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Município capixaba movimenta mercado de ovos de codorna e galinha no país

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Brasília (03/12/2021) Em 2020, o Brasil produziu mais de 61 bilhões de ovos de galinha e de codorna, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O município de Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo, lidera o ranking nacional. Por dia, são produzidos 15 milhões de ovos comerciais.  

“Para nós produtores é uma imensa alegria saber que estamos ajudando a levar um alimento de extrema qualidade até a mesa do consumidor”, afirmou o avicultor Renato Guilherme Potratz.

A história da família Potratz em Santa Maria de Jetibá começou em 1931. “A propriedade foi adquirida pelo meu avô Guilherme Potratz e foi passada para o meu pai. Hoje sou a terceira geração e quero dar continuidade a essa história”, afirmou o produtor.

A criação de ovos de codorna na propriedade passou por diversas mudanças. O trabalho que antes era manual se tornou automatizado. A tecnologia foi fundamental para lidar com as 125 mil aves. “Otimizei espaço e mão de obra e me adequei às leis vigentes”, disse Renato.

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Na criação de aves e na produção de ovos comerciais, as boas práticas de manejo são seguidas à risca pelos produtores rurais. De acordo com Renato Potratz, todos os cuidados são importantes para garantir uma boa qualidade de vida para as aves.

O trabalho conjunto e a sucessão familiar foram fundamentais para o destaque de Santa Maria de Jetibá no cenário nacional de ovos. Segundo dados do IBGE, o município é responsável por 23,7% dos ovos de codorna e 7,8% dos ovos de galinha produzidos no Brasil.

“A representatividade na geração de emprego e renda e na economia do município é ímpar. É inegável a influência da avicultura na região”, destacou a secretária Municipal de Agropecuária, Rafaela Tesch.

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (FAES), Júlio Rocha, a avicultura de postura é uma atividade que precisa ser tecnificada para oferecer margem de lucro e desenvolvimento socioeconômico. “Hoje o município é o principal abastecedor os grandes centros, como Vitória, e também gera excedentes para a exportação do estado”, disse.

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Veja a reportagem que foi ao ar no programa Nosso Agro:

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Fonte: CNA Brasil

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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