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Paraná recebe novas máquinas agrícolas pelo Promaq e amplia modernização da infraestrutura rural

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou em Curitiba a entrega de máquinas agrícolas destinadas a seis municípios do Paraná, dentro das ações do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq). A iniciativa tem como objetivo reforçar a infraestrutura rural, melhorar a logística no campo e ampliar a capacidade de atendimento às demandas dos produtores.

Investimento em mecanização beneficia municípios paranaenses

Nesta etapa, foram contemplados os municípios de Cândido de Abreu, Centenário do Sul, Medianeira, Ortigueira, Piên e São João do Triunfo. Os equipamentos foram adquiridos por meio de emendas parlamentares e repassados às administrações municipais para utilização em serviços voltados ao desenvolvimento rural.

Entre as máquinas entregues estão caminhões caçamba basculante com capacidade de seis metros cúbicos, escavadeiras hidráulicas e pá carregadeira. Segundo o Mapa, os equipamentos serão utilizados principalmente na manutenção de estradas rurais, apoio a obras de infraestrutura e atendimento às demandas logísticas das atividades agropecuárias.

Promaq fortalece infraestrutura e produtividade no campo

Durante a cerimônia de entrega, que reuniu autoridades federais, estaduais, prefeitos, deputados e lideranças do setor agropecuário, o superintendente de Agricultura e Pecuária no Paraná, Almir Gnoatto, destacou os resultados do programa no estado.

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“O Promaq tem proporcionado resultados concretos para os municípios paranaenses. As máquinas entregues ampliam a capacidade de atendimento das prefeituras, contribuem para a manutenção da infraestrutura rural e apoiam diretamente os produtores, que dependem de estradas em boas condições e de serviços públicos eficientes para desenvolver suas atividades”, afirmou.

Criado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, o Promaq busca ampliar a mecanização agrícola e fortalecer a infraestrutura rural por meio da destinação de máquinas e equipamentos a estados, municípios e demais entes públicos. A proposta é elevar a produtividade no campo, melhorar as condições de trabalho e estimular o desenvolvimento das comunidades rurais.

Paraná já soma cerca de 110 máquinas distribuídas

Com esta nova etapa de entregas, o Paraná passa a contabilizar aproximadamente 110 máquinas agrícolas destinadas a mais de 40 municípios, totalizando cerca de R$ 36 milhões em investimentos.

De acordo com o Mapa, os equipamentos têm papel estratégico na recuperação e manutenção de estradas rurais, no escoamento da produção agropecuária e na melhoria da logística no campo, além de fortalecer as ações de suporte aos produtores rurais.

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Até o momento, o Promaq já contemplou 43 municípios paranaenses, ampliando a estrutura pública voltada à execução de serviços essenciais para o setor agropecuário e para o desenvolvimento da infraestrutura rural em diversas regiões do estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

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As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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