RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Trouw Nutrition destaca nutrição estratégica e genética adaptada para impulsionar pecuária no Norte do Brasil

Publicados

AGRONEGÓCIO

Em regiões desafiadoras como a Amazônia Legal, onde clima, solo e pastagens limitam a pecuária intensiva, a adoção de estratégias nutricionais e genéticas adaptadas ao bioma tem se mostrado essencial para otimizar o desempenho do rebanho. Um exemplo vem de Espigão do Oeste, Rondônia, onde a fazenda Genética R1 integra manejo, genética e nutrição há mais de uma década para produzir bovinos de elite adaptados ao Norte do país.

Nutrição alinhada à realidade regional

Há 18 anos, a Genética R1 mantém parceria com a Bigsal, marca da holandesa Trouw Nutrition, especializada em nutrição animal. O objetivo é fornecer dietas que permitam ao rebanho atingir o potencial genético sem depender excessivamente de alimentos concentrados.

“Não adianta preparar o animal com dieta de confinamento e depois colocá-lo no pasto esperando o mesmo desempenho. Buscamos nutrição próxima do que ele encontrará no campo”, explica Átila Alves Pereira, zootecnista e gerente Nacional de Vendas da Trouw Nutrition.

Segundo Pereira, a perda de condição corporal após mudança de dieta compromete não apenas ganho de peso, mas também a eficiência reprodutiva, impactando diretamente a rentabilidade do pecuarista.

Leia Também:  Conexão Delta G lança aplicativo e novo Sumário de Touros na Expointer 2025
Genética moldada ao clima e ao mercado

A seleção na R1 considera tanto as condições ambientais da região quanto as demandas do mercado local. “Temos produtores que buscam carcaça, outros priorizam precocidade ou estatura. Nosso desafio é oferecer genética funcional no bioma amazônico que atenda essas demandas”, explica Marcus Vinicius da Silva, zootecnista e gerente Regional da Trouw Nutrition.

Além da adaptação ao clima quente e úmido, os animais recebem dietas ajustadas à sazonalidade da pastagem. Durante o período seco, a suplementação estratégica mantém ganho de peso e condição corporal, com base em braquiária resistente, porém de valor nutricional limitado.

A Trouw Nutrition realiza visitas técnicas e utiliza equipamentos de análise para garantir que pastagem, silagem e demais ingredientes atendam às necessidades nutricionais de cada fase do ciclo produtivo, desde a cria até o acabamento.

Leilão anual: vitrine de produtividade e consistência genética

Nos últimos cinco anos, a Genética R1 realiza um leilão anual reunindo reprodutores e matrizes preparados conforme critérios técnicos rigorosos. O evento funciona como uma vitrine da consistência genética e do modelo de produção, com animais adaptados ao campo e com histórico nutricional compatível com a realidade dos rebanhos comerciais.

“Participamos da preparação desde a seleção até a estruturação do leilão. O diferencial é que os animais não foram alimentados com dietas artificiais; eles estão preparados para a realidade do campo”, afirma Pereira.

Referência em pecuária de alta performance no Norte

A parceria entre Genética R1 e Bigsal evidencia um modelo de produção bem-sucedido no Norte do Brasil, baseado em nutrição estratégica, genética funcional e manejo de precisão. Iniciativas como essa demonstram que é possível conciliar alto desempenho animal, sustentabilidade e viabilidade econômica, mesmo em ambientes desafiadores.

Leia Também:  Mercado logístico brasileiro supera 40 milhões de m²; agro e indústria impulsionam crescimento

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

Publicados

em

Por

A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

Leia Também:  Mercado logístico brasileiro supera 40 milhões de m²; agro e indústria impulsionam crescimento

Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

Leia Também:  Farelo de soja registra forte alta em novembro e sustenta preços no Brasil, aponta Itaú BBA

O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA