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Ponte Nova recebe Dia de Campo com foco em inovação e agricultura familiar

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Nesta terça-feira, 30 de setembro, produtores rurais de Ponte Nova (MG) e região participam do Dia de Campo, evento voltado à troca de experiências e aprendizado sobre diversas cadeias produtivas. A programação inclui palestras e estações técnicas sobre cafeicultura, pecuária leiteira, piscicultura de corte e ornamental, apicultura e cultivo de feijão.

O encontro é promovido pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Ponte Nova, em parceria com Sistema Faemg Senar, Epamig e Emater-MG, com apoio da prefeitura local.

Programação detalhada do evento

O evento gratuito será realizado no Parque de Exposições, das 9h às 15h. A abertura inclui credenciamento, café e cerimônia oficial. Às 11h, acontece a palestra “Oportunidades de mercado para agricultores familiares”, que abordará estratégias para ampliar mercados e valorizar a produção local.

No período da tarde, das 13h às 15h, os participantes poderão escolher estações técnicas de acordo com seus interesses:

  • Cultivo de café arábica e conilon: práticas regenerativas e conservação do solo;
  • Pecuária leiteira: alimentação e Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG);
  • Piscicultura de corte e ornamental;
  • Apicultura: aproveitamento dos derivados do mel;
  • Produção de feijão.
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O evento busca aproximar produtores e instituições de pesquisa e extensão, promovendo acesso a novas tecnologias essenciais para fortalecer a agricultura familiar na região.

Inscrições gratuitas

Os interessados podem se inscrever gratuitamente na Sede do Sindicato dos Produtores Rurais de Ponte Nova ou pelo telefone (31) 3817-3157.

Cemig Agro apresenta soluções de energia para o campo

Após o Dia de Campo, haverá reunião sobre o projeto Cemig Agro e as iniciativas do Sistema Faemg Senar na região. O programa, coordenado pela Cemig Distribuição, prevê investimentos de cerca de R$ 11 bilhões até 2027, com foco na transição energética no campo.

Entre as ações estão:

  • Criação de canal exclusivo de atendimento ao produtor;
  • Inspeções e limpeza de redes rurais;
  • Instalação de mais de 3 mil religadores;
  • Ampliação das equipes de manutenção;
  • Incentivo a projetos de eficiência energética para o setor rural.

O Cemig Agro visa garantir energia de qualidade, reduzir interrupções e agilizar o atendimento, reforçando o suporte ao produtor rural em toda a região.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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