AGRONEGÓCIO
Soja: demanda externa sustenta mercado, mas realização de lucros limita avanços em Chicago
AGRONEGÓCIO
Soja oscila entre suporte da demanda externa e realização de lucros; mercado acompanha exportações e clima nos EUA
O mercado da soja segue movimentado nesta semana, influenciado por fatores internacionais e pelo avanço da comercialização no Brasil. Após registrar valorização e atingir os maiores níveis das últimas duas semanas na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros passaram por um movimento de realização de lucros nesta quinta-feira (18), refletindo ajustes técnicos dos investidores.
No pregão anterior, a oleaginosa encontrou sustentação na confirmação de vendas privadas de 372 mil toneladas para destinos não revelados, sendo 312 mil toneladas da nova safra e 60 mil toneladas da safra antiga. A notícia reforçou a percepção de demanda ativa no mercado internacional e deu suporte às cotações.
Os contratos mais próximos encerraram a quarta-feira em leve alta. O vencimento julho avançou 0,18%, fechando a US$ 11,32 por bushel, enquanto agosto subiu 0,20%, para US$ 11,3675 por bushel. No complexo soja, o farelo permaneceu estável em US$ 304,80 por tonelada curta, enquanto o óleo recuou 1,89%, para 71,54 centavos de dólar por libra-peso.
Mercado realiza lucros após altas recentes
Nesta quinta-feira, porém, o cenário mudou. Após as valorizações recentes impulsionadas por rumores de interesse da China em embarques norte-americanos para o último trimestre do ano, investidores optaram por realizar parte dos ganhos.
Com isso, os principais vencimentos passaram a operar em queda, com perdas entre 7 e 9 pontos. O contrato julho recuava para US$ 11,23 por bushel, enquanto novembro era negociado próximo de US$ 11,41 por bushel.
Além da realização técnica, o mercado aguarda a divulgação do relatório semanal de exportações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que pode trazer novas indicações sobre o ritmo da demanda internacional. As expectativas apontam para vendas combinadas entre 300 mil e 700 mil toneladas.
Outro fator importante no radar dos investidores é a divulgação dos novos números de área plantada nos Estados Unidos, prevista para o fim deste mês, considerada uma das informações mais relevantes para a formação dos preços no segundo semestre.
Clima no cinturão agrícola dos EUA segue no foco
As condições climáticas também continuam influenciando as negociações. O mercado monitora atentamente o desenvolvimento das lavouras no Corn Belt, principal região produtora dos Estados Unidos.
Embora as condições atuais sejam consideradas favoráveis para o desenvolvimento da safra, previsões indicam possibilidade de estresse hídrico em algumas áreas produtoras. Essa preocupação limita movimentos de queda mais intensos e mantém os agentes atentos aos próximos boletins meteorológicos.
Brasil registra mercado regionalizado
No Brasil, os preços apresentaram comportamento misto entre as principais regiões produtoras. No Rio Grande do Sul, a colheita foi tecnicamente encerrada, consolidando uma produção de 18,13 milhões de toneladas. A produtividade média ficou em 2.707 quilos por hectare, resultado 14,8% inferior à estimativa inicial da safra.
No porto de Rio Grande, a soja foi negociada a R$ 132 por saca. Em Santa Catarina, as cotações avançaram em diversas praças acompanhadas pelo mercado, enquanto a chegada de uma forte massa de ar polar elevou as preocupações com geadas sobre as culturas de inverno.
No Paraná, os preços apresentaram oscilações pontuais e a referência em Paranaguá ficou em R$ 130 por saca. Já em Mato Grosso do Sul, parte das regiões registrou valorização, enquanto o Estado segue cumprindo o período de vazio sanitário da soja até 15 de setembro.
Esmagamento recorde em Mato Grosso
Em Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, o setor industrial registrou um novo recorde. O esmagamento alcançou 1,28 milhão de toneladas em maio, refletindo a forte demanda da indústria processadora.
Ao mesmo tempo, produtores intensificam a comercialização e o escoamento dos estoques remanescentes da soja para liberar espaço nos armazéns para a chegada da safra de milho segunda safra, cuja colheita ganha ritmo em diversas regiões do Estado.
Perspectivas
O mercado da soja permanece sustentado por fatores positivos relacionados à demanda internacional, especialmente diante das expectativas envolvendo a China e as exportações norte-americanas. No entanto, a volatilidade continua elevada, com investidores atentos aos indicadores do USDA, ao clima nos Estados Unidos e ao ritmo da comercialização no Brasil.
A combinação desses fatores deverá continuar definindo a direção dos preços nas próximas semanas, em um cenário de oferta global ampla, mas ainda sujeito a oscilações provocadas por clima, logística e demanda internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais
As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.
O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.
Exportações de açúcar caem em junho
Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.
A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.
Preço médio do açúcar despenca no mercado externo
O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.
Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.
No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.
Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços
Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.
Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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