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Plantio da safrinha de milho 2026 avança em Mato Grosso e mantém estado como líder nacional

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O plantio da segunda safra de milho 2026 em Mato Grosso avança nas últimas áreas do estado e mantém ritmo próximo da média histórica. O desempenho reforça mais uma vez a posição do estado como principal produtor nacional do cereal.

Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que, até 7 de março, 96,44% da área prevista para o milho safrinha já havia sido semeada, representando avanço semanal de 11,77 pontos percentuais.

O índice está 2,76 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior, o que indica um atraso considerado moderado, principalmente em função das chuvas intensas registradas em fevereiro.

Chuvas em fevereiro atrasaram colheita da soja e impactaram o calendário

As condições climáticas durante fevereiro influenciaram diretamente o andamento do calendário agrícola em algumas regiões do estado.

Chuvas mais intensas dificultaram o avanço da colheita da soja, etapa fundamental para liberar as áreas destinadas ao plantio do milho safrinha. Mesmo assim, o impacto no cronograma geral foi limitado.

De acordo com Bruno Casati, gerente regional da Shull Seeds em Mato Grosso, os efeitos climáticos ocorreram de forma localizada e não devem comprometer o cenário produtivo do estado.

“Algumas regiões foram impactadas por chuvas mais intensas durante fevereiro, principalmente no Sul e no Oeste do estado. Isso acabou deslocando um pouco o calendário de plantio, mas não altera o tamanho da área cultivada”, explica.

Médio-Norte concentra principal polo de produção de milho

Apesar das diferenças regionais, grande parte da semeadura ocorreu dentro da janela considerada ideal para o milho safrinha.

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Segundo Casati, as regiões mais tradicionais da agricultura mato-grossense continuam liderando o ritmo de plantio, especialmente o Médio-Norte do estado, onde estão importantes municípios produtores como Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sinop.

A região localizada ao longo da BR-163 concentra aproximadamente metade da área cultivada com milho em Mato Grosso, o que contribui para acelerar o avanço da semeadura.

“Essa região normalmente inicia o plantio mais cedo. Por isso, mesmo quando ocorre algum atraso na colheita da soja, ainda é possível recuperar o ritmo geral da implantação da safrinha”, afirma.

Área plantada deve ter leve crescimento na safra 2026

Mesmo com variações no calendário de plantio, a expectativa é de leve aumento da área cultivada com milho em relação à safra anterior.

Para os produtores, o milho safrinha continua sendo um elemento estratégico dentro do sistema produtivo predominante no estado, baseado na sucessão entre soja no verão e milho no inverno.

Na avaliação de Casati, essa integração entre culturas ajuda a equilibrar a rentabilidade das propriedades rurais.

“O agricultor hoje enxerga a propriedade como um sistema. A soja e o milho trabalham juntas na rentabilidade da fazenda. Quando uma cultura tem margens menores, a outra ajuda a equilibrar o resultado do ano. Neste momento, o milho está ajudando a reduzir as perdas do ano-safra”, afirma.

Expansão do etanol de milho fortalece demanda interna

Além da integração com a soja, o fortalecimento do mercado interno também tem contribuído para sustentar a relevância da cultura no estado.

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O crescimento da indústria de etanol de milho, com a expansão de usinas em Mato Grosso, tem ampliado a demanda pelo cereal e criado novas oportunidades para os produtores.

Segundo Casati, esse movimento ajuda a consolidar ainda mais o papel do estado na produção nacional.

“A cultura do milho está cada vez mais consolidada em Mato Grosso. Os produtores têm tecnologia e infraestrutura dentro das propriedades, e o mercado interno cresce e absorve parte da produção. Mesmo em períodos menos favoráveis, o agricultor continua investindo”, destaca.

Expectativa é de 7,4 milhões de hectares na safrinha

As projeções do Imea indicam que a área destinada ao milho safrinha em Mato Grosso deve alcançar 7,4 milhões de hectares, mantendo o estado próximo dos patamares observados nas últimas temporadas.

Em relação à produtividade, a estimativa inicial aponta média de 116 sacas por hectare, embora o resultado final dependa das condições climáticas ao longo do ciclo da cultura.

Caso o clima permaneça dentro de padrões considerados normais nas próximas semanas, a tendência é de revisão positiva nas estimativas de produtividade.

“Mato Grosso é uma potência agrícola. Com sua capacidade produtiva e a demanda crescente pelo cereal, o estado deve continuar puxando a produção nacional de milho”, conclui Casati.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plantio da soja começa no Brasil sob risco de El Niño muito forte

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O plantio da soja 2026/27 começou de forma pontual no Brasil sob o risco de chuvas irregulares no Centro-Norte e excesso de umidade na Região Sul. Mato Grosso e Paraná já possuem áreas semeadas, enquanto os demais Estados entrarão gradualmente no campo entre setembro e dezembro, de acordo com o calendário estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O início da safra coincide com o fortalecimento do El Niño. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) calcula em mais de 90% a probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte durante a primavera e o verão no Hemisfério Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também aponta 90% de chance de intensidade muito forte entre setembro e novembro.

A previsão não significa que todo o país terá falta de chuva. O efeito esperado é diferente em cada região. No Centro-Oeste, no Matopiba e em parte do Norte e do Sudeste, a preocupação está na demora para a regularização das precipitações, nas temperaturas elevadas e na ocorrência de veranicos. No Sul, o principal risco é o excesso de chuva, que pode encharcar o solo, impedir a entrada das máquinas e favorecer doenças.

Mato Grosso abriu o calendário de semeadura em 7 de setembro. As primeiras áreas foram plantadas principalmente em Campo Novo dos Parecis, Diamantino, Brasnorte e outros municípios do oeste que receberam volumes mais expressivos de chuva. Também há trabalhos em áreas irrigadas.

O avanço ainda é inferior a 1% dos aproximadamente 13 milhões de hectares previstos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A expectativa é de que a semeadura ganhe força somente na primeira quinzena de outubro, quando as chuvas deverão estar mais bem distribuídas.

O problema é que as precipitações registradas até agora são muito localizadas. Enquanto algumas propriedades receberam volume suficiente para acumular água, áreas situadas a poucos quilômetros continuaram secas. Plantar após uma chuva isolada, sem umidade adequada nas camadas mais profundas do solo, aumenta o risco de falhas na germinação, perda de sementes e necessidade de replantio.

A pressa em Mato Grosso está ligada à soja, mas também ao milho e ao algodão cultivados depois da oleaginosa. Quanto mais cedo a soja for colhida, maior será a possibilidade de instalar a segunda safra dentro da janela de menor risco climático. O produtor tenta evitar que o milho e o algodão atravessem o período reprodutivo quando as chuvas já estiverem diminuindo.

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O Imea projeta produção próxima de 49 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso. Apesar do pequeno aumento de área, a estimativa considera redução de 5,4% na produtividade média em relação à temporada anterior. O Estado também já comercializou antecipadamente cerca de 39% da nova safra, acima da média histórica de 30,55% para o período, o que aumenta a necessidade de compatibilizar contratos de venda com o volume que poderá ser efetivamente colhido.

No Paraná, o plantio começou no Norte, Noroeste e Oeste, onde a semeadura está autorizada desde 1º de setembro. Até o levantamento mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral), aproximadamente 81 mil hectares haviam sido plantados, o equivalente a 1,4% dos 5,76 milhões de hectares previstos para o Estado.

O Sudoeste paranaense foi liberado para plantar em 11 de setembro. Nos municípios mais ao sul, a autorização começa em 20 de setembro. A umidade disponível pode favorecer a emergência da soja, mas chuvas persistentes aumentam o risco de interrupções, compactação, erosão, doenças fúngicas e replantio. O excesso de precipitação também pode atrasar a colheita do trigo e, consequentemente, a entrada da soja nas mesmas áreas.

Rondônia e Amazonas estão autorizados a plantar desde sexta-feira (11), embora ainda não tenham divulgado avanço significativo da semeadura. Em São Paulo, o calendário começou em 1º de setembro na primeira região produtiva, será aberto neste domingo (13) na segunda e chegará à terceira região no dia 16.

Mato Grosso do Sul poderá iniciar o plantio na quarta-feira (16). No mesmo dia, a semeadura será liberada no sul do Pará. O Acre entra no calendário em 21 de setembro, parte de Santa Catarina no dia 22, Goiás no dia 25 e o Rio de Janeiro no dia 29.

Em 30 de setembro, começa a primeira janela do Piauí. Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Tocantins poderão plantar a partir de 1º de outubro. A mesma data vale para o sul do Maranhão, incluindo Balsas e outros importantes municípios produtores.

No oeste da Bahia, onde estão Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e São Desidério, o calendário começa em 8 de outubro. Outras regiões de Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Paraná, Santa Catarina e São Paulo possuem datas próprias, definidas conforme o clima e o histórico da ferrugem-asiática.

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Alagoas, Amapá, Ceará e Roraima têm calendários mais tardios, com início da semeadura somente em 2027. Por isso, essas áreas não participam da atual largada da safra nacional.

As datas indicam apenas quando a semeadura é permitida do ponto de vista fitossanitário. Elas não significam que o solo já tenha umidade suficiente nem substituem as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). A decisão de plantar depende das condições de cada propriedade e da previsão de continuidade das chuvas.

No Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, o maior perigo é uma precipitação antecipada estimular a semeadura e ser seguida por vários dias de calor e tempo seco. Além de prejudicar a formação inicial da lavoura, um veranico pode obrigar o produtor a repetir operações e elevar os gastos com sementes, combustível, máquinas e mão de obra.

Caso as chuvas demorem a se regularizar, o problema será transferido para a segunda safra. O atraso na colheita da soja reduz o tempo disponível para o milho e o algodão, enquanto uma interrupção antecipada das chuvas pode atingir essas culturas durante fases de maior necessidade de água.

No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná, o El Niño tende a aumentar a disponibilidade hídrica, mas chuvas frequentes podem produzir o efeito contrário ao desejado. Solo saturado, dificuldade de pulverização, menor luminosidade e aumento da pressão de doenças podem limitar o potencial das lavouras mesmo sem falta de água.

Uma simulação apresentada pelo economista Alexandre Mendonça de Barros, da consultoria EY, calcula que um cenário de estresse climático semelhante ao de 2015 poderia retirar até 12 milhões de toneladas da safra brasileira. O número representa cerca de 6,5% das 186 milhões de toneladas projetadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para o país.

A estimativa de perda não é uma previsão consolidada, mas uma simulação de risco. O resultado final dependerá da distribuição das chuvas, das temperaturas, da duração dos veranicos e do manejo adotado em cada região. Em uma safra marcada por extremos opostos, o principal desafio não será apenas saber quanto vai chover, mas onde, quando e com que regularidade essa chuva chegará.

Fonte: Pensar Agro

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