RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Preços do café apresentam movimentos opostos nas bolsas internacionais nesta segunda-feira (11)

Publicados

AGRONEGÓCIO

Mercado segue instável, com foco nos fundamentos

Na manhã desta segunda-feira (11), os preços do café nas bolsas internacionais operavam em direções distintas, refletindo a volatilidade do mercado e a atenção aos fundamentos que influenciam a commodity.

Estoques em níveis historicamente baixos

De acordo com o boletim do Escritório Carvalhaes, os estoques globais de café estão em patamares historicamente baixos, tanto em países produtores quanto consumidores. Além disso, o clima irregular nos principais países produtores tem impactado a qualidade e quantidade da produção.

Colheita da safra brasileira 2025/26 próxima do fim

A colheita da safra 2025/26 no Brasil, maior produtor mundial, está perto de ser concluída, com 94% do volume já colhido até o dia 6 de agosto, segundo levantamento da Safras & Mercado divulgado na última sexta-feira (8). Os dados confirmam a quebra na safra de café arábica, tanto em volume quanto na qualidade do benefício dos grãos colhidos.

Oferta e demanda influenciam os preços

Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint, explica que nas últimas semanas a maior oferta pressionou para baixo os diferenciais dos cafés brasileiros, que vinham se mantendo acima dos preços de outras origens durante grande parte do primeiro semestre de 2025.

Leia Também:  Soja vive momento de ajustes: Brasil avança no plantio enquanto Chicago reage a expectativas de acordo entre EUA e China

No entanto, com as outras origens também em entressafra, o mercado mundial dependerá mais do café brasileiro, o que pode sustentar os preços no curto prazo. Segundo a analista, os cafeicultores apresentam pouco interesse em novas vendas neste momento, fortalecendo essa perspectiva.

Movimentação dos preços do café na manhã de segunda-feira

Arábica: Por volta das 9h10 (horário de Brasília), o café arábica registrava alta de 345 pontos, negociado a 312,80 cents/lbp para o contrato de setembro/2025. O contrato de dezembro/2025 subia 350 pontos, cotado a 305,95 cents/lbp, e o de março/2026 avançava 320 pontos, valendo 296,85 cents/lbp.

Robusta: Já o café robusta operava em queda, com perda de US$ 4, negociado a US$ 3.557 por tonelada no contrato de setembro/2025. O contrato de novembro/2025 recuava US$ 9, cotado a US$ 3.501 por tonelada, enquanto o de janeiro/2026 caía US$ 5, valendo US$ 3.439 por tonelada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

Publicados

em

Por

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

Leia Também:  Exportações brasileiras aos EUA batem recorde em julho apesar das tarifas elevadas

A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

Leia Também:  Mercado de feijão enfrenta baixa liquidez e preços nominais com ausência de compradores
Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA