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Planejamento nutricional de vacas garante melhores resultados na estação de monta

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Importância da nutrição no período reprodutivo

A chegada das chuvas marca o início da estação reprodutiva, fase crítica do calendário produtivo das fazendas. Segundo Bruno Marson, zootecnista e diretor técnico comercial da Connan, o preparo nutricional das fêmeas antes desse período é determinante para que elas cheguem à monta com bom Escore de Condição Corporal (ECC), favorecendo índices reprodutivos.

“Estabelecer um período de monta permite sincronizar o pico de demanda nutricional das vacas, especialmente durante a lactação, com a época de maior disponibilidade de forragens”, explica Marson.

Relação entre condição corporal e fertilidade

A fertilidade das vacas está diretamente ligada à quantidade de gordura corporal. Por isso, o planejamento nutricional deve abranger a alimentação antes, durante e após a monta, ajustando a dieta conforme a fase da fêmea.

  • Novilhas: devem atingir entre 60% e 65% do peso adulto da raça antes da primeira monta, reduzindo a idade do primeiro parto e acelerando o ganho genético.
  • Fêmeas multíparas: precisam chegar à estação de monta com ECC em torno de 3,5 (escala de 1 a 5), garantindo menor intervalo entre partos e maior produção de quilos de bezerros por vaca.
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Nutrição pré, durante e pós-monta
  • Pré-monta: foco em ganho de peso e desenvolvimento adequado, preparando o animal para reprodução eficiente.
  • Durante a monta: atenção especial às necessidades nutricionais do período de lactação, que exige mais energia e nutrientes.
  • Pós-parto: dieta ajustada para recuperação do ECC e retomada rápida do cio, viabilizando nova gestação no ciclo seguinte.
Manejo de pastagens e sincronização do ciclo

Marson destaca que os melhores resultados em taxa de desmame e peso dos bezerros são alcançados quando os nascimentos ocorrem na estação seca. Com o início das chuvas, as pastagens se recuperam rapidamente, oferecendo alimento de qualidade suficiente para que as fêmeas alcancem boa condição corporal antes da próxima estação de monta.

Suplementos e soluções nutricionais

A Connan oferece suplementos específicos para o período de preparo e nutrição das fêmeas, como o Connan Fertitec e Connan Master 100, que combinam minerais e tecnologia para melhorar a fertilidade e eficiência reprodutiva do rebanho.

“Com um bom planejamento, as fêmeas serão bem suplementadas nas águas, os bezerros nascerão na seca e as vacas estarão recuperadas para a próxima estação de monta, sem comprometer o ciclo produtivo”, conclui Marson.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária pantaneira avança com tecnologia reprodutiva e acelera melhoramento genético no Pantanal

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A pecuária de Pantanal vem passando por uma transformação gradual com a adoção de tecnologias reprodutivas e ferramentas de melhoramento genético, sem abrir mão das práticas tradicionais de manejo adaptadas ao ciclo de cheias e secas da região.

No centro desse movimento está o grupo Nelore Cometa, que combina avaliação genômica, Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e Fertilização In Vitro (FIV) para acelerar o progresso genético do rebanho, respeitando as particularidades ambientais de um dos biomas mais desafiadores do país.

Genômica aumenta precisão na seleção de animais superiores

O uso da genômica tem sido um dos principais pilares do programa de melhoramento genético adotado pelo Nelore Cometa. A tecnologia permite identificar com maior precisão os animais de melhor desempenho produtivo ainda em fases iniciais da vida, aumentando a confiabilidade das decisões de seleção.

Segundo o zootecnista e técnico de campo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Fábio Eduardo Ferreira, o rebanho foi um dos pioneiros na utilização da avaliação genômica na região.

Ele explica que a tecnologia elevou a acurácia das estimativas genéticas, permitindo decisões mais assertivas sobre quais animais devem ser multiplicados e quais devem ser destinados ao descarte, acelerando o ganho genético do rebanho.

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Tecnologia reprodutiva acelera ganhos sem romper manejo tradicional

Além da genômica, o sistema produtivo utiliza IATF e FIV para concentrar nascimentos e ampliar a disseminação de genética superior. A estratégia permite antecipar a estação de parto para os meses de agosto a outubro, facilitando o manejo dos bezerros antes do período de cheia.

De acordo com o produtor Francis Maris Cruz, a pecuária no Pantanal exige adaptação constante às condições naturais, em vez de confronto com o ambiente.

Ele destaca que a atividade é estruturada para conviver com o regime de águas da região, respeitando os períodos de cheia e seca e ajustando o manejo conforme a dinâmica do território.

Manejo estratégico reduz impactos da cheia no desenvolvimento dos animais

No sistema adotado, os bezerros são desmamados precocemente entre janeiro e fevereiro, antes da intensificação do período de cheias. Após essa fase, os animais jovens são transferidos para áreas mais altas ou outras propriedades da operação, garantindo melhores condições de desenvolvimento.

As fêmeas seguem etapas de reprodução e desenvolvimento em fazendas fora da área mais afetada pelas cheias, enquanto os machos são direcionados a sistemas específicos de recria e terminação.

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Essa estratégia permite manter a produtividade mesmo em um ambiente de alta complexidade climática e logística, característica do bioma pantaneiro.

Seleção genética prioriza rusticidade e adaptação ao ambiente

O programa de melhoramento também prioriza características como rusticidade, fertilidade e capacidade de adaptação às condições adversas do Pantanal. O uso de sêmen de touros geneticamente superiores e reprodutores selecionados em centrais de inseminação faz parte da estratégia para elevar o padrão do rebanho.

A combinação entre biotecnologias reprodutivas e manejo tradicional reforça a busca por animais mais eficientes e adaptados às condições locais, sem perder a identidade da pecuária regional.

Tecnologia e tradição caminham juntas na pecuária pantaneira

Ao integrar genômica, IATF, FIV e manejo adaptado ao ciclo das águas, o Nelore Cometa demonstra como a pecuária no Pantanal pode evoluir tecnologicamente sem abandonar suas bases tradicionais.

O modelo adotado mostra que o avanço genético pode ocorrer em sintonia com o ambiente, respeitando o regime natural das cheias e secas e fortalecendo a produção em um dos ecossistemas mais exigentes da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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