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Panorama 2025 revela envelhecimento da frota agrícola e aponta tendências de modernização no campo

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O Panorama Setorial de Máquinas Agrícolas 2025, elaborado pela consultoria [BIM]³ – Boschi Inteligência de Mercado, apresenta o retrato mais completo já realizado sobre a frota de máquinas agrícolas no Brasil. O levantamento revela uma frota com idade média de 15 anos, clara intenção de renovação por parte dos produtores, oportunidades crescentes de locação e sinais de transição tecnológica e energética no campo.

Segundo as projeções, até 2030 o Brasil deve alcançar uma frota de 1,8 milhão de unidades, distribuídas em 1,48 milhão de tratores, 231 mil colheitadeiras e 89 mil pulverizadores.

Metodologia garante precisão do estudo

O levantamento envolveu mais de 700 entrevistas presenciais e remotas entre fevereiro e julho de 2025, com margem de erro de 3,4 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Foram contempladas propriedades de diferentes portes em todas as regiões do país, com recorte para culturas como milho, soja, trigo, cana-de-açúcar, café, algodão e arroz.

“É a pesquisa mais completa já desenvolvida para compreender o presente e projetar o futuro da mecanização agrícola no país”, afirma Luis Vinha, sócio-diretor da [BIM]³.

Retrato da frota agrícola em 2025

O estudo estima que a frota circulante atual seja de 1,65 milhão de máquinas, sendo 1,35 milhão de tratores, 217 mil colheitadeiras e 82,5 mil pulverizadores. A idade média é de 18 anos para tratores, 10 para colheitadeiras e 8 para pulverizadores. Mais da metade das máquinas em operação tem mais de 15 anos, evidenciando o desafio da renovação tecnológica no campo.

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Perfil dos tomadores de decisão

A compra de máquinas agrícolas no Brasil ainda é altamente concentrada, mas novas gerações já ocupam espaço. A Geração X responde por 39% das decisões, seguida pela Geração Y (24%), Geração Z (15%) e Baby Boomers (12%).

Embora a maioria das aquisições seja feita por proprietários ou familiares, há destaque crescente da participação feminina em algumas culturas, como o café, onde 18% das decisões já são lideradas por mulheres.

Uso por cultura e expansão de equipamentos

Os tratores têm presença praticamente universal nas culturas analisadas. Já as colheitadeiras aparecem em 55% da soja, 45% do milho e 35% do algodão. No caso dos pulverizadores, o índice é de 30% na soja e 25% no milho.

“O comportamento mostra que quanto maior o valor agregado do equipamento, menor a presença no campo”, explica Gregori Boschi, sócio-diretor da [BIM]³.

Locação ganha espaço e produtores planejam renovar

A locação desponta como alternativa estratégica: 11% das propriedades alugam tratores, 38% recorrem à locação de colheitadeiras e 19% utilizam pulverizadores alugados. Além disso, 55% dos entrevistados afirmaram planejar a compra de novas máquinas nos próximos dois anos, reforçando a intenção de renovação.

Crédito ainda é gargalo para modernização

Apesar da demanda, o financiamento continua sendo um entrave. A maioria dos produtores recorre a bancos estatais, mas a burocracia atrasa processos e dificulta a renovação da frota. Esse cenário favorece a expansão da locação e abre espaço para soluções financeiras mais ágeis.

“O crédito precisa acompanhar o novo ciclo de modernização do campo”, reforça Boschi.

Avanços tecnológicos e novas demandas

Os produtores já utilizam recursos como GPS, telemetria e agricultura de precisão, mas esperam máquinas ainda mais inteligentes e conectadas. Entre os desejos mais citados estão cabines tecnológicas, câmbio automático, sensores de ajuste em tempo real, pulverização de alta precisão e até soluções autônomas.

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Transição energética no agronegócio

O diesel segue como combustível predominante, mas há sinais de mudança: o etanol já aparece como alternativa em 19% das colheitadeiras e 13% dos pulverizadores, enquanto o biometano desponta com até 11% de intenção de uso em alguns segmentos.

Pós-venda e reputação das marcas

A pesquisa mostra que a manutenção preventiva é feita internamente em 64,8% das propriedades, evidenciando a autossuficiência do produtor. Nas corretivas, concessionárias e oficinas independentes têm maior participação.

Na avaliação das marcas, a John Deere lidera em presença e satisfação, seguida por Jacto e Case IH.

Perspectivas para 2030

Ao cruzar os dados, o estudo revela um setor em transição: frota envelhecida, alta intenção de renovação, entraves de crédito, maior adoção da locação e crescente apetite por tecnologia. Até 2030, a projeção é de que o Brasil conte com 1,8 milhão de máquinas agrícolas em operação, consolidando um cenário de modernização gradual e diversificação de modelos de acesso.

“O Panorama 2025 transforma dados em inteligência aplicada, antecipando tendências e apoiando decisões estratégicas de toda a cadeia do agronegócio”, conclui Boschi.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro tem até dia 30 para escolher tributação que pode alterar competitividade em 2027

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Empresas do agronegócio enquadradas no Simples Nacional têm até 30 de outubro para decidir se manterão o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) dentro do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) ou se recolherão os dois tributos pelo regime regular a partir de janeiro de 2027. A escolha poderá afetar o valor dos créditos aproveitados pelos clientes e, consequentemente, a competitividade dos fornecedores.

Quem não fizer a opção continuará automaticamente no modelo tradicional, com IBS e CBS incluídos no DAS. A mudança interessa principalmente às empresas que vendem para cooperativas, indústrias, exportadores e outros compradores que aproveitam créditos tributários.

Essa limitação pode pesar na negociação. Uma cerealista, agroindústria ou fornecedora de insumos que gere pouco crédito poderá se tornar menos atraente para compradores empresariais, sobretudo quando concorrer com fornecedores capazes de transferir créditos maiores.

A alternativa prevista na reforma tributária é permanecer no Simples Nacional para os demais tributos, mas calcular IBS e CBS pelo regime regular. É o chamado modelo híbrido. A empresa continua recolhendo pelo DAS os tributos que permanecerem no Simples, enquanto apura IBS e CBS separadamente.

Nesse modelo, poderá aproveitar os créditos permitidos sobre máquinas, equipamentos, energia, serviços e outros bens e insumos adquiridos. Também poderá gerar créditos pelo regime regular para seus clientes. Em contrapartida, terá mais obrigações fiscais, necessidade de controlar entradas e saídas e possível aumento do custo contábil.

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Por isso, não existe uma resposta única para o agronegócio. Manter IBS e CBS dentro do Simples pode continuar sendo vantajoso para empresas que vendem principalmente ao consumidor final, possuem poucos gastos capazes de gerar créditos e valorizam uma operação tributária mais simples.

Já a apuração pelo regime regular merece ser simulada por empresas que vendem predominantemente a outras pessoas jurídicas, realizam investimentos elevados ou compram grande quantidade de insumos tributados. Nesses casos, os créditos podem compensar parte do aumento da burocracia e preservar a competitividade comercial.

A conta também precisa incluir os tratamentos diferenciados concedidos ao setor. A legislação prevê redução de 60% das alíquotas de IBS e CBS para determinados produtos agropecuários, aquícolas, pesqueiros, florestais e extrativistas in natura, além de insumos agropecuários incluídos nas listas legais. Há ainda operações sujeitas a alíquota zero, diferimento ou créditos presumidos.

Esses benefícios, entretanto, não alcançam automaticamente toda empresa ligada ao agronegócio. A aplicação depende do produto, da operação, da classificação fiscal e das condições previstas na legislação. Uma empresa pode ter receitas submetidas a tratamentos diferentes dentro da mesma atividade.

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A decisão, portanto, não deve considerar apenas o percentual atualmente pago no DAS. É necessário comparar o valor total dos tributos, os créditos aproveitáveis nas compras, os créditos transferidos aos clientes, o perfil das vendas, o efeito sobre os preços, o fluxo de caixa e o custo adicional de cumprimento das obrigações fiscais.

A Receita Federal informa que a opção pelo regime regular de IBS e CBS poderá ser feita até 30 de outubro de 2026. Quem não optar continuará recolhendo os dois tributos dentro do Simples. A escolha poderá ser cancelada entre 3 de novembro e 20 de dezembro. Haverá uma nova oportunidade em março de 2027, com efeitos a partir de julho.

Para as empresas do agro, o Simples não deixou de ser uma boa opção. O que terminou foi a segurança de escolhê-lo apenas porque a alíquota parece menor. A partir de 2027, o crédito tributário concedido ao comprador pode ser tão importante quanto o imposto pago pelo fornecedor.

Fonte: Pensar Agro

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