AGRONEGÓCIO
Preço do suíno cai no Brasil mesmo com exportações recordes e pressiona margens do produtor
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Os suinocultores brasileiros iniciam o segundo trimestre de 2026 enfrentando um cenário desafiador. Mesmo com exportações recordes de carne suína no primeiro trimestre, o excesso de oferta no mercado interno tem pressionado os preços do suíno vivo e reduzido as margens da atividade.
Os dados fazem parte do mais recente balanço divulgado pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, que aponta deterioração na rentabilidade do setor.
Exportações crescem mais de 15% e atingem volume histórico
De acordo com números da Secretaria de Comércio Exterior, compilados pela entidade, as exportações brasileiras de carne suína in natura cresceram 15,3% entre janeiro e março de 2026, na comparação anual.
O avanço representa um aumento de 44,5 mil toneladas embarcadas, com destaque para as Filipinas, principal destino das vendas externas, responsável por mais de 30% do volume exportado no período.
Queda nas cotações reduz rentabilidade da atividade
Apesar do bom desempenho no mercado internacional, os preços pagos ao produtor no Brasil seguem em queda.
Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada indicam recuo contínuo nas cotações do suíno vivo e da carcaça especial nas principais regiões produtoras até abril.
Esse movimento impacta diretamente a rentabilidade da atividade, agravando o cenário para os criadores.
Relação de troca atinge pior nível desde 2023
A desvalorização do suíno também compromete o poder de compra dos produtores frente aos custos de alimentação animal, especialmente milho e farelo.
Segundo a ABCS, a relação de troca — indicador que mede quantos insumos podem ser adquiridos com a venda do animal — caiu para abaixo de 5,0, atingindo o pior patamar desde dezembro de 2023.
Safra de milho e clima elevam incertezas no custo de produção
No lado dos custos, o mercado acompanha com atenção o desenvolvimento da segunda safra de milho, principal insumo da ração.
A Companhia Nacional de Abastecimento revisou a produção total de milho 2025/26 para 139,6 milhões de toneladas.
Apesar da expectativa de safra robusta, a irregularidade das chuvas em abril eleva o risco de perdas e pode impactar a qualidade das lavouras. No curto prazo, os preços do grão seguem pressionados, mas há possibilidade de alta caso o clima comprometa a produção.
Consumo interno pode ser chave para reequilibrar mercado
Diante do cenário de margens apertadas, o setor vê no consumo doméstico uma alternativa para equilibrar a oferta interna.
Segundo a ABCS, a carne suína mantém alta competitividade nos supermercados em relação às carnes bovina e de frango, o que pode estimular o consumo no mercado interno.
A expectativa é que esse movimento contribua para reduzir o excedente de oferta e, consequentemente, favorecer a recuperação dos preços ao produtor.
Mesmo com exportações em níveis recordes, a suinocultura brasileira enfrenta pressão sobre preços e margens em 2026. O desequilíbrio entre oferta e demanda interna, aliado às incertezas nos custos de produção, exige atenção do setor. A recuperação das cotações dependerá, principalmente, da reação do consumo doméstico e das condições do mercado de grãos nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Receita Federal adia para 2027 exigência de CNPJ para produtores rurais pessoas físicas emitirem nota fiscal
A obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para produtores rurais pessoas físicas emitirem documentos fiscais foi adiada para 1º de janeiro de 2027. A decisão foi tomada pela Receita Federal do Brasil (RFB) em conjunto com o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS), concedendo mais tempo para a adaptação às exigências da Reforma Tributária.
Com a prorrogação, os produtores poderão continuar utilizando, até o fim de 2026, os mecanismos de identificação atualmente previstos para a emissão de documentos fiscais eletrônicos.
Sistema simplificado será implantado
Segundo a Receita Federal, o prazo adicional permitirá o desenvolvimento e a implementação de um sistema simplificado para inscrição no CNPJ. A proposta é que o processo seja totalmente digital e integrado à emissão de documentos fiscais eletrônicos, reduzindo a burocracia e facilitando o cumprimento das novas obrigações pelos produtores rurais.
A medida busca tornar a transição para o novo modelo tributário mais organizada, especialmente para os produtores pessoas físicas, que passarão a atender às exigências estabelecidas pela Reforma Tributária.
Produtores devem acompanhar as novas regras
O Sistema Faemg Senar orienta os produtores rurais a permanecerem atentos às futuras regulamentações e às orientações oficiais sobre a implementação da nova exigência.
A entidade ressalta que a prorrogação representa apenas um adiamento da obrigatoriedade, e não o cancelamento da medida. Por isso, é importante que os produtores aproveitem o período de transição para conhecer as novas regras e se preparar para a adequação ao novo sistema antes do início de 2027.
Além disso, a recomendação é buscar orientação técnica e jurídica sempre que houver dúvidas sobre os procedimentos necessários para cumprir as futuras exigências fiscais.
Apoio aos produtores
O Sistema Faemg Senar disponibiliza atendimento por meio de sua Assessoria Jurídica para esclarecer dúvidas relacionadas às mudanças previstas na Reforma Tributária e aos impactos para os produtores rurais pessoas físicas.
Com a ampliação do prazo, o setor ganha mais tempo para se adaptar às novas obrigações fiscais, enquanto os órgãos responsáveis avançam na criação de uma plataforma mais simples, digital e integrada para o cadastramento no CNPJ.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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