AGRONEGÓCIO
Plantas daninhas reduzem produtividade e aumentam custos no campo: manejo correto é essencial para o controle eficaz
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Invasoras que prejudicam o desempenho das lavouras
As plantas daninhas continuam sendo um dos principais desafios enfrentados pelos produtores rurais brasileiros. Essas espécies invasoras competem diretamente com as culturas agrícolas por água, luz e nutrientes, comprometendo o rendimento, dificultando o manejo e prejudicando a colheita. Além disso, criam um ambiente propício para o surgimento de pragas e doenças.
Entre as mais problemáticas está o capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), conhecido por sua alta resistência e rápido crescimento. Segundo Rafael Toscano, técnico de soluções da ORÍGEO – joint venture entre a Bunge e a UPL, especializada em soluções sustentáveis para o Cerrado –, o avanço dessa planta pode causar grandes prejuízos.
“O capim-pé-de-galinha cresce rapidamente, resiste a muitos produtos e atrapalha o desenvolvimento de culturas importantes como soja, milho e algodão. Quando se espalha, forma um verdadeiro ‘tapete’ que sufoca as lavouras e dificulta o trabalho das máquinas”, explica o especialista.
Buva: abrigo para pragas e doenças
Outra invasora de destaque é a buva, que além de competir com os cultivos, oferece abrigo para pragas e microrganismos causadores de doenças. Essa característica aumenta o risco de infestações e obriga os produtores a intensificar o uso de defensivos agrícolas.
De acordo com especialistas, quando o manejo integrado não é executado corretamente, há o risco de as plantas daninhas desenvolverem resistência aos herbicidas, o que torna o controle ainda mais desafiador e eleva os custos de produção.
Soluções modernas para o controle eficaz
O combate eficiente dessas invasoras exige o uso de tecnologias avançadas, que possibilitem maior controle e segurança ambiental. Um exemplo é o Thunder, herbicida da UPL Brasil comercializado pela ORÍGEO, formulado com o ingrediente ativo Asulam.
O produto atua diretamente sobre o crescimento das plantas daninhas, sendo indicado para o controle do capim-pé-de-galinha, buva e soja voluntária, entre outras espécies.
“O Thunder tem se mostrado altamente eficaz contra plantas resistentes, especialmente em sistemas de rotação de culturas. Ele reduz as infestações e ajuda a preservar o potencial produtivo do solo, contribuindo para a retomada da produtividade das lavouras”, ressalta Toscano.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais
As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.
A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.
O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.
No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.
Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.
A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.
Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.
O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.
Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.
Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.
Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.
A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.
Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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