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Nutrição personalizada: bezerros, novilhas e vacas em lactação têm necessidades alimentares distintas

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Animais em diferentes estágios de vida demandam nutrientes distintos. Um bezerro em crescimento não precisa do mesmo aporte nutricional que uma vaca em lactação, por exemplo. Durante muito tempo, a pecuária brasileira aplicou um modelo de alimentação uniforme, prejudicando desempenho, produtividade e saúde dos rebanhos.

A tendência da nutrição personalizada vem mudando essa realidade, ajustando a dieta de acordo com a idade e etapa de vida do animal, garantindo maior eficiência produtiva.

Inteligência nutricional aplicada à pecuária

A Master Nutrição, do grupo SRX Holdings, lidera a introdução desse conceito no Brasil. José Loschi, fundador da SRX Holdings, destaca que “cada fase da vida do animal exige um aporte específico de nutrientes. Ao respeitar essas necessidades, conseguimos garantir ganho de peso saudável, melhor conversão alimentar, longevidade produtiva e um impacto positivo nos custos da fazenda.”

Tecnologia e acompanhamento técnico aumentam competitividade

Segundo Loschi, a combinação de tecnologia, acompanhamento técnico e fórmulas exclusivas permite maximizar o potencial do rebanho. “O diferencial está em unir ciência e gestão para que cada animal receba exatamente o que precisa em cada fase”, explica.

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Redução de desperdícios e sustentabilidade

Além de melhorar a produtividade, a personalização da dieta reduz desperdícios e otimiza o uso de insumos, aspecto cada vez mais valorizado em um setor pressionado por custos e pela demanda por sustentabilidade.

“O produtor que entende que um bezerro, uma novilha em crescimento e um bovino em lactação têm necessidades completamente diferentes passa a investir de forma assertiva, deixando de gastar com o que não traz resultado”, conclui Loschi.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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