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Plantio da soja avança rapidamente no Brasil e Mato Grosso lidera com 21% semeado

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O plantio da soja para a safra 2025/26 no Brasil apresenta um avanço expressivo. Até 9 de outubro, a consultoria AgRural registrou 14% da área estimada já semeada, consolidando este ciclo como um dos mais rápidos da série histórica. O desempenho supera o 8% registrado no mesmo período em 2024, gerando expectativas positivas para o setor.

O Paraná figura como estado com maior ritmo de semeadura, impulsionado por clima favorável desde o início da safra, fator que contribuiu para acelerar o avanço nacional.

Mato Grosso lidera plantio com 21% da área semeada

O Mato Grosso se destaca no panorama nacional, com 21,22% da área plantada, segundo dados do Imea. Esse índice representa um aumento de 6,19 pontos percentuais em relação à semana anterior e está muito acima dos 8,81% registrados no mesmo período do ciclo anterior, além de superar a média histórica dos últimos cinco anos.

Milho-verão também avança na região Centro-Sul

Outra cultura com crescimento expressivo é o milho-verão, que já ocupa 45% da área estimada na região Centro-Sul, frente a 40% na semana anterior. O avanço simultâneo de soja e milho demonstra que produtores estão aproveitando janelas climáticas favoráveis para manter ritmo contínuo no campo.

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Nutrição e manejo agronômico são determinantes

Com o início rápido da semeadura, o manejo nutricional desde as fases iniciais torna-se essencial. Deficiências precoces podem comprometer a floração e o enchimento de grãos, impactando a produtividade final.

Produtos modernos de nutrição, como a Linha Todhar da Hydroplan-EB, destacam-se nesse cenário. Com formulações avançadas, garantem a entrega equilibrada de micronutrientes essenciais, como boro e cobre, nos momentos críticos de demanda da planta.

“A fase inicial é estratégica para o crescimento saudável, a formação de raízes fortes e a prevenção de deficiências microbianas dependem de uma nutrição certeira”, afirma João Quirino, coordenador técnico da Hydroplan-EB. O uso de tecnologias adequadas ajuda a reduzir perdas por estresse nutricional e otimizar o potencial produtivo da soja e do milho.

Desafios regionais e oportunidades para o setor

Apesar do avanço nacional, o ritmo de plantio não é homogêneo em todas as regiões. No Centro-Oeste e Norte, a irregularidade das chuvas atrasa o início das semeaduras. No Sul e Sudeste, trechos com excesso hídrico dificultam a execução completa do plantio.

Nesse contexto, o equilíbrio entre velocidade e precisão na semeadura é essencial não apenas para produtividade, mas também para sustentabilidade. Investimentos em tecnologias nutricionais e manejo eficiente nas fases iniciais podem garantir vantagem competitiva para os produtores nesta safra.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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