RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Paraná reduz estimativa da safra de soja após impacto do clima irregular

Publicados

AGRONEGÓCIO

A produção de soja no Paraná teve sua estimativa revisada para baixo, conforme aponta o mais recente Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

De acordo com o levantamento, a nova projeção indica uma safra de 21,88 milhões de toneladas no estado.

Clima irregular reduz produtividade da soja

A revisão da estimativa ocorre após a constatação de impactos negativos das condições climáticas no início do ano. Segundo o Deral, o volume projetado é ligeiramente inferior ao estimado em janeiro.

A principal razão para a redução está no clima irregular registrado entre janeiro e fevereiro, que afetou diretamente a produtividade das lavouras, especialmente na região norte do Paraná.

Colheita da soja avança e atinge 82% da área

Apesar da revisão na produção, os trabalhos de campo seguem avançando no estado. Até o momento, a colheita já alcança 82% da área cultivada, que totaliza 5,77 milhões de hectares nesta safra.

Região sul concentra reta final dos trabalhos

Segundo o Departamento de Economia Rural, a colheita avança agora de forma mais concentrada na região sul do estado, onde os trabalhos seguem em ritmo mais intenso nesta fase final do ciclo.

Leia Também:  Brasil consolida liderança global em inovação e sustentabilidade na Semana Internacional do Café 2025
Perspectiva para a safra no Paraná

Com a maior parte da colheita já realizada, o desempenho final da safra deve refletir os impactos climáticos observados ao longo do desenvolvimento das lavouras.

Ainda assim, o Paraná segue como um dos principais produtores de soja do Brasil, mantendo relevância no cenário nacional mesmo diante dos desafios climáticos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

Publicados

em

Por

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

Leia Também:  Epagri incentiva cultivo de mirtilo na Serra Catarinense e fortalece renda de pequenos produtores

Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

Leia Também:  Governo de MS investe R$ 26,9 milhões em acessos estratégicos para fortalecer polo da celulose

“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA