AGRONEGÓCIO
Paraná registra melhor trimestre da história na produção de carne bovina, suína e frango
AGRONEGÓCIO
A pecuária do Paraná atingiu resultados inéditos entre abril e junho de 2025, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo IBGE. O Estado registrou recordes históricos no abate de bovinos e suínos e consolidou a liderança nacional na produção de frango.
Além disso, o Paraná manteve posições de destaque na produção de leite, ovos e couro, com volumes entre os mais altos do País.
Abate de suínos e bovinos alcança volumes históricos
O abate de suínos no Estado somou 3,25 milhões de cabeças, um aumento de 60,09 mil unidades em relação ao 1º trimestre. Esse é o maior volume registrado para três meses na série histórica, garantindo ao Paraná a vice-liderança nacional, atrás apenas de Santa Catarina (28% do total nacional).
Na carne bovina, o Estado registrou 394 mil cabeças abatidas, a maior marca da série histórica iniciada em 1997. O volume representa aumento de 27,5 mil unidades frente ao trimestre anterior e 30 mil em comparação com o mesmo período de 2024.
Paraná lidera produção de frango no País
Consolidado como maior produtor nacional, o Paraná respondeu por 558,6 milhões de frangos abatidos, equivalente a 34,1% da produção brasileira no trimestre. Santa Catarina (13,7%) e Rio Grande do Sul (11,4%) completam o ranking, reforçando o peso da região Sul no setor avícola.
Produção de leite e ovos também cresce
O Paraná registrou 1,017 bilhão de litros de leite produzidos, um aumento de 120,04 milhões em relação ao trimestre anterior, mantendo a vice-liderança nacional com 15,7% de participação, atrás apenas de Minas Gerais (23,8%). Do total, 99,8% foi destinado à industrialização, completando quatro trimestres consecutivos acima da marca de 1 bilhão de litros industrializados.
Na produção de ovos de galinha, o Estado alcançou 115,6 milhões de dúzias, sendo o terceiro maior produtor nacional, com 9,3% do total. O crescimento foi acompanhado pelo aumento do número de granjas e do rebanho de galinhas poedeiras, que chegou a 22,48 milhões, o maior registrado na série histórica.
Setor de couro bovino também avança
A quantidade de couro bovino adquirido para curtimento passou de 788,9 mil para 807,2 mil unidades entre o 1º e o 2º trimestre. Deste total, 594,2 mil unidades foram efetivamente curtidas nos curtumes paranaenses até junho, refletindo a solidez do setor de derivados da pecuária.
Pesquisas do IBGE acompanham a produção agropecuária
O IBGE realiza trimestralmente estatísticas da conjuntura agropecuária, incluindo pesquisas sobre abate de animais, leite, couro e ovos de galinha. Os dados completos estão disponíveis no Sidra, banco de dados oficial do instituto, com informações detalhadas em nível nacional, regional e estadual.
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais
As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.
Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.
Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.
Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro
De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.
Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.
O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:
- 71% das exportações brasileiras de café;
- 30,5% dos produtos apícolas;
- 20,4% dos lácteos;
- 12,8% das rações para animais;
- 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.
Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.
Café continua liderando exportações
O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.
Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.
Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.
Complexo soja mantém segunda posição
O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.
As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.
Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.
Carnes lideram crescimento entre os principais setores
O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.
As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.
A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.
Complexo sucroalcooleiro registra retração
As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.
O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.
A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.
União Europeia permanece principal destino
A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.
O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.
Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.
O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.
Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.
Mercosul amplia volume importado
Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.
Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.
A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.
Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.
Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.
Perspectiva
Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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