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Paraná: Colheita da safrinha de milho chega a 96% e plantio da safra de verão avança para 24%

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O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná divulgou nesta semana seu relatório sobre o andamento das principais culturas no estado. O levantamento indica que a segunda safra de milho está praticamente colhida, enquanto a safra de verão 2025/26 avança em ritmo acelerado.

Safrinha de milho quase concluída

Segundo o Deral, 96% das lavouras de milho safrinha já foram colhidas, com o restante das áreas em fase de maturação. A classificação das condições das lavouras aponta que 44% estão em boas condições, 33% médias e 23% ruins.

Os técnicos ressaltam que a produtividade apresentou grande variabilidade devido a geadas, plantio tardio e irregularidades climáticas, mas, de maneira geral, os resultados ficaram dentro ou acima das expectativas iniciais.

Plantio da safra de verão avança rapidamente

O relatório mostra que o plantio do milho de verão 2025/26 já atingiu 24% da área estimada no estado, contra apenas 9% na semana anterior, registrando avanço de 15 pontos percentuais.

  • 71% da área plantada encontra-se em fase de germinação;
  • 29% já avançaram para o desenvolvimento vegetativo.
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A semeadura se beneficia da umidade recente do solo, embora a implantação varie entre regiões. Enquanto alguns núcleos registram áreas consideráveis já plantadas, outras regiões aguardam chuvas mais consistentes para intensificar o plantio.

Perspectiva para o estado

O Deral destaca que, com a conclusão da safrinha e o avanço do milho de verão, o Paraná se aproxima de consolidar o cenário agrícola para o ciclo 2025/26, equilibrando produtividade e planejamento logístico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.

A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.

Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.

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Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.

No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.

A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.

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A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.

Fonte: Pensar Agro

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