por margens reduzidas e elevada volatilidade dos custos de produção.

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Possível impacto nos preços ao consumidor

De acordo com Losivanio, parte dos custos adicionais gerados pela nova configuração trabalhista tende a ser incorporada ao preço final dos produtos.

O dirigente argumenta que o aumento das despesas operacionais poderá atingir diversos segmentos da economia, incluindo a cadeia de proteínas animais, influenciando os preços pagos pelos consumidores.

A avaliação do setor é que qualquer alteração estrutural no mercado de trabalho precisa considerar os impactos sobre a competitividade das empresas e sobre a sustentabilidade financeira das atividades produtivas.

Mercado de trabalho também está no centro do debate

Outro ponto destacado pelo presidente da ACCS refere-se aos possíveis reflexos da medida sobre o mercado de trabalho.

Segundo ele, embora a redução da jornada possa ampliar o tempo livre dos trabalhadores, eventuais aumentos no custo de vida decorrentes do encarecimento dos produtos poderiam reduzir o poder de compra das famílias.

O dirigente também avalia que empresas poderão buscar novas formas de adequar suas estruturas de custos, o que poderá influenciar futuras contratações e políticas salariais em alguns setores.

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Competitividade internacional preocupa setor produtivo

A ACCS também demonstra preocupação com a competitividade do Brasil diante de países vizinhos que vêm implementando políticas voltadas à atração de investimentos.

Na visão da entidade, fatores como carga tributária, legislação trabalhista, custos operacionais e segurança jurídica influenciam diretamente as decisões empresariais sobre expansão, investimentos e geração de empregos.

Para o setor produtivo, a manutenção de um ambiente competitivo é considerada fundamental para preservar a capacidade de crescimento da indústria e do agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Debate sobre jornada segue em pauta

A discussão sobre mudanças na jornada de trabalho envolve diferentes setores da sociedade e reúne argumentos relacionados à qualidade de vida dos trabalhadores, produtividade, geração de empregos e competitividade econômica.

No agronegócio, entidades representativas defendem que qualquer alteração nas regras trabalhistas considere as particularidades das atividades rurais e das cadeias de produção animal, que demandam operação contínua e planejamento de longo prazo.

Enquanto o debate avança no cenário político e econômico, produtores, indústrias e trabalhadores acompanham atentamente os possíveis desdobramentos da proposta e seus impactos sobre a economia brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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