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Movimento Carne do Futuro amplia atuação e apresenta novos embaixadores para diálogo com a sociedade

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Novos embaixadores reforçam estratégia do movimento

O Movimento Carne do Futuro é Animal anuncia a chegada de três novos embaixadores: Richard Rasmussen, biólogo e comunicador; Marcelo Bolinha, açougueiro e churrasqueiro de referência nacional; e Dr. Alexandre Duarte, médico especialista em metabolismo humano e alimentação.

A iniciativa busca ampliar o diálogo do movimento com produtores, consumidores e sociedade, reforçando a comunicação sobre produção de carne responsável, consumo consciente e saúde.

Alcance ampliado e presença digital

Segundo o movimento, os novos embaixadores somam quase 5 milhões de seguidores nas redes sociais, fortalecendo o alcance das mensagens e permitindo que debates técnicos e culturais sobre carne atinjam um público mais amplo, além do circuito tradicional do agronegócio.

Para Luciano Resende, porta-voz do movimento:

“O consumo de carne segue relevante no Brasil e no mundo, mas o debate público se tornou raso e polarizado. Ter vozes com credibilidade e conhecimento técnico é fundamental para levar informação de qualidade e aproximar o consumidor da realidade de quem produz”.

Primeira ativação presencial durante o Simpósio Nutripura

A estreia dos novos embaixadores será no 12º Simpósio Nutripura, que ocorrerá entre 19 e 21 de março, em Rondonópolis e Cuiabá. Durante o evento, eles participarão de debates com pesquisadores e especialistas, abordando temas de saúde, sustentabilidade e cultura alimentar, que também serão aprofundados em canais digitais ao longo do ano.

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Movimento reforça papel de elo entre campo e sociedade

Com a chegada de Rasmussen, Bolinha e Duarte, o Movimento Carne do Futuro é Animal consolida sua atuação como ponte entre produtores e consumidores, promovendo um debate mais informado, responsável e conectado à realidade da produção de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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