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Pará bate recorde na movimentação portuária e consolida corredor logístico estratégico da Amazônia

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O Pará alcançou um novo recorde na movimentação portuária em 2025 e reforçou sua posição como um dos principais polos logísticos do agronegócio nacional. O estado movimentou 127,7 milhões de toneladas de cargas ao longo do ano, volume que representa cerca de 9% de toda a carga transportada pelos portos brasileiros.

O desempenho expressivo é impulsionado principalmente pelo Porto de Vila do Conde, localizado em Barcarena, e fortalece o protagonismo do chamado Arco Norte no escoamento de commodities agrícolas e minerais destinadas ao mercado internacional.

Atualmente, o Pará concentra aproximadamente 77% de toda a movimentação portuária da Região Norte, consolidando o corredor amazônico como uma rota cada vez mais competitiva para exportação.

Terminais privados ampliam eficiência logística

O avanço operacional registrado no estado está diretamente relacionado à atuação dos terminais privados, que possuem maior flexibilidade para ampliar estruturas e adequar operações conforme o crescimento da demanda.

Diferentemente dos portos públicos, esses terminais conseguem implementar expansões de maneira mais rápida, reduzindo gargalos logísticos e aumentando a capacidade de escoamento das cargas.

Essa dinâmica vem garantindo maior competitividade ao corredor logístico amazônico, especialmente diante da crescente demanda internacional por commodities brasileiras.

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Integração entre rios e rodovias fortalece competitividade

Outro fator decisivo para o crescimento do Pará é o modelo logístico integrado da região, que combina transporte rodoviário e hidroviário.

Segundo Flávio Acatauassú, presidente da Amport, o uso intensivo da navegação fluvial aumenta significativamente a eficiência operacional do corredor amazônico.

“Quando mais da metade da operação acontece pelos rios, utilizando o modal mais eficiente, barato e sustentável, o corredor amazônico se torna mais competitivo do que outras rotas logísticas do país”, afirma.

O transporte hidroviário vem sendo considerado estratégico para reduzir custos logísticos, ampliar a capacidade operacional e melhorar o fluxo de exportações pelo Norte do país.

Tecnologia impulsiona operações nos portos amazônicos

A modernização tecnológica também tem desempenhado papel importante no avanço da infraestrutura portuária paraense.

Sistemas de monitoramento fluvial permitem acompanhar fatores como velocidade das marés e profundidade dos rios, possibilitando maior previsibilidade operacional e segurança para a navegação.

De acordo com Flávio Acatauassú, as tecnologias já permitem prever o comportamento dos corpos hídricos com maior precisão, favorecendo a circulação de embarcações em áreas mais sensíveis dos rios amazônicos.

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Além disso, os terminais vêm ampliando investimentos em operações de transshipment, modelo de transbordo realizado diretamente nos rios sem necessidade de atracação em terra.

Nesse sistema, estruturas flutuantes permitem a transferência de cargas entre barcaças e navios, reduzindo custos operacionais e ampliando a capacidade logística dos portos da região.

Expansão do Arco Norte exige novos investimentos

Com o crescimento contínuo das exportações e o aumento da demanda internacional por commodities, o Pará avança para consolidar sua posição como um dos principais eixos logísticos do Brasil.

Especialistas do setor avaliam, no entanto, que a continuidade desse crescimento dependerá de investimentos permanentes em infraestrutura hidroviária, inovação tecnológica e políticas públicas voltadas à navegabilidade dos rios amazônicos.

A ampliação da capacidade logística da Região Norte é considerada estratégica para garantir maior eficiência no escoamento da produção brasileira e sustentar a competitividade do agronegócio nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra recorde pode transformar o Brasil em potência energética global, avalia CEO da Fex Agro

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O crescimento da produção agrícola brasileira pode representar muito mais do que ganhos para o agronegócio. Em um cenário global marcado por tensões geopolíticas, desafios energéticos e busca por fontes renováveis, o Brasil reúne condições para ampliar seu protagonismo internacional e consolidar-se como uma das principais potências energéticas do mundo.

A avaliação é de Daniel Barbosa, CEO da Fex Agro, que analisa os impactos da safra recorde brasileira e o potencial de integração entre agricultura, segurança alimentar e produção de energia renovável.

Segundo o executivo, as recentes instabilidades no Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo consumido globalmente — reforçam a necessidade de diversificação das fontes energéticas e elevam a importância de países capazes de oferecer alternativas sustentáveis e em larga escala.

“Em um ambiente de maior incerteza geopolítica, países que conseguem combinar produção agrícola, energia renovável e previsibilidade passam a ocupar uma posição cada vez mais estratégica no cenário internacional”, destaca Barbosa.

Safra de grãos deve atingir novo recorde histórico

Os números mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reforçam o potencial brasileiro. A estimativa para a safra 2025/26 aponta produção de aproximadamente 358 milhões de toneladas de grãos, estabelecendo um novo recorde nacional.

A soja continua sendo o principal destaque da agricultura brasileira. A projeção é de uma colheita próxima de 180 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como maior produtor mundial da oleaginosa.

Para especialistas do setor, o volume crescente de produção amplia não apenas a capacidade exportadora do país, mas também fortalece cadeias ligadas aos biocombustíveis, como biodiesel, etanol, biometano e combustível sustentável de aviação (SAF).

Plano Safra será decisivo para a próxima temporada

O setor também acompanha com expectativa o anúncio do Plano Safra 2025/26, previsto para o início de julho.

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Em um ambiente de juros elevados e maior rigor na concessão de crédito, produtores rurais, cooperativas e entidades representativas aguardam definições sobre o volume de recursos disponíveis, taxas de financiamento, programas de investimento e incentivos voltados à inovação e sustentabilidade.

De acordo com Daniel Barbosa, a estrutura do próximo Plano Safra terá papel fundamental na manutenção da competitividade do agronegócio brasileiro e na capacidade de financiamento da nova temporada agrícola.

Seguro rural ganha importância diante dos riscos climáticos

Outro tema que vem ganhando espaço nas discussões do setor é o fortalecimento das políticas de seguro rural.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem defendido a ampliação dos recursos destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), além de maior previsibilidade orçamentária e expansão da cobertura para mais produtores e culturas.

O objetivo é reduzir a exposição dos agricultores aos eventos climáticos extremos, cuja frequência tem aumentado nos últimos anos, fortalecendo a gestão de riscos e a segurança dos investimentos no campo.

Milho amplia protagonismo na matriz energética

Além da soja, o milho também assume papel cada vez mais relevante na estratégia energética brasileira.

A Conab projeta produção próxima de 132 milhões de toneladas na safra 2025/26, mantendo o Brasil entre os maiores produtores e exportadores mundiais do cereal.

Segundo Daniel Barbosa, o avanço das usinas de etanol de milho, especialmente no Centro-Oeste, representa uma transformação estrutural importante para o agronegócio nacional.

“O milho deixa de ser apenas uma commodity agrícola para assumir posição estratégica na produção de energia renovável. Isso fortalece a agregação de valor dentro do país e amplia a relevância do Brasil na transição energética global”, afirma o CEO da Fex Agro.

Custos elevados e crédito mais seletivo desafiam produtores

Apesar das perspectivas positivas, o cenário econômico continua exigindo atenção dos produtores rurais.

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Custos elevados com fertilizantes, defensivos agrícolas, logística e despesas financeiras seguem pressionando as margens em diversas regiões produtoras.

Ao mesmo tempo, a recomposição dos estoques globais e o aumento da oferta em importantes países exportadores reduziram parte da sustentação dos preços agrícolas observada nos últimos ciclos.

Nesse contexto, eficiência operacional, gestão de riscos e planejamento comercial tornam-se fatores cada vez mais determinantes para a rentabilidade das propriedades rurais.

China segue como fator decisivo para a soja brasileira

No mercado internacional, a soja continua fortemente dependente da demanda chinesa.

Como principal destino das exportações brasileiras, a China permanece exercendo influência significativa sobre preços, fluxos comerciais e expectativas do setor.

Para analistas, em um ambiente geopolítico mais complexo e fragmentado, previsibilidade comercial e diversificação de mercados tendem a ganhar importância crescente.

Brasil reúne condições únicas para liderar a transição energética

Na avaliação de Daniel Barbosa, poucos países conseguem reunir simultaneamente expansão agrícola, abundância de recursos naturais, liderança em biocombustíveis e uma matriz energética predominantemente renovável.

Segundo ele, o desafio dos próximos anos não será apenas aumentar a produção agropecuária, mas transformar essa escala produtiva em ganhos sustentáveis de competitividade, geração de renda e protagonismo global.

Se conseguir avançar nessa direção, o Brasil poderá consolidar uma posição estratégica em um mundo que busca simultaneamente segurança energética, estabilidade no abastecimento e redução das emissões de carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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