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Poder de compra do agricultor atinge melhor nível desde abril com queda nos preços de fertilizantes

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O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) registrou queda de 3,8% em novembro, encerrando o mês em 1,12, o menor patamar desde abril deste ano. O indicador reflete uma melhora nas condições de compra dos produtores rurais, já que quanto menor o índice, maior o poder de compra do agricultor.

Segundo a Mosaic Fertilizantes, responsável pelo levantamento, o resultado foi influenciado por uma combinação de fatores externos e internos, como o comportamento das commodities agrícolas, a valorização do real frente ao dólar e uma redução pontual na demanda por fertilizantes.

Commodities agrícolas têm desempenho misto no mês

As commodities agrícolas tiveram leve alta média de 0,8% em novembro. A soja se destacou com avanço de 2,1%, impulsionada pelo aumento das compras da China após novos acordos comerciais com os Estados Unidos.

O milho também apresentou valorização de 2,6%, influenciado pela entressafra e pela oferta limitada no mercado interno.

Em contrapartida, o algodão recuou 1,2%, enquanto a cana-de-açúcar registrou queda de 0,4%. O dólar, por sua vez, teve recuo de 0,8% no período, contribuindo adicionalmente para o ganho de poder de compra do produtor.

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Fertilizantes caem 2%, mas há alerta para novas altas

Os fertilizantes apresentaram redução média de 2% em novembro, antes das recentes altas do enxofre, que já ultrapassou os US$ 500 por tonelada no Golfo Árabe, impactando os custos do fósforo.

Outro ponto de atenção é o acordo antecipado de fornecimento de cloreto standard para 2026 com a China, fechado a preços superiores aos de 2025. O contrato foi firmado de forma antecipada, surpreendendo o mercado e sinalizando uma tendência de custos mais elevados no médio prazo.

Acordos globais trazem estabilidade, mas exigem planejamento

As tensões geopolíticas seguem influenciando o mercado global de insumos, mas os acordos comerciais recentes entre China, Estados Unidos e Brasil vêm contribuindo para um cenário mais estável.

Com o plantio do milho safrinha previsto logo após a colheita da soja — que pode sofrer atrasos —, especialistas reforçam a importância do planejamento antecipado das compras.

A recomendação é garantir a entrega dos fertilizantes com antecedência, evitando gargalos logísticos e garantindo melhores condições comerciais.

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O uso crescente de sulfato de amônio em substituição à ureia também deve aumentar a movimentação nos portos, tornando a organização prévia ainda mais essencial.

O que é o IPCF e como ele é calculado

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) é um indicador mensal divulgado pela Mosaic, que mede a relação entre os preços dos fertilizantes e os preços das commodities agrícolas.

Com base no ano de 2017, o índice mostra que quanto menor o valor, mais favorável é a relação de troca para o produtor rural. O cálculo considera as principais culturas brasileiras — soja, milho, cana-de-açúcar (etanol), açúcar e algodão — e pondera os custos e receitas conforme o câmbio.

Os preços dos fertilizantes são apurados pela consultoria internacional CRU, enquanto os valores das commodities têm como base as médias de mercado divulgadas pela Agência Estado e pelo Cepea.

Entre os insumos considerados estão MAP, SSP, ureia e KCL, ponderados conforme o uso no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

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O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

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Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

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Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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