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Plantio de soja atinge 89% no Brasil, mas estiagem ainda preocupa regiões do Cerrado, aponta AgRural

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O plantio da safra 2025/26 de soja no Brasil alcançou 89% da área estimada até a última quinta-feira (27), segundo levantamento divulgado pela AgRural. O número representa avanço de oito pontos percentuais em relação à semana anterior, quando o índice estava em 81%.

Apesar do progresso, o ritmo segue ligeiramente abaixo dos 91% registrados no mesmo período do ano passado, refletindo os impactos das chuvas irregulares que ainda atingem importantes regiões produtoras do país.

Chuvas irregulares mantêm áreas de estiagem no Cerrado

De acordo com a AgRural, as precipitações voltaram ao Cerrado, mas de forma “manchada”, ou seja, distribuídas de maneira desigual entre as lavouras. Esse padrão tem mantido pontos de estiagem em estados como Mato Grosso, Goiás, Maranhão e Piauí — todos importantes polos de produção da oleaginosa.

No Rio Grande do Sul, onde o início do ciclo foi marcado pelo excesso de chuvas, a redução da umidade também começa a preocupar os produtores. Até o momento, entretanto, não há registro de perdas de produtividade, e o cenário ainda depende das chuvas das próximas semanas para confirmar o potencial da safra.

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Milho verão se aproxima do fim do plantio no Centro-Sul

O plantio do milho verão 2025/26 está praticamente concluído no Centro-Sul do Brasil, com 99% da área estimada já semeada até quinta-feira (27). O percentual supera os 93% registrados na semana anterior e os 97% observados no mesmo período de 2024, segundo o levantamento da AgRural.

No Rio Grande do Sul, onde parte das lavouras se encontra em fase mais adiantada, os produtores aguardam o retorno das chuvas para reduzir o estresse hídrico causado pelo clima mais seco nas últimas duas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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