AGRONEGÓCIO
Preços da carne suína caem no Brasil com indústria cautelosa e consumo enfraquecido
AGRONEGÓCIO
O mercado brasileiro de carne suína registrou nova queda nos preços ao longo da semana, tanto no quilo do animal vivo quanto nos principais cortes comercializados no atacado. O movimento reflete a postura cautelosa da indústria nas negociações, diante de um cenário de oferta confortável e dificuldades no escoamento da produção.
Segundo análise da Safras & Mercado, o comportamento mais conservador dos frigoríficos sinaliza preocupação com o ritmo das vendas no mercado interno.
Indústria atua com cautela diante de oferta elevada e demanda enfraquecida
De acordo com o analista Allan Maia, a maior disponibilidade de animais no mercado tem pressionado as cotações. Ao mesmo tempo, há incertezas quanto à capacidade de absorção da carne suína no atacado.
Outro fator relevante é a concorrência com a carne de frango, que, mesmo apresentando leve recuperação de preços em algumas regiões do interior, ainda mantém valores competitivos, reduzindo a atratividade da proteína suína para o consumidor.
Segunda quinzena reduz consumo e aumenta preocupação dos produtores
A queda no poder de compra das famílias na segunda metade do mês também contribui para o enfraquecimento da demanda. Esse cenário tem elevado a preocupação entre os suinocultores, especialmente em relação à redução das margens da atividade.
Apesar disso, as exportações seguem como ponto de sustentação parcial do mercado, impulsionadas principalmente pela demanda das Filipinas. Ainda assim, o ritmo externo não tem sido suficiente para equilibrar a oferta interna nas últimas semanas.
Preço do suíno vivo recua no mercado nacional
Levantamento da Safras & Mercado aponta que o preço médio do quilo do suíno vivo no Brasil caiu de R$ 6,22 para R$ 5,81 na semana.
No atacado, a média dos cortes de carcaça foi registrada em R$ 9,11, enquanto o pernil apresentou média de R$ 11,39.
Cotações caem em diversos estados produtores
A pressão sobre os preços foi observada em importantes regiões produtoras:
- São Paulo: a arroba suína recuou de R$ 120,00 para R$ 110,00
- Rio Grande do Sul: queda de R$ 6,20 para R$ 6,05 na integração e de R$ 6,15 para R$ 5,75 no interior
- Santa Catarina: recuo de R$ 6,20 para R$ 6,05 na integração e de R$ 6,10 para R$ 5,65 no mercado independente
- Paraná: queda de R$ 6,20 para R$ 5,70 no mercado livre e de R$ 6,25 para R$ 6,10 na integração
- Mato Grosso do Sul: redução de R$ 6,00 para R$ 5,70 em Campo Grande e de R$ 6,20 para R$ 5,90 na integração
- Goiás (Goiânia): recuo de R$ 6,10 para R$ 5,50
- Minas Gerais: queda de R$ 6,50 para R$ 5,70 no interior e de R$ 6,80 para R$ 5,90 no mercado independente
- Mato Grosso (Rondonópolis): redução de R$ 6,20 para R$ 5,90, com estabilidade em R$ 6,10 na integração
Exportações crescem em volume, mas preço médio recua
As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 104,528 milhões em abril, considerando sete dias úteis, com média diária de US$ 14,932 milhões.
O volume embarcado no período atingiu 43,252 mil toneladas, com média diária de 6,179 mil toneladas. O preço médio foi de US$ 2.416,7 por tonelada.
Na comparação com abril de 2025, houve aumento de 8% no valor médio diário exportado e crescimento de 11,7% no volume médio diário. Por outro lado, o preço médio registrou queda de 3,3%.
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Mercado segue pressionado no curto prazo
O cenário atual indica continuidade da pressão sobre os preços no curto prazo, com oferta elevada, consumo doméstico limitado e forte concorrência com outras proteínas.
Embora as exportações contribuam para reduzir parte da oferta interna, o setor ainda enfrenta desafios para recuperar margens e equilibrar o mercado nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%
Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.
O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.
Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.
A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.
O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.
As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç
Fonte: Pensar Agro
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