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Óleo de soja ganha força e se equipara ao farelo na margem da indústria

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A indústria de esmagamento de soja vive um momento inédito. Pela primeira vez em anos, o óleo de soja praticamente se igualou ao farelo na composição da margem de lucro do setor. Dados de 11 de setembro apontam que o óleo respondeu por 49% da margem, enquanto o farelo ficou com 51%. Historicamente, o farelo sempre manteve ampla liderança, com média anual de 62,2%, contra 37,8% do óleo.

Biodiesel impulsiona valorização do óleo de soja

O crescimento expressivo da demanda por biodiesel tem sido o principal motor dessa mudança. A procura aquecida pressiona os preços do óleo e aumenta sua relevância na cadeia produtiva. O produto, tradicionalmente secundário frente ao farelo, ganha novo protagonismo como insumo energético.

Mercado externo e câmbio fortalecem competitividade

Além do mercado interno, as exportações de óleo de soja seguem em ritmo acelerado, favorecidas por fatores cambiais que ampliam a competitividade brasileira no cenário global. Esse movimento sustenta a valorização e reforça o papel estratégico do óleo na rentabilidade da indústria.

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Farelo enfrenta estabilidade nas cotações

Enquanto isso, o farelo de soja, amplamente utilizado na nutrição animal, apresenta estabilidade nos preços. Essa condição limita seu avanço na participação da margem, mantendo-o como peça-chave do setor, mas sem ganhos significativos no curto prazo.

Impactos para a indústria e perspectivas

O equilíbrio atual entre óleo e farelo deve influenciar diretamente as decisões de esmagamento, o planejamento logístico e as estratégias de comercialização da soja. A nova configuração também pode impulsionar investimentos no setor de biodiesel, reforçando o papel do óleo como motor de transformação dentro da cadeia.

Apesar de o farelo continuar como insumo essencial para a produção de proteínas animais, a maior competitividade do óleo de soja sinaliza uma mudança estrutural nas dinâmicas de rentabilidade industrial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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